CAPÍTULO 3 - CUIDADOS E MIMOS
Demi POV
Eu
não estava entendendo qual era a do Joseph. Que merda era essa agora?
Cara de arrependido,pedindo perdão? Isso definitivamente não condizia
com o que ele era nem tampouco com as coisas que ele fizera. Bom, talvez Paul tivesse exigido que ele fizesse isso, já que me acusou de ter
contado a ele. No entanto eu nem ao menos vi Paul. Só queria
distância daquele lugar. Queria ir para o rio, nadar, me aliviar.
Aqueles gritos e gemidos ainda martelavam em minha mente. Eu não morria
de amores por Joseph. Mas nunca imaginei que ele chegasse a tal ponto.
Que ele se esfregava na vadia da Camila, assim como a todos os machos
daquele lugar, isso eu sabia. Mas eu imaginei que teria mais respeito no
dia do nosso casamento. Eu me senti a última mulher sobre a face da
terra. Agora era só o que me faltava...dormir ai lado dele. De jeito
nenhum. O perfume era tão barato que ainda deveria estar impregnado na
pele dele. Melhor ir dormir em outro quarto.
No
entanto,mais uma noite eu não consegui dormir. Eu sou uma pessoa muito
crítica e arredia. Desconfiada demais, por isso quase nunca me enganava
nas minhas suposições. E era somente por isso que não conseguia pegar no
sono. Sempre vinha à minha mente a imagem daqueles incríveis olhos
verdes. Ele parecia sincero em seu pedido de desculpas. Mas eu não
estava preparada para perdoar agora. Aquilo me feriu mais do que
esperava. Eu não estava com raiva,definitivamente. Porque eu me conheço
muito bem. Se estivesse com raiva daria uns bons tabefes nele, depois
passava. Mas eu estava magoada. Sinceramente eu não sei o que fiz para
merecer tamanho desprezo.
Acordei
péssima nessa manhã. Eu não funcionava direito quando não dormia bem.
Assim que entrei no “nosso quarto”. Joseph parecia ter acabado de sair do
banho. Vestia apenas uma boxer e enxugava os cabelos. Wow....não vou
negar que ele era lindo demais....e muito gostoso.
Mas era um tremendo de um galinha ordinário.
- Desculpe-me. Pensei que estivesse dormindo.
-Desculpar por que? É minha esposa,não é?
Revirei
meus olhos e entrei no banheiro batendo a porta. Demorei-me no banho
além do necessário para que quando eu saísse ele não estivesse mais no
quarto. Mesmo assim vesti minha camisola antes de sair do banheiro. Dei
sorte. Ele ainda estava Lá...tranqüilo sentado na cama.
-Eu preciso me trocar.
- Fique a vontade.
Fechei meus olhos e suspirei, cansada. Não era possível que Joseph estivesse disposto a começar uma guerrinha de nervos.
- Por favor?
-Eu quero conversar com você.
-Eu não imagino o que você pode ter a falar comigo.
- Por favor,Demi? Eu não quero brigar.
-Tudo bem. Então me deixe vestir a roupa e depois você volta.
- Eu vou, embora isso seja desnecessário.
Ele
era louco ou o que? Totalmente absurdo. Vesti minhas roupas
apressadamente, prendi meus cabelos e abri novamente a porta. Ele me
olhou de cima a baixo.
- Seus cabelos são lindos. Por que prende?
Minha boca se abriu. Joseph me fazendo um elogio. Ta.....aí tem.
- Diga logo o que você quer. Tenho muito o que fazer.
-Demi eu já
te pedi perdão, mas sei que não irá me perdoar. Mas eu não quero
continuar esse clima ruim. Não quero brigar mais.
Ergui minha sobrancelha em desafio.
- Qual foi a ameaça que seu pai te fez para você vir dizer isso?
- Meu pai não me fez ameaça nenhuma. Eu estou aqui por vontade própria. É a verdade, juro.
Mais uma vez aqueles olhos pareciam que diziam a verdade.
- Joseph eu nunca briguei com você, a menos que me provocasse. Você é
quem sempre me detestou e jamais fez questão de esconder isso.
- Eu não detesto você. Não podemos ficar assim. Estamos casados e queira ou não teremos que viver juntos. Uma trégua?
E deu um sorriso lindo.
-Tudo bem,Joseph. Uma trégua. Mas se me provocar..vai ter volta.
- Não irei fazer isso.
- Agora preciso ir. Tenho milhões de coisas a fazer.
- Onde vai? Parei ao lado dele e disse séria.
-
Prometi uma trégua....e só. Você deixou muito claro pra mim, que apesar
de casados, cada um faz o que quer e ninguém deve satisfação ao outro.
Sai
sem olhá-lo novamente.Realmente eu não queria brigas. Ele estava certo
já que teríamos que conviver sob o mesmo teto. Mas daí a dizer onde eu
ia, ter que dar satisfações? Era demais pra mim.
Iria
ao centro da cidade, comprar algumas coisas que faltavam e também
algumas coisas pessoais. Eu sempre fui bem tratada em todas as lojas que
ia. Isso não posso negar. Embora não tenha sido assim com meu pai e nem
com Paul. Fui a uma loja de roupas íntimas. Apesar do meu jeito de
vestir eu gostava de coisas finas. Lingeries mais sexy e ousadas me
faziam esquecer das roupas masculinas que eu era obrigada a vestir todos
os dias.
- Não entendo você, Demi. Tem um corpo tão lindo..por que se esconde assim?
Olhei o corpo da bela loira a minha frente.
- Corpo tão lindo...comparado ao seu é até uma afronta não é, Alice?
- Sabe que estou dizendo a verdade. Olha....ontem chegou uma coleção que acho que irá gostar.
Alice já conhecia meu gosto e sempre me trazia peças que eu amava logo de
cara. Dessa vez acabei comprando até mais do que deveria.Sai de Lá
rapidamente. O tempo estava fechado e era bem capaz de cair um temporal.
Mas
antes eu ainda teria que passar em outro estabelecimento e pegar as
vacinas que havia encomendado para o gado. Assim que entrei notei que
ficaram em silêncio e Lucky, proprietário, cochichou alguma coisa com o
homem que estava de costas pra mim. Ele se virou e me olhou de cima a
baixo. Era muito alto e forte, cabelos claros e pele ligeiramente
bronzeada.
Ignorei e fui ate o balcão.
- Oi Lucky.
- Demetria....como vai?
- Bem, obrigada.
- Veio buscar as vacinas não é?
- Sim.
- Já estão separadas.
Colocou uma enorme caixa à minha frente, mas antes que eu pegasse o sujeito grandalhão se adiantou.
- Permita-me.
- Não precisa.
- Faço questão, madame.
- Tudo bem. Obrigada Lucky.
Paguei e sai com o grandalhão em meu encalço.
Parei junto a caminhonete e abri a porta para que ele colocasse a caixa.
- Obrigada. Foi muito...gentil de sua parte.
- De nada. Damas não devem pegar peso.
Eu ri alto.
- Já estou acostumada.
- Hã.....é Demetria, não é?
- Sim. E você é?
- Rafael Mccarthy...muito prazer.
Apertou minha mão.
- Então...eu estava conversando com o Lucky e ele me disse que você é nora do senhor Paul?
- Sim. Sou casada com o filho dele. Por que?
- Eu...precisava muito falar com esse Paul.
- Está procurando emprego?
- Na verdade, estou.
- Creio que ele vá precisar mesmo. Está chegando a época de levar o gado para a exposição....e você me parece bem forte.
Ele sorriu.
- Acho que agüento o tranco.
- Está de carro? Ou...sei lá....para ir até a casa dele?
- Não....cheguei aqui de carona.
- Ah....bom se não se importar, pode ir comigo.
- Mesmo?
- Uma mão lava a outra.
- Só um minuto então....vou pegar minha mochila.
Esperei. Era um homem muito bonito....belo corpo, belos olhos verdes. Voltou rapidamente e entrou na caminhonete, ao meu lado.
- De onde você é, Rafael?
- Eu estava morando no México. Mas sou americano mesmo.
- Ah...sei. E como chegou até o Paul?
- Ele é muito falado, muito respeitado por aqui. E como eu estava precisando.
- Sei....
Ele me olhava com curiosidade, o que me deixou um pouco desconfortável.
- Posso fazer uma pergunta indiscreta?
- Eu tenho o direito de não responder, não é?
- Com certeza.
- Pergunte.
- Por que uma mulher tão linda como você, com um corpo tão lindo se esconde atrás de roupas masculinas?
Aquilo me pegou de surpresa e olhei para ele em choque.
- Como....como pode saber disso?
-Seu rosto é lindo....espetacular. E da para perceber claramente que você maquia isso tudo ai.
Fiquei
sem fala...se ele percebia, obviamente os outros já deviam ter
percebido. Mas ninguém nunca insinuou nada. Olhei para ele quando
sorriu.
-
Eu acho que sei. Pelo que pude perceber você deve ajudar e muito nas
suas terras. Veio buscar a vacina e vi que leva outras coisas também. É
uma forma de impor respeito? O fato de se mostrar mais masculina?
Eu estava realmente chocada. Como ele poderia adivinhar isso tudo assim na lata, sem ao menos me conhecer?
- Estou certo?
- Nossa....perspicaz você....
Ele riu.
- Posso dar uma opinião? Sei que estou sendo intrometido.
Sim. Estava. Mas eu tinha gostado dele.
- Pode.
-
Você não precisa disso. Só pelo seu jeito já deu pra perceber que é uma
pessoa competente, que sabe o que faz. Eu aposto que já tem o respeito e
a admiração de muita gente. O fato de ser mulher e extremamente
feminina não quer dizer nada.
- Humm...obrigada pelo elogio.
- Foi sincero. Mas você pode me mandar a merda se você quiser.
Eu ri .Resolvi mudar de assunto.
- Veio sozinho?
-Sim. Minha mãe preferiu ficar no México.
- E seu pai? Irmãos?
- Não tenho irmãos. E meu pai....anda ai pelo mundo afora.
-Entendi.....Já
estamos chegando.O escritório do Paul fica um pouco afastado da
casa, mas te deixo lá. Ele passa o dia todo lá.
- Será que ele me recebe assim...sem nem me conhecer?
- A maioria que vem atrás dele é assim mesmo. Paul é uma boa pessoa. Vai gostar dele.
Sua testa estava vincada, como se estivesse resolvendo uma equação difícil.
- Chegamos.
Desci com ele e fui ate o escritório.
- Paul??
- Oi, princesa. Entre.
- Tem uma pessoa que queria falar com você. Acho que precisa de um emprego.
- Quem é?
- Rafael Mccarthy.
Ele empalideceu.
- Mccarthy?
- O que foi Paul? Está pálido.
- Uma ligeira tontura. Queda de pressão talvez. Ele....ele está sozinho? -Sim. Posso mandá-lo entrar?
- Claro.
- Eu vou indo.
- Trouxe a vacina?
- Sim. Já vou levar para o Josh.
Sai e encontrei Rafael sentado nos degraus da entrada.
- Pode entrar. Ele está esperando por você.
- Obrigado. Pela carona...por tudo.
Sorri.
- Boa sorte. Espero que dê tudo certo.
Dei
a partida e fui em direção a enorme casa que se estendia ao longo dos
jardins. Era terra a perder de vista. Assim como as do meu pai. Alias há
dois dias eu não o via. Teria que ir lá amanhã.
Tirei
a enorme caixa com as vacinas e caminhei até o galpão quando a chuva
caiu. Já caiu pesada e nem ao menos tive tempo de correr. Em dois
segundos eu já estava encharcada.
- Merda.
Entrei
no galpão vazio e coloquei a caixa Lá. Não havia ninguém. A chuva deve
ter mandado o pessoal mais cedo para casa. Esperei um pouco, para ver se
passava, mas ela só aumentava mais e eu já começava a bater os dentes
de frio.
Saco
....o jeito seria sair debaixo da chuva. Só a ida até o carro já
bastaria para me deixar ensopada.Se eu corresse em dois minutos estaria
na porta de casa, mais fácil do que pegar o carro. E foi o que fiz.
Corri ate a entrada da casa e rapidamente adentrava a varanda. Passei
pela sala pingando água da cabeça aos pés. Meus cabelos tinham se
desprendido com a correria. O chapéu eu nem fazia idéia de onde estava.
- Demi, querida.....graças a Deus chegou. Essa chuva não vai parar tão cedo.
-Me pegou bem ali perto do galpão.
- Joseph está morto de preocupação.
Preocupado comigo? Isso era novidade.
- Acho melhor subir e tomar um banho quente. Vou fazer um chá pra você ou vai pegar um resfriado daqueles.
- Obrigada, Denise. Vou fazer isso.
Subi correndo até meu quarto encharcando todo o caminho até lá. Entrei e Joseph deu um pulo da cama.
- Demi meu Deus, está ensopada.
- Não imaginei que fosse cair tão forte.
- Vai adoecer desse jeito.
- Eu vou tomar um banho.
Peguei
uma toalha felpuda e minha camisola e entrei para o banho. Fiquei horas
ali. Quando sai eu ainda sentia frio. Joseph não estava no quarto.
Sequei meus cabelos rapidamente e enfiei-me sob as cobertas. Acho que
dormi.
Quando
abri meus olhos meu corpo inteiro doía. Senti uma mão acariciando meu
rosto e forcei minhas pálpebras doloridas a se abrirem. Vi pela janela
que já estava escuro.
- Que horas são?
- Passa da meia noite.
- Nossa....
Tentei me levantar mas Joseph me segurou.
- Está queimando em febre, Demi. É melhor continuar deitada. Tome....minha mãe fez esse chá pra você.
Só o ato de erguer minha mão para pegar a xícara me fez gemer de dor e eu desisti.
- Deixe-me ajudá-la.
Com
uma facilidade impressionante, Joseph me colocou sentada, com as costas
apoiadas no travesseiro. Joseph levou a xícara até meus lábios.
- Beba.
Sorvi um pouco do líquido mas doía até para engolir.
-Ai....acho que não consigo beber tudo.
Ele se levantou, foi até uma gaveta e voltou com um comprimido.
- Tente engolir. Vai te fazer bem.
Apesar
de toda a dor que sentia pelo meu corpo e do torpor em que estava, eu
não consegui deixar de pensar no quanto ele estava sendo atencioso e
gentil. Me fez beber o chá mais uma vez e me ajudou a deitar, jogando o
cobertor sobre mim.
- Não acho que deva ficar sozinha. Vou me deitar naquela poltrona. Se precisar de alguma coisa pode me chamar.
-Joseph?
Chamei quando se afastou.
-Sim?
- Não....não é preciso fazer isso. Pode deitar-se aqui comigo.
- Eu não quero perturbar você. Precisa descansar.
- Pode vir....não vai me perturbar.
Não
era justo fazer isso com ele. Por mais que não nos déssemos bem, ele
estava sendo legal comigo, cheio de cuidados e carinho. Caminhou
lentamente até a cama e se deitou. Eu tremia ligeiramente. Sentia frio.
- Precisa de um outro cobertor?
Assenti.
Ele
se levantou e pegou um cobertor, passando pelo meu corpo. Deitou-se
novamente. Meu corpo embora mais aquecido ainda tremia. Não conseguia
pegar no sono.
- Com frio ainda?
- Sim. Não consigo dormir.
- Não brigue comigo.
- Por.....
Entendi
o que ele quis dizer quando seus braços fortes me puxaram, virando-me
de frente pra ele.Passou os braços em volta do meu corpo e
instintivamente me encolhi em seu peito. Seu hálito quente varreu meu
rosto.
- Acho que vai melhorar um pouco agora.
- Obrigada, Joseph.
- Durma.
desculpa gente por não ter postado antes tomare que entendam não aguento
mais ficar dentro desse hospital, mas pelo jeito estou ficando melhor, nem meu namorado pude ver esse fim de semana isso me deixa até deprimida quem tiver namorado entende, vou tentar postar outro ainda hoje,lindas gente eu não vou consegui fazer o banner me manda os contatos de vocês pra mim falar com vocês, quem quiser meu facebook é Amstad Pattinson se for pedir soliçitação de amizade avisa que é daqui tá anjos? Beijos e maybe até daqui a pouco
o capitulo esta perfeito, estou curiosa para o próximo
ResponderExcluirPosta logo
beijos
stou curiosa e esse tal Rafaelheim tem cara de fura olho kkk
ResponderExcluirPosta logooo flor
Bjus
Adorei o cap posta logo
ResponderExcluir