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quinta-feira, 2 de maio de 2013

CAPÍTULO 7 - PAIXÕES OCULTAS


CAPÍTULO 7 - PAIXÕES OCULTAS

Joe POV

Eu não sabia se era ingenuidade de Demii ou se ela realmente queria me provocar. Que mulher em sã consciência ficaria nua numa banheira com um homem?Seu corpo e quente e sedutor sentado a frente do meu era absurdamente enlouquecedor. Meus braços envolta do seu corpo tremiam ligeiramente. Surpreendentemente Demi tombou sua cabeça, repousando em meu ombro. Seus olhos me encararam.

- Estou gostando de começar a conhecer você.

Enrolei seus cabelos em meus dedos e voltei a olhá-la.

- Eu também. Mais do que isso, gosto de estar com você.

- É bom...ser eu mesma.

Encostei minha cabeça na dela, fechando meus olhos. O desejo ameaçava me consumir. Mas eu jamais seria um canalha com ela novamente.

- Demi...seria tão bom...se tentássemos nos entender. Eu sei que deve pensar que sou um vagabundo que só me interesso por seu corpo, mas...

Ela me interrompeu.

- Eu não penso isso. No começo pensei realmente, mas não penso mais.  
- Por que não?

- Você teve chance no rio, Joe. Está tendo a chance agora e não fez nada. Então não poderia pensar de outra forma.

- Mas eu beijei você.

- Não foi uma coisa que eu não queria.

Meu coração se encheu de alegria e um pouco de esperança. Ela quis ser beijada por mim. Então eu não era totalmente repulsivo para ela.

- Eu não conheço muito dos homens. Mas tenho a certeza que a maioria...se estivesse assim como nós dois, já teria tentado alguma coisa.

- Eu não vou negar que quero.

Ela riu.

- Nem tem como esconder.

Ergui minha cabeça, olhando-a novamente.

- Eu não quero apenas seu corpo,Demi. Quero seu coração também. Demi ergueu os braços e enlaçou meu pescoço, buscando minha boca mais uma vez.O desejo intenso chegava a doer em mim. Nosso beijo se intensificou, nossas línguas se entrelaçando. Demi segurou com força em meus cabelos e deduzi que seu desejo, apesar de não ser tão intenso quanto o meu, estava presente. Deslizei minha mão pelos seus cabelos e desci um pouco mais, sentindo pela primeira vez a maciez dos seus seios. Seus mamilos estavam rígidos em meus dedos e apertei-os levemente fazendo Demi gemer. Mas em seguida me afastei.

- É melhor pararmos. Ou não se conseguirei me segurar.

- Desculpe-me. eu não..

- Tudo bem. Não é necessário pedir desculpas.

- Joe..eu também quero...que a gente se entenda, da melhor forma possível.

- Eu vou dar o melhor de mim, Demi 
- Eu também.Eu...gosto de você, quer dizer....estou aprendendo a gostar.

Abracei-a com mais força.

- Eu também estou aprendendo a gostar de você.

Não dissemos mais nada. Continuamos abraçados na banheira, ambos se olhos fechados, apenas sentindo o calor de nossa pele unida. Depois de um tempo senti a respiração de Demi mais suave e percebi que ela dormia. A minha sorte é que ela era bem leve. Consegui me levantar com ela no colo sem dificuldade e deitei-a na cama.

- Joe?

- Pegou no sono.

- Nossa...é que estava tão bom lá.

- Vista alguma coisa quente e seque esses cabelos um pouco.

Enquanto ela se secava eu fazia o mesmo. Vesti uma camisa de malha e uma calça de moletom. Peguei uma toalha e passei pelos cabelos dela.

- Quer que te ajude? Não é bom dormir com esses cabelos molhados. Demi também vestiu uma calça de moletom e uma blusa de malha. Ainda assim conseguia ficar terrivelmente sedutora.

- Sabe que eu ainda estou admirada com sua mãe? A reação dela foi inesperada.

- Também achei. Talvez porque já tenha passado tanto tempo.

- Traição é sempre traição, Joe.

- Sim, eu sei.

- desculpe. Não estava dizendo isso pra você.

- Eu sei.

Ela se virou pra mim, segurando minhas mãos.

- Joe...eu falei sério...quanto a nós dois.

- Eu também. Não se preocupe comigo. Sei que fui um cafajeste com você. Mas sei também que não disse nada para me ofender.

- Fico feliz que acredite em mim.

- Vem..vamos deitar.
Dormi feliz. Como jamais estive...abraçado a Demi a noite inteira. Eu a teria pra mim. Tinha esperança disso.

No entanto acordei sozinho. Também dormi demais, já passava um pouco das nove da manhã. Desci e encontrei minha mãe na cozinha.

- Bom dia, mãe.

- Bom dia, meu filho.

Só então ela me olhou e sorriu.

- O que anda acontecendo? As carinhas estão felizes hoje.

- Do que está falando, mãe?

- você e Demi. Parecem...felizes.

- Estamos começando a nos dar bem, mãe.

- Eu percebi. E fico feliz por isso.

- A propósito, a senhora a viu?

- Estava por ai...com o Rafael.

- Rafael?

- Sim. Parece que eles se dão bem também.

Não gostei de ouvir aquilo e já ia me retirar quando minha mãe me fez parar.

- A propósito Joe...eu não sabia que Demi tinha aquele corpão.

- Do que está falando?

- Sempre me pareceu meio masculina, mas está tão feminina hoje... formas perfeitas de mulher.

Olhei para minha mãe sem entender e fui até a varanda. E então os vi. Conversando alegremente como se fossem dois velhos amigos. A calça que Demi usava era diferente das outras. Era mais justa e moldava perfeitamente a bunda empinada. Usava uma camiseta justa que mostrava claramente a ausência do sutiã. Porra...muito gostosa.

Desci até eles e Demi sorriu ao me ver.

- Bom dia.

Não sei por que fiz isso. aliás..sei. Por ciúmes. Puxei Demi pela cintura e beijei-a. Mas felizmente ela correspondeu, enlaçando meu pescoço. Quando nos separamos a cara do Rafael não era das melhores.

- Bom dia, Rafael.

- Bom dia, Joe.Tudo bem?

- Tudo ótimo.

- Eu e Rafael estamos andando pela fazenda. Estou explicando o serviço pra ele, mas nem é preciso. Ele sabe tudo.

- Ah...ótimo. Estou atrapalhando?

- Não. Mas nós já estávamos indo para o estábulo.

- Tudo bem.Eu também preciso sair agora. Vou a cidade.

- A gente se fala mais tarde, então. Dessa vez ela me deu um beijo rápido e se afastou com Rafael.

Mas aquela situação...definitivamente não me agradava. ++++++++++++++++++++++++++++++++++++++

Os dias passavam rápido demais. Já fazia um mês desde que Rafael veio para a fazenda. Desde então ele e Demi eram unha e carne. Mas como ela dizia, eram parceiros no trabalho. Embora nossa relação tenha melhorado e muito, não fomos além de beijos. Eu prometi a mim mesmo que jamais voltaria a ser um canalha com ela. E só a tomaria como minha quando ela manifestasse esse desejo. Todos repararam em sua mudança. Estava cada dia mais linda e feminina. Usava sempre calças jeans. Mas todas moldavam perfeitamente seu corpo escultural. Eu continuei ajudando meu pai no escritório com questões burocráticas. Eu entendia do assunto, embora não tivesse concluído a faculdade. Tranquei minha matricula nem sei por que.

- Eu não gosto nada de como aquela Rafael olha pra Demi.

- Hum?

- Estou falando ha horas, Joe.

- Desculpe, mãe. O que foi?

- Não gosto da forma como o Rafael olha para Demi.

- Confesso que me incomoda também.

- E acho que ela sente alguma coisa por ele...sei lá´.

Meu coração perdeu uma batida.

- Por que diz isso?

- Não sei exatamente.

- Está sabendo de alguma coisa que não sei?

- Claro que não. Eu diria a você se soubesse.

- Bom..vou até o escritório. Meu pai quer falar comigo.

Assim que sai pelo pátio da fazenda vi Demi, Ashley e Rafael de papo pro ar. Vi perfeitamente quando Rafael passou o braço em torno do ombro de Demi e cheirou os cabelos dela. Demi se endireitou quando me viu e sua expressão de culpa me preocupou. Mas segui direto ao escritório. Não podia culpá-la de nada. Estávamos tentando nos dar bem e só.Embora eu já pudesse dizer com toda certeza que estava apaixonado por ela.

- Pai? Queria falar comigo?

- Sim. Sente-se.

- o que é?

Ele me encarou profundamente.

- sabe que não sou de rodeios, então irei direto ao assunto. Embora você e Demi estejam se dando bem, eu vejo que esse relacionamento não irá pra frente. Quer dizer...vocês não se gostam como um casal de verdade. E jamais virão a me dar netos.

Engoli em seco, não estava gostando do rumo da conversa.

- O que quer dizer? Fale abertamente.

- Eu acho que você e Demi deveriam se divorciar. Eu vejo que ela e Rafael estão se entendendo e bem....ele me confessou que está gostando dela. Então, eu pensei...por que não dar a ela a chance de ser feliz? De se realizar como mulher?

Eu levantei feito um leão pronto para o ataque.

- NÃO...NÃO....O QUE É FICOU LOUCO?

- Pare de gritar..só estou dizendo o que acho. Rafael é da família, meu filho também . De qualquer forma as famílias permaneceriam unidas. E Demi poderia ser feliz com alguém que a ame de verdade.

- NUNCA!!! NUNCA....ELA É MINHA ENTENDEU? DIGA A SEU FILHINHO PARA FICAR LONGE DELA ANTES QUE EU PARTA A CARA DELE.

- Joe...não estou entendendo você.....você a odeia....

Num acesso de fúria eu derrubei tudo o que estava sobre a mesa do meu pai, computador, relógio, além das esculturas que ele tinha ali.

- JOSEPH.

- NINGUÉM VAI TIRÁ-LA DE MIM....NINGUÉM.....

-Joe...

Sentei -me no sofá, desconsolado e senti que chorava.

- Merda, pai...sei que não sou um bom filho. Mas por que me odeia tanto assim?

- Filho...eu te amo. Eu só quero vê-lo feliz.

- Então por que quer tirá-la de mim?

Coloquei minha cabeça entre minhas mãos, abaixando-a desesperado. Meu pai ajoelhou-se a minha frente.

- Filho...você....você está gostando da Demi?

- Estou apaixonado por ela.

- Ah...meu filho.

Depois de muito tempo meu pai me abraçava novamente.

- Como eu poderia saber? vocês se odiavam. Vi que estão se dando bem, mas pensei que era apenas camaradagem. Eu não vejo grandes avanços entre vocês.

- Estou indo aos poucos, pai. Não quero que ela pense que sou um canalha.

- você nunca foi, meu filho. Andava meio avoado, meio perdido. Mas nunca foi um canalha. Olha...esqueça tudo o que eu disse.

- Eu quero essa mulher pra mim, pai.

- E você terá filho....seja forte. E nunca se esqueça. Eu te amo. Amo demais.

Ainda fiquei um tempo sentado no escritório semi destruído, chorando, enquanto meu pai segurava minha mão. Era vergonha, raiva, ciúme..tudo ao mesmo tempo.

Só depois de algumas horas eu me levantei e sai.

Encontrei Ashley limpando a varanda.

- Onde está Demi?

- Saiu para cavalgar com o Rafael.

Deus do céu...será que Demi estava gostando dele? Era possível. Ele era atencioso com ela, e embora eu estivesse morrendo de ódio dele, devo admitir que ele era boa pinta, simpático e agradável. Talvez tudo o que Demi nunca tenha visto em mim. Ashley entrou e fiquei parado feito um idiota, sem saber se ia atrás deles e quebrava a cara do Rafael ou se ficava e rezava...

Já ia entrar quando uma voz conhecida me fez parar.

- JOe? Preciso falar com você.
- Virei-me ,incrédulo.

- Camila? O que quer aqui?

- Falar com você. Urgente.

Merda...o que essa doida queria agora? Já tinha dito a ela que não queria mais. Acabou desde a minha maldita noite de núpcias.

- Vamos até o estábulo. É rápido.

- Vá na frente. já estou indo. Não estava disposto a ouvir lamúrias de Camila. Estava preocupado com Demi e com o que ela poderia estar fazendo. Depois de alguns minutos fui até o estábulo.

- O que quer, Camila?

- Eu preciso da sua ajuda.

- Não sei por que pensa que posso ajudá-la, mas diga. O que é?

Ela torcia as mãos com nervosismo.

- O que tem a me dizer, Camila?

- Eu...estou grávida,Joe.

Fiquei um tempo em silêncio.

- E o que eu tenho a ver com isso? Nem me venha com palhaçada porque sabe muito bem que sempre usei preservativo com você.

- Eu sei. Não estou dizendo que é o pai. Eu...na verdade não sei quem é o pai.

Eu sabia que era uma vadia que andava se esfregando com todos. Ainda bem que sempre tive o bom senso de me prevenir quando estava com ela. Agora...se ela não sabia quem era o pai..que eu tinha a ver com isso?

- Então o que quer de mim?

- Eu...não tenho condições de ter esse filho, Joe. Me ajude. Eu preciso de uma quantia para tirar esse bebê.

Foi como um soco em meu estômago.

- Aborto? Você ficou louca? Vai tirar uma vida, Camila?

- Eu não tenho condições de criar um filho.

- Pensasse nisso antes de soltar a boceta por ai. Que culpa esse bebê tem?

- Por favor, Joseph.

- Desista. Não farei isso. Tenha o filho..dê pra adoção...tem tanta gente boa querendo.

- JOe...eu não tenho condições..grávidas precisam de consultas, remédios...

- Olha...me deixe pensar um pouco. Eu te procuro depois. Sabe de quanto tempo está?

- Dois meses.

- Vou ver o que posso fazer. Mas nada de aborto. Agora preciso ir.

Sai deixando-a para trás.

Merda....Por que eu? Por que não procurou outra pessoa? Eu não fazia idéia de como ajudá-la a não ser conversar com meu pai e minha mãe. Estávamos falando de um bebê indefeso que não tinha culpa de ter a mãe louca que tinha.

O dia tinha sido cheio demais. Subi para o meu quarto e qual não foi minha surpresa ao ver Demi ali.

- Oi...não sabia que tinha voltado.

- Cheguei a pouco. E você onde estava?

- Andando por ai. Está estranha...aconteceu alguma coisa?

- Não. Está tudo bem.

Mas Demi me evitava. Aconteceu alguma coisa nessa cavalgada com Rafael. Eu não tinha certeza se queria saber o que era.



Demi POV

Os dias estavam melhores com o passar do tempo. Joe e eu nos dávamos bem. Ainda não tínhamos ido as vias de fato, embora não me faltasse vontade. Mas acho que era cedo pra isso. Eu estava gostando dele, de verdade. Gostava de estar com ele, conversar, dormir ao lado dele. Mas eu ainda tinha medo de me decepcionar. Não por que eu pensasse que ele era um canalha. Mas porque talvez fosse uma paixão passageira, e eu viesse a sofrer mais tarde. Por outro lado Rafael tornara-se excelente companhia. gostava dele, da conversa e do carinho que tinha comigo. Mas confesso que às vezes eu ficava constrangida e desconfortável. Rafael muitas vezes me cantava claramente, me dizendo que eu era linda e no quanto ele gostaria de estar no lugar de Joe. Pensei muitas vezes em me afastar, mas ele sempre foi tão amigo. Mas isso não justificava. Joe era irmão dele e ate onde eu vi, se davam bem. Joe era sempre educado com ele e as vezes até brincavam. não era justo dar em cima da mulher dele. Joe continuava ajudando Paul escritório e eu ficava com Rafael. Preferia ter Joe ao meu lado, cavalgando comigo, verificando os cavalos e os gados. Hoje por exemplo era dia de ir a fazenda do meu pai. Seria bom tê-lo ao meu lado. Mas Joe parecia não gostar muito dessa vida. Mesmo assim eu o queria sempre por perto. Ele me fazia sentir bem. Me sentir mulher somente com o olhar dele sobre mim. ele me desejava, eu sei. Assim como eu também o desejava. Aquele nosso banho, quando pude sentir toda sua potência contra meu corpo...só me fazia sonhar de desejá-lo cada vez mais. Eu assumi de vez quem eu era. Uma mulher bonita e feminina, cheia de curvas. E adorava quando ele me olhava com olhos escuros de desejo. Eu só gostaria de saber se algum dia passaríamos disso. Daqueles beijos calorosos que trocávamos todos os dias. Eu tinha quase certeza que estava me apaixonando por ele. Não tinha outra explicação. O que mais poderia explicar o fato de me sentir tão culpada quando ele me viu abraçada a Rafael? Ele cheirou meus cabelos enquanto ríamos e então vi o olhar amargurado de Joe que se afastou em seguida. Afastei-me do Rafael.

- Acho melhor voltarmos ao trabalho.

- Demi..eu a magoei?

- Está na hora.

Durante todo o percurso até a casa do meu pai, eu pensei em Joe. no seu olhar triste. Eu iria pedir desculpas a ele e colocar Rafael definitivamente em seu lugar.

Merda...eu queria meu marido. Queria minha vida com ele. Se preciso fosse eu falaria com Paul para deixar Rafael longe de mim.

O percurso de volta também foi em silêncio.

- Quer ir até o rio, Demi?

- Vai você, Rafael. Preciso conversar com Joe.

- Demi, eu...

Afastei- me galopando rapidamente. Eu precisava demais vê-lo, pedir desculpas....e beijá-lo.

Desci do cavalo e fui até o estábulo mas antes que eu entrasse eu ouvi o que fez meu sangue congelar nas veias. Conhecia muito bem a voz anasalada de Camila.

- Eu...estou grávida, Joe.

Prendi a respiração e não tive coragem de esperar para ouvir sua resposta.

Dei a volta e deixei meu cavalo próximo ao escritório, seguindo a pe para casa. Fui direto para o nosso quarto, meus olhos ardendo com uma vontade intensa de chorar. Acabou. Tudo que eu tinha imaginado para nós dois ficaria perdido.

Eu não conseguiria aceitar isso. Meu marido tendo filha com outra, sendo que eu mesma nunca o tive em minha cama. A dor que eu sentia só me fez ter a certeza que eu o amava.
a. Embora não tenha sido por querer, ele me magoara. Eu confiava nele sim...em tudo o que me disse até hoje. Mas ver uma criança que era fruto da pior noite da minha vida....

Merda... Pior noite da minha vida? Naquele dia...no dia do meu casamento...eu já o amava?

Parece que sim. Só me restava erguer a cabeça e quem sabe...aceitar o amor que o outro irmão me oferecia.

Era egoísmo meu, mas eu não queria mais sofrer. Rafael no mínimo deveria ter se prevenido e não o fez.

Pra mim, terminava algo que poderia ter sido lindo, mas nem chegou a começar.

Gente desculpa, desculpa, mesmo não sabe como estou triste por não ter postado, mais tava sem pc a pior coisa que pode acontecer, a uma escritora, e ai estão gostando, beijosQQQ

segunda-feira, 15 de abril de 2013

CAPÍTULO 6 - Um Pouco de Romance?


CAPÍTULO 6 - UM POUCO DE ROMANCE?

Bella POV

Era tudo tão novo. E devo acrescentar: muito agradável. Eu sequer pensei nessa probabilidade um dia. Eu e Joseph..assim...aos beijos. Mas éramos casados não é? Que mal ha nisso? A princípio quando Joseph me contara que viu meu corpo como realmente é, eu fiquei brava. Cheguei a pensar que ele se aproximou apenas por isso. Mas eu via que não era isso. Ninguém conseguiria fingir tão bem. Ninguém conseguiria colocar emoção nos olhos propositadamente. E eu via isso nele. Estava sendo sincero. Talvez nunca chegássemos a ser realmente marido e mulher. Mas poderíamos ser amigos. Ele era divertido. Agora eu via isso. Eu estava gostando de descobrir esse novo Edward. E gostando de estar nos braços dele. Seu beijo era delicioso. A boca tão doce e macia....Estremeci.

- Com frio?

- Não.

Estávamos ha um bom tempo na água. Joseph abraçava meu corpo por trás, minha cabeça pendia em seu ombro.

- Acho que deveríamos ir. Você esteve doente. Não deve se arriscar. 
- Ah...agora diz isso. Você quem me jogou aqui.

Ele riu.

- Foi mais forte que eu.

Dei um soco em seu peito e tentei sair da água. Minhas roupas estavam pesadas demais. Joe estendeu a mão pra mim.

- Vem...sua molenga. Eu te ajudo.

Segurei nas mãos dele. Eu me perguntava porque eu estremecia toda vez que ele me tocava. Isso não era normal.

- Então? Vai se arriscar de novo na corrida?

- Acho que não. Estou com frio, minhas pernas estão dormentes.

- Mentirosa. Disse que não estava com frio.

- Mas você estava me esquentando.

Ele parou um momento. Fez menção de falar alguma coisa mas desistiu.

- Vamos?

- Sim.

Montamos e começamos nosso percurso de volta. Dessa vez íamos mais devagar, conversando sobre a fazenda. Engraçado que Joe entendia do assunto. Por que nunca se envolveu? Ele era inteligente. Credo...Joe  era muito instigante. Quando nos aproximamos da casa, Denise, Paul e Rafael estavam na varanda.

- Meus Deus..o que andaram fazendo?

- Esse maluco me jogou no rio.

Rafael percorreu meu corpo inteiro com os olhos e aquilo...me incomodou?

-  Joe! Pediu desculpas pelo menos?

Olhei para Joe e não agüentei. Caímos na gargalhada. Joe me puxou pela cintura e envolvi a sua também, inconscientemente.

- Vão tomar banho, pelo amor de Deus. Quanta irresponsabilidade, Demi. Ainda ontem estava doente.

- Ah...mãe...Estávamos nos divertindo. Vem, Demi .Deixa esses velhos pra lá.

Ainda pude ouvir Paul falando assustado.

- O que está havendo com esses dois, afinal?

Nem eu sabia, mas o fato é que eu estava adorando estar assim com Joseph. mesmo quando ele fazia essas loucuras. Me pegou no colo e subiu as escadas correndo até nosso andar.

- Me põe no chão, seu demônio.

-Não tem medo de uma cavalo te derrubar e está com medo que eu faça isso?

- Mas o cavalo é forte.

Ele abriu a boca e parou me encarando.

- Desaforada....ta me chamando de fraco?

- Não...mas....

- Não sabe do que sou capaz de fazer com você no meu colo, Demi.
 Não...eu realmente não sabia. Mas a forma como ele me olhava me fez querer descobrir. Minhas mãos que já estavam em seu pescoço se embrenharam em seus cabelos, puxando seu rosto para o meu. Nossas bocas se encontraram mais uma vez nesse dia. Joe continuou andando comigo no colo e sem desgrudar sua boca da minha.

- Eu falei que conseguia....

- Estou vendo.

Já estávamos em nosso quarto quando Joe me colocou de pé.

- Vá tomar o banho ou seu resfriado volta.

- Mas...e você?

- Eu espero você sair e vou.

Olhei para ele de cima a baixo, pingando água. A camisa de malha grudava-se ao corpo, revelando seu peito másculo. Seus cabelos ainda escorriam um pouco.

- Vai adoecer, Joe.
- Vou nada. Toquei em seu braço ele estava gelado.

- Vem comigo.

- É melhor não.

- Vamos parar com bobeira? Deu uma de espião e já me viu nua mesmo. Agora nem adianta disfarçar mais.

Ele jogou a cabeça para trás e gargalhou.

- Não era minha intenção estragar seu disfarce.

Tirei minha blusa ficando apenas de sutiã. A principio fiquei com vergonha, pois sentia seu olhar me queimando a pele. Mas depois lembrei-me mais uma vez que ele já tinha me visto totalmente nua.

- Deixa de moleza Joe. Vai adoecer.

Tirei minhas botas e a calça ficando apenas de calcinha e sutiã. A merda toda era que eu sempre usava lingeries sexy demais para quem não queria se mostrar feminina. Joe suspirou pesadamente e fechou os olhos.

- Acho melhor eu ir para a outra suíte.

Eu ri. Nem sei de onde tirei tanta ousadia assim. Eu estava provocando ele?

- Medroso feito um gatinho....

Caminhei até o banheiro, sem deixar de sentir seu olhar em mim. Abri a torneira da banheira e enquanto ela enchia entrei sob a ducha quente. Segundos depois eu ouvi a porta do boxe abrindo. Abri meus olhos e ....Puta. Que. Pariu.... Meu marido era....gostoso.

Encarou-me por um tempo e então eu sai da ducha.

- Entre enquanto eu diminuo a água da banheira. Acho que será melhor para relaxar.

- Tem razão.

Diminui a quantidade de água e quando voltei para o boxe Joe me puxou para s ducha abraçando meu corpo.

- Não vai ficar no frio.

Meu corpo seminu agarrado ao dele também seminu....era perigoso demais.

- Joe...

- Eu não vou fazer nada, eu juro.

- Eu sei. eu só ia....

- Ia?

- Beijar você.

Joe não falou nada. Envolveu minha cabeça com uma das mãos e literalmente devorou minha boca. Era um beijo diferente dos outros. Mais urgente, quase faminto. Sua língua devastava minha boca e suas mãos me apertavam mais de encontro a ele. Era muita loucura. Eu jamais me interessei por homem algum. Sabia o que era sentir vontade, é claro. Mas não ao ponto de sentir meu sexo latejar com tanta força e escorrer facilmente, me deixando encharcada. Empurrei-o, assustada.

- Desculpe-me.

- não...é só que ...lembrei-me da banheira.

- Ah..é verdade.

Rapidamente sai do box e fui ate a banheira, fechando a água. Joguei alguns sais e liguei rapidamente a hidromassagem, desligando em seguida. E agora? Tomar banho com lingerie era ridículo. Mas se eu tirasse...  Joe tiraria também. Eu nunca vi um homem nu antes. Ta certo, ele era meu marido.Mas nossa situação era tão atípica.

Quer saber? Eu nunca fui medrosa. estava com medo de um simples banho com meu marido? Ainda que nossa situação fosse ruim? Eu estava de costas pra ele quando tirei o sutiã. Depois tirei a calcinha e percebi a ausência de uma outra respiração ali dentro.

Entrei rapidamente na banheira.

- Venha, Joe. Está quentinha.

Ele fechou a ducha, mas parou ao lado da banheira.

- Tem certeza?

- Deus do céu, homem. Vai adoecer.

Reparei em seu corpo perfeito. Por que não dizer, divino? Nenhuma gordurinha minúscula fora do lugar. As coxas eram másculas....meu olhar parou sobre a boxer preta que não ocultava nada da ereção formada. Quando ele colocou um pé dentro da banheira eu segurei seu joelho.

- Você toma banho de cueca?

- Não.

- Então?

- Demi... 
- Joe..somos casados, adultos....e eu também estou nua. Deixe de besteira.

- Se você diz.

Eu desviei o olhar quando ele baixou a boxer. Mas minha curiosidade falou mais alto. Tudo o que tinha visto nele ate então era perfeito. Eu precisava conformar se ele era realmente um Deus. Minha respiração disparou quando olhei aquilo. Joseph...ou melhor...o membro dele era enorme. Muito grande e grosso....e incrivelmente duro, apontado em minha direção. Baixei meus olhos sem graça e Joseph sentou -se ao meu lado, fechando os olhos.

- Está boa a água?

- Sim.

Sua voz baixa não passou de um sussurro. Estremeci mas ele não pareceu perceber.

- Demi?

- Sim?

- Eu queria que tudo tivesse sido diferente. De verdade.

Seus olhos se abriram e me fitaram.

- Eu sei, Joe.

- Será que vai conseguir me perdoar algum dia?

- Eu não tenho raiva de você.

- Obrigado.

Sem pedir licença eu me sentei a frente dele e de costas pra ele. Seus braços me envolveram e enterrou seu rosto na base do meu pescoço. Eu sentia claramente seu membro latejando contra minha pele. Mas ele me garantiu que não faria nada e eu acreditei.

Mas eu estava confusa. Não sabia o que queria. Seguir apenas com um casamento de conveniência e tentar encontrar alguém que gostasse de mim ou tentar fazer com que nosso casamento desse certo?

Nesse momento, totalmente abraçada por ele, eu me sentia tentada a arriscar a segunda opção.



Ah gente 3 comentários para o proximo, e o que acharam do banner tá eu sei que horrendo mais o que pude fazer sendo iniciante beijos

sexta-feira, 12 de abril de 2013

CAPÍTULO 5 - Coisas De Casal

Paul POV

Eu soube desde o momento em que Demi me disse aquele nome que eu estaria frente a frente com meu filho. Ele nem precisou dizer nada. Eu não tinha dúvida alguma quanto a paternidade.

- Rafael Mccarthy.

-Acho que já sabe quem eu sou,não é?

- Sim...meu filho.

Fruto da minha infidelidade.

- Eu não quero nada do senhor. Só preciso trabalhar. Minha mãe está doente e não...

- De jeito nenhum. Você é meu filho e como tal será reconhecido.

Eu vi a admiração e respeito em seus olhos.

- Minha mãe me disse que era um homem justo e honesto.

-Ela te contou tudo?

- Sim. Me contou que foi uma paixão avassaladora, mas de apenas uma noite. Mas ela preferiu ir embora, por causa da sua esposa. Só quando estava longe daqui ela descobriu que estava grávida.

- Eu não teria deixado-a desamparada.Deveria ter me procurado mesmo assim.

- Pelo que entendi ela gostava da sua esposa.

Fiquei um momento em silêncio observando meu filho. Era diferente de Joseph. Era tão alto quanto, mas Joseph era mais esguio. Rafael era mais parrudo, mais musculoso. Tinha os cabelos claros e bem curtos. Os olhos eram verdes ou castanho escuro,não sei. Parecia que mudavam de cor. Era um homem bonito,sem dúvida alguma.

- Sabe que tem um irmão, não é?

-Sim.Demi me contou que é ....casada com ele.

- Sim. Foi mais um arranjo de família. Demi e Joseph não se dão muito bem.

- Como alguém não poderia se dar bem com ela?

Percebi alguma coisa ai. E isso não era bom. Ou talvez fosse. Se Joseph não queria essa vida, por que não Rafael?

Lá estava eu pensando besteiras. Mal ganhei um filho e já pensava em casá-lo.

- O que pensa em fazer agora, senhor?

- Apresentá-lo a sua família, é claro.

- Sim.

- Sua mãe está bem?

- Um pouco doente, mas bem.

- Eu preciso de umas horas para conversar com minha esposa. Pode me esperar aqui?

- Com certeza.

Apertei minhas mãos em seus ombros e sai.

Denise sempre parecia saber quando vinha notícia ruim. Eu mal me aproximei e ela me olhou apreensiva. Pior do que assumir minha traição, era ver a dor é magoa nos olhos da mulher que eu amava. Sim, porque eu amava Denise. Assim que chegamos a essas terras e adquiri a primeira fazenda, a mãe de Rafael já trabalhava lá. Era uma bela mulher. Eu não sei bem o que me levou a isso. Talvez fosse a tristeza por ver que Denise não tinha gostado da nossa mudança, ou talvez carência...ou sem sem-vergonhice mesmo. O fato é que fiquei enlouquecido por aquela mulher. Bastou uma noite apenas. E quatro dias depois ela se foi, sem ao menos dizer nada. Simplesmente partiu.

Um mês depois descobrimos que Denise estava grávida. E eu nem fazia idéia que aquela empregada também estava grávida de um filho meu.Eu não sentia nada por ela. Foi realmente um sexo selvagem de apenas uma noite. Mas agora era duro admitir isso.

Vi o choque nas feições de Denise ao ouvir que eu tinha um filho, fruto de um caso extra conjugal. Mas me surpreendi ainda mais ao ouvir suas palavras.

- Era aquela empregada não era? Marcy?

-Sim.

-Eu vi a forma gulosa como se olhavam naquela noite em que brigamos . Só não pensei que iria tão longe.

- Denise...eu preciso que me perdoe. Você sabe que eu amo você.

- Que saída eu tenho senão aceitar? Que bem isso me faria agora? Acho que agora nem posso recriminar Joseph. Deve ter puxado a você.

- Denise, querida....

Doeu ouvir aquilo. Doeu porque ela estava certa. Afinal Joseph agira da mesma forma com Demi.

-Só não sei se irei aceitá-lo logo de cara. E jamais deixarei que outro ocupe o lugar do meu Joseph. Eu morro para defender meu filho,sabe disso.

- Ninguém vai tomar o lugar de Joseph, querida. Você sabe que eu o amo demais. Embora ele não se interesse por essa vida. Só quer se divertir com mulheres.

- Não é verdade.

- Como?

- Joseph esteve meio perdido. Mas está se encontrando, eu sinto isso.

- Acha que ele vai aceitar o irmão?

- Como ele se chama?

- Rafael.

Ela suspirou, olhando para as mãos.

- Joseph sempre quis ter um irmão. É claro que ele ficará feliz.

- Eu acho que devemos chamá-los agora e ..apresentar o Rafael.

- Vou ver se já desceram. Demi estava meio febril e Joe ficou com ela. Aquilo me espantou. Não esperava isso vindo dele

- Cuidando da Demi?

- Te falei que ele está mudando. O que houve eu não sei, mas está mudando.

- Então vá falar com eles enquanto chamo o Rafael.

Confesso que pensei que seria pior. Pensei até que talvez Denise fosse brigar, fosse querer me deixar. Mas essa fase já passou. Desde a época em que ela resolveu ficar um tempo longe, quando Joe tinha apenas 4 anos. Ficou quase dez meses fora. Mas voltou feliz, disposta a seguir a vida na fazenda. Era uma mulher forte e decidida. Eu via isso claramente agora. Fiquei feliz....muito feliz.

Joe pareceu aceitar bem a idéia de ter um irmão. Estava tudo bem. Rafael também parecia se sentir bem ambientado. No entanto no momento em que Demi avançou para Rafael, abraçando- o eu congelei. Da parte dela era apenas um gesto de boas vindas. Mas eu conheço os homens. Eu percebia um certo interesse de Rafael por ela. E Joe percebeu. E não ficou satisfeito. Mas que merda. Era a chance dele,não era? Se livrar de um casamento que não queria? Porque não haveria nada demais em se divorciar e Demi se casar com Rafael, não é? Ou havia? Eu teria que conversar com ele depois. Por enquanto eu iria apenas observar enquanto eles conversavam.




Joseph POV

Eu não me enganava. Eu era homem não era? Aquele abraço dado em MINHA esposa tinha algo a mais. Ah...se tinha. Mas resolvi passar por cima disso e dar as boas vindas também .Afinal eu sempre quis ter um irmão, não é? Aproximei-me dele e estendi a mão.

- Como vai,Emmet? Sou Edward.

- Oi, Joe. Paul me falou sobre você.

-Nosso pai?

Ele riu e me deu um abraço.

- Sim. Nosso pai.

- Você e Demi já se conhecem, não é? Ela me contou.

- Sim. Tem uma esposa....adorável, Joe.

- Obrigado. Realmente, Demi é maravilhosa.

Vi que Demi me olhou espantada. Assim como minha mãe e meu pai. Qual era o problema? Eu não menti.

- Creio que ficará aqui na casa, não é?

Mas acabei me virando para meu pai, esperando sua resposta.

- Ah..sim, é claro. Rafeal...nós temos três andares,como já reparou. O terceiro é exclusivo do Joe e de Demi. Então ficará no segundo. Há vários quartos e poderá escolher o que melhor lhe agradar.

Quase inconscientemente, passei os braços em volta dos ombros de Demi, e para minha felicidade, ela não se afastou.

- Pai....quando pretende regularizar a situação dele? Quer dizer...reconhecê-lo legitimamente. Não é preciso que a mãe dele esteja presente?

- Nós iremos ver isso, Joe. Mas por enquanto vamos comemorar... hoje a noite.
Eu ri. Sabia que ele faria isso. Estava louco para fazer isso desde o meu casamento.

Mas eu estava curioso em relação a minha mãe. Será mesmo que ela tinha aceitado isso assim? Sei lá....mulher era um bicho muito esquisito.

- Venha conosco, Rafel. Vamos ver seu quarto.

Minha mãe e meu pai se afastaram com ele e fiquei sozinho com Demi.

- Acho que vou cavalgar um pouco.

- De jeito nenhum, Demi. Estava de cama há pouco tempo.

- Já estou melhor, Joe.

- Então vou com você.

- Você nem gosta.

- Ms vou para te fazer companhia.

Ela deu de ombros.

- Tudo bem então.



- O que achou dele?

Ela perguntou enquanto nos afastávamos em direção ao estábulo.

- De quem?

- Como de quem....do seu irmão.

- Ah...me pareceu boa pessoa.

- Também tive essa impressão.

- Quer ir com o Ranger?

- Tanto faz.

Ranger era um cavalo negro, acho que o mais bonito que meu pai tinha. Demi escolheu o Arieth, um cavalo branco quase tão belo quanto Ranger. Estávamos saindo do estábulo quando encontramos com Ashley.

- Oi Ash....o que faz por aqui?

- Oi Demi. Paul me chamou para ficar.

Me olhou meio apreensiva e depois continuou.

- Fez uma troca. Eu vim pra cá e Camila foi para a casa do seu pai.

- ah...ta. Que bom...melhor pra mim. Ter você aqui.

Ash trabalhava na casa do Patrick e por motivos óbvios meu pai preferiu fazer a troca entre ela e Camila.

Nos afastamos. Eu nem sabia para onde Demi pretendia ir. Apenas a seguia.

-Joesph? Percebeu como sua mãe estava....sei Lá...resignada demais?

- Sabe que notei isso? Não seria de se esperar que ela brigasse...não olhasse na cara do Rafael? Sei lá...algo desse tipo.

- Mas também ela sabe que seu pai a ama. Acabou perdoando o erro dele.

- E você? Quando irá perdoar o meu?

- Eu não disse que não perdoei.

-Mas eu sei que está magoada comigo.

- Vamos deixar esse assunto de lado, Joseph?

Ela estava certa. Estava feliz em estar ao lado dela, conversando civilizadamente.

- E vamos falar sobre o que? Sobre essa sua moleza sobre o cavalo? Falei aumentando o ritmo da cavalgada.

- Você é uma decepção Demetria Lovato. Pensei que fosse uma amazona. 
- Está me desafiando?

Eu ri internamente.

- Eu só desafio quem eu sei que tem chance de ganhar, Demi.

- Olha só....

- Me alcança? Duvido?

E disparei com Ranger, deixando –a atônita. Mas por apenas alguns segundos.Logo ela parecia apenas um borrão atrás de mim.

- Desista.

- Nunca.

Ela gritou logo atrás de mim. Eu tinha uma larga vantagem até ela gritar. - Pare agora, Ranger!

Como que por mágica o cavalo parou e Demi passou sorridente.

- Ele obedece a mim, Jonas. Deveria saber disso.

- Vai atrás dela, maldito. Seu vendido! Só por que ela é mulher?

Ela ouviu e gargalhou.

- Pegue-me se for capaz, Joseph.

Disparei atrás dela. Acho que em todos esses anos eu nunca me senti tão bem. Tão livre. Eu já podia sentir a brisa mais fresca, sinal que estávamos próximos ao rio. Mas eu já estava emparelhado com ela.

- Bandida...trapaceou....

- Quem disse que jogo limpo?

- Vai ter volta.

Ela pulou do Arieth ainda rindo da minha cara.

- estou morrendo de medo.

- Ah é?

Avancei sobre ela e peguei-a no colo. Seus olhos se arregalaram.

- Não vai fazer isso. Joseph...eu estava doente...

Ela falou já entendendo minha intenção.

- Não tem problema. Eu cuido de você de novo.

- Joseph....não faça is....

Antes que ela terminasse eu joguei seu corpo no rio. Seu grito de descrença me fez gargalhar.

- Eu não acredito que fez isso.

- Para se refrescar, Demi. A corrida te deixou quente.

-Está mexendo onde não deve, Joseph.

- Acho que nem irei dormir essa noite...de medo.

Ela saia lentamente do rio, as roupas encharcadas dificultando sua caminhada.

- Me ajude, pelo menos.

Estendi minha mão para ela e com uma força que me impressionou, Bella me puxou para o rio com ela.

- Ah....diaba....

Demi riu e tentou nadar, mas isso também era dificultado pelas roupas e em pouco tempo eu a agarrei pela cintura. Virei-a de frente pra mim, nossos corpos colados.

- Te falei para não me provocar.

- Estamos empatados.

- De jeito nenhum. Eu ganhei a corrida e te puxei junto comigo.

- Tudo bem. 2 X 1 pra vocÊ. Quero revanche.

-Hum...insistente vocÊ, heim? E o que sugere?

- Não sei...irei pensar. Ainda tem a volta pra casa.

- É....tem.....

Mas eu já não percebia o rumo da nossa conversa. Eu só percebia as ondas elétricas que circulavam entre o meu corpo e o dela. E ela também percebia isso, caso contrário suas bochechas não estavam pegando fogo. Eu já não sabia o que dizer. Mas eu queria dizer alguma coisa? E o medo? Dizer alguma besteira e estragar um momento que para mim estava perfeito?

- Joseph...

Suas mãos pousaram em meu peito.

- Demi?

Pude notar que sua respiração estava descompassada. A minha também estava. Só conseguia enxergar seu rosto perfeito a minha frente. Seus olhos estavam fixos nos meus. Antes que ela quebrasse nossa conexão eu segurei em sua nuca e puxei seu rosto para mim. Minha boca desceu sobre a dela que já se abria esperando meu beijo. Nossas línguas se tocaram e Bella levou suas mãos aos meus cabelos. Desci minhas mãos e abracei sua cintura com força. Suguei sua língua e o aperto em meus cabelos aumentou. A pressão dos seus lábios nos meus ficou mais urgente e constatei , satisfeito que ela queria aquilo tanto quanto eu. Intensifiquei nosso beijo que não tinha qualquer apelo mais sexual , apesar de estar duro de tesão por ela. PArecíamos um casal de verdade, agíamos como um , pelo menos. Quando nos afastamos foi apenas para recuperar o fôlego, mas não nos soltamos. Enterrei meu rosto em seus cabelos e Demi beijou meu peito, depois ergueu seus olhos pra mim.

- Nossa....isso foi...

- Foi.....

Ficamos abraçados, sem nos separar. Não sei. Talvez Demi estivesse envergonhada do que acabou de acontecer.

- Está com frio?

- Não. Você está me aquecendo.

Encostou sua cabeça em meu ombro. Ela não sabia. Mas era ela quem me aquecia. Aquecia meu peito, minha alma. E eu nem sabia o que fazer para conquistá-la. Para torná-la definitivamente minha. Não de corpo. De coração. De corpo eu pensaria depois.
 
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