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sábado, 16 de março de 2013

Epílogo



Minutos depois, separou-se dela e se levantou, alisando seus revoltos cabelos, fechou os botões da camisa.
Joseph:É melhor se contentar com uma cerimônia civil, _disse ele com voz rouca_ e logo.
Ela assentiu, ajeitando a roupa e os cabelos, enquanto seu coração ameaçava explodir no peito.
Demetria:Quando você percebeu? _ela perguntou, movendo-se para a cozinha e começando a fazer um café_
Ele ficou na porta olhando para ela com um cigarro na mão, parecia tão atraente que tinha vontade de atirar-se sobre ele.
Joseph:No verão em que você fez dezessete anos, _disse ele suavemente, sorrindo_
Ela se voltou para ele.
Joeph:Eu queria você, _disse ele_  Não pude te manter longe da fazenda tempo suficiente, eu queria tanto você. Desse dia em diante, foi uma batalha perdida. Eu usei todas as desculpas que poderia pensar para mantê-la longe da fazenda, para evitar que você estivesse lá. Meu Deus, nunca senti nada assim por uma mulher, nenhuma mulher. E você era pouco mais do que uma criança. _Ele balançou a cabeça com um suspiro melancólico_ Eu pensei que isso acabaria. Até o dia que você ligou e disse à Emma que estava noiva. _Ele deu uma risada curta_ Fiquei de péssimo humor por dias. Bebi até perder a consciência. Dois dos meus homens ameaçaram sair porque eu os tiranizava. E ninguém sabia o porquê, com exceção de mim. Mas mesmo assim eu não iria admiti-lo.
Demetria:E então eu vim para o verão, _disse ela_
Joseph:E eu cheguei no limite. _Ele estendeu a mão e tocou seu rosto_ Oh,bebê, você nunca saberá como lutei para manter minhas mãos longe de você. Até aquele dia no riacho, quando finalmente me deixei levar… e cada segundo foi como um vinho escuro, inebriante. Se você tivesse me tocado do jeito que eu queria… _Ele rompeu em uma respiração profunda, curta_ Tentei ficar longe de você, e peguei pesado muitas vezes. Naquela última noite… ou era fazer você me odiar ou levá-la para cama. Odiei o que eu fiz, mesmo quando estava fazendo isso. Mas, naquela época, eu ainda pensava que não queria me casar. _Seus olhos fecharam-se_ Só descobri o quanto eu a queria quando me ligaram de Miami. O maldito avião chegou perto de cair quando fui te encontrar, e jurei que se sobrevivesse, não perderia um dia para te levar ao altar. Então você começou a se recuperar e quando lembrou o que eu tinha feito, me odiou. Eu não conseguia me aproximar de você novamente, até que tivemos aquele lanche no meio da noite na cozinha. Essa foi por um triz. E então comecei a ter dúvidas novamente. Eu sabia que você queria de mim. Mas eu não tinha certeza se você me amava. Você tinha sido apaixonada por mim por tanto tempo, eu não podia ter a certeza… de certa forma, eu estava testando você naquela noite. Se eu tivesse sido capaz de fazer você disser que sim, sem a oferta de casamento… pensei que iria provar que você realmente me amava. Mas você disse que não. E eu dei as costas e sai sem dizer adeus. Então você foi embora, e eu era malditamente orgulhoso para ir atrás de você.
Ela encontrou seus os olhos e sorriu.
Demetria:Por que você veio hoje?
Seu dedo traçou sua boca.
Joseph:Porque Selena me disse que você me amava, _disse ele baixinho_ e me tirou do sofrimento.
Ela abraçou-o com força. Os olhos fechados enquanto ele a puxava contra ele.
Demetria:Você… tem certeza que quer casar comigo? _perguntou ela_
Ele riu profundamente.
Joseph:Não vejo outra alternativa. Nós não podemos ter uma família de outra forma.
Demetria:Espero que sejam todos meninos e parecidos com você.
Joseph:Eu quero uma menina com cabelos escuros e olhos verdes.
Seus lábios roçaram o queixo dele.
Demetria: Vou ver o que posso fazer.
Ele beijou-a delicadamente.
Joseph:Vamos ligar para Selena, _ele disse com um sorriso_ E para minha mãe e especialmente, acrescentou com um brilho nos olhos_  para Taylor.
Demetria:Você estava com ciúmes! _Ela suspirou_
Joseph:Inferno, estava! E irritado. Ele ficou no meu caminho. Naquela noite, na piscina… Ah, aquela noite, _ele sussurrou contra sua boca_ Demi, eu podia sentir suas mãos em mim por dias, você sabia disso? Isso foi quando eu comecei a suspeitar do que eu realmente sentia.
Ela brincava com um botão em sua camisa.
Demetria: Isso significa que, _ela perguntou_ que não posso mais amarrar fitas nas caudas das vacas?
Ele olhou para ela.
Joseph:Demetria … ele começou a advertência.
Ela ergueu-se e passou os braços em volta do pescoço dele.
Demetria:Vamos ligar para Selena, _ela murmurou satisfeita_ e dizer-lhe que decidimos nos tornar amigáveis inimigos.
Ele sorriu fitando seus olhos.
Joseph:Doce inimiga, _ele sussurrou_ Mostre-me o quão amigável você quer ser.
E ela mostrou,não deixou se intimidar pelo homem que amava,mas lutou desesperadamente pra amá-lo pra sempre....


 Fim!!
Quando tiver 4 comentários posto as sinopses das novas fics para vocês escolherem!

 
 
 

sexta-feira, 15 de março de 2013

Capítulo 10 Parte II(Doce Inimigo) + Aviso

Ela entrou em silêncio até a porta e congelou. Joseph estava sentado em uma poltrona de frente para a sala, os olhos quietos, escuros e distantes, o rosto solene.
Demetria:Como… Como você entrou aqui? _perguntou ela com voz rouca_
Joseph:Não importa como, _disse ele em uma voz firme, com raiva_ Com quem diabos você estava e onde passou metade da noite?
Ela jogou a bolsa de noite sobre a mesa de café e olhou para ele, a cor do vestido verde-esmeralda fazendo os olhos ainda mais vivos.
Demetria:Não é da sua conta Joseph! _ela respondeu com uma calma que estava longe de sentir_  Não lhe devo nenhuma satisfação.
Ele acendeu um cigarro, nunca deixando os olhos dela.
Joseph:Fiz-lhe uma pergunta. E posso ter uma resposta de varias maneiras.Uma, _ele comentou baixinho_  seria te deitando nesse sofá.
Ela corou com a insinuação.
Demetria:Eu pensei que você estivesse cansado de me dar lições, _disse firmemente_
Ele começou a se levantar.
Demetria:Tudo bem! _ela disse rapidamente_ Eu… eu estava com um dos advogados do escritório em que trabalho. A… apenas um encontro amigável,Joseph. Ele é muito parecido com Taylor.
Ele afundou-se contra a almofada, com um suspiro pesado.
Joseph:Demetria, é esse o tipo de homem que realmente agrada você? _ele perguntou cansado_
Ela estudou seus sapatos de noite.
Demetria:Que tipo de homem você está falando?
Joseph:Palhaços. Garotos.
Demetria:Eles não fazem exigências, _disse ela em um suspiro_
Joseph:Não, _ele concordou_ Eles não. Porque você tem medo das exigências de um homem? Você se sente inadequada, pequena?
Demetria:Sim! _disse ela em pouco mais que um sussurro_
Joseph:Porquê?
Ela balançou a cabeça e encostou no braço do sofá, evitando os olhos dele.
Ela ouviu-o levantar-se, ouviu o som surdo dos seus passos quando ele se aproximou dela. Suas mãos delgadas pegaram seus ombros e forçou-a a olhar para ele.
Joseph:Por causa da desculpa que seu noivo deu a você? _perguntou ele calmamente_ Ou pelo o que eu fiz para você?
Demetria:Um pouco dos… dois, _ela murmurou, odiando a fraqueza que ele poderia causar, com apenas um toque impessoal como este_
Ele soltou-a e se afastou, fumando seu cigarro em silêncio em pé na frente da janela para ver com os olhos vazios o brilho colorido da cidade que se estendia até o horizonte.
Demetria:Por favor, _ela murmurou_ Por que você está aqui? Todos estão bem em casa…?
Joseph:Todo mundo, _ele concordou cansado_ Exceto eu.
Ela estudou as costas retas.
Demetria:O que há de errado? _ela perguntou suavemente_
Joseph:Eu amo você,Demi.
Ela sentiu as palavras. Realmente sentiu-as, como uma descarga de corrente elétrica que a fez tremer.
Ele se virou e ela viu a verdade em seus olhos, nas linhas profundas do seu rosto.
Joseph:Choquei você? _ele perguntou asperamente_ Deus sabe, choquei a mim mesmo. Não pensei que podia sentir algo assim por uma mulher. Não achei que fosse capaz disso. _Ele deu uma longa tragada no cigarro e os olhos fitaram cada centímetro dela da cabeça aos pés_ Você quer saber o que senti quando você foi embora? Você quer saber quantas noites passei sentado na cadeira ao lado da minha cama olhando para a escuridão, sentindo sua falta? Meu Deus, eu sentia tanta dor que era como se tivesse sido cortado em dois.
Seus lábios se separaram trêmulos, mas ela não conseguia falar. Era muito novo, muito incrível. Ela estava dormindo e sonhando tudo isso? Ele jogou fora o cigarro e se aproximou dela como um gato, todo músculo, graça e vibrante masculinidade. Ele estendeu a mão e trouxe-a para seus braços.
Joseph:Você não acredita em mim, não é? _perguntou ele calmamente_ Deixe-me provar isso a você,Demetria Lovato. Deixe-me mostrar o que sinto.
Seus braços trouxeram-na sensualmente para mais perto e sua boca queimava a dela, abrindo-a, provando-a, devorando-a com uma fome que era feroz e intensa.
Ele caiu sobre o sofá mantendo-a em seu colo, tocando todas as linhas suaves do seu rosto com seus lábios, carinhosamente secando as lágrimas que suavemente descia dos seus olhos fechados.
Demetria:Joseph …! _sussurrou fracamente, agarrada a ele_
Joseph:O que você sente, quando te beijo? _perguntou ele contra a sua boca macia, sua respiração rápida e pesada_
Demetria:Como se eu… estivesse queimando viva…,_ ela chorou e passou os dedos trêmulos pelo rosto, pelo cabelo prateado nas têmporas_ Eu te amo tanto, _ela respirava_  Eu te amo tanto…!
Joseph:Mostre-me, _ele desafiou, inclinando a cabeça_ Pequena e doce inimiga, mostre-me o quanto!
Ela trouxe sua boca para perto da sua e beijou-o lentamente, com fome, as unhas cravadas em suas costas, os lábios sensualmente separados sob os dele.
Ele recuperou o fôlego, com os olhos quase negros pelo que estava sentindo, sua pulsação pesada a sacudia. Ele estudou o seu rubor facial, seu entorpecimento, os olhos submissos, e com uma carícia suave, a mão delgada deslizou pelo corpo dela sobre as curvas jovens até que ele a sentiu tremer.
Joseph:Você gosta disso? _ele sussurrou suavemente_
Ela assentiu, chocada com a força de suas próprias emoções sendo incapaz de dizer uma palavra.
Joseph:Eu também, pequena inocente, _disse carinhosamente_ Ele se inclinou e beijou-a delicadamente, e seus lábios curvaram-se em um sorriso contra o suave gemido que rompeu a garganta dela quando sua mão se moveu novamente.
Sua cabeça caiu para trás na curva de seu braço e ela olhou para ele com olhos que detinha a totalidade do céu.
Joseph:Lutei com isso até pensar que fosse me matar, _disse ele, e ela podia ver a seriedade em seus olhos_ Querida, quero mais de você do que apenas uma noite em minha cama. Quero ter filhos com você. Quero estar com você quando estiver triste então poderei te abraçar até as lágrimas acabarem. Quero ficar entre você e o mundo e mantê-la segura.Meu Deus, Demi, não posso suportar viver sem você!, _Ele sussurrou torturado_ Case comigo, Irlandesa. Viva comigo. Me ame!
Lágrimas correram pelo rosto.
Demetria:Sim, _ela sussurrou, e viu-se afogada na paixão dele quase antes que pudesse começar a dizer uma palavra_
Joseph:Faça amor comigo.Eu anseio por isso há anos...
Beijou-a então, um beijo lento, profundo.Ela suspirou enquanto ele a beijava, e suspirou outra vez, convidando-a para aquela dança sensual.Seu silêncio foi a resposta para que Joseph continuasse naquele momento

envolvente.


Joseph voltou a beijá-la, porém dessa vez de forma mais calma e paciente, tranquila... Sem nenhuma pressa. Suas mãos subiram devagar, acariciando as costas dela por cima do pano fino do vestido, ouvindo-a suspirar e puxá-lo mais pra perto. Seus dedos buscaram o zíper que ficava na parte de trás do vestido e bem lentamente ele o abriu... Demetria se afastou apenas um pouco, o olhando de forma maliciosa enquanto abaixava as alças do vestido, deixando que ele caísse e parasse em sua cintura... Os olhos de Joseph se fixaram nos seios fartos dela, mal cobertos pelo sutiã de renda. Demetria segurou uma das mãos dele e a ergueu, pousando sobre seu seio... Joseph suspirou, mordendo o próprio lábio, depois se inclinou pra depositar um beijo entre os seis dela, que fechou os olhos apreciando o toque dele.
Enquanto distribuía alguns beijos delicados pelos seios dela, ainda por cima do sutiã, as mãos dele voltaram pra suas costas, a procura do fecho da peça, o abrindo com facilidade... A peça saiu com facilidade e logo estava jogada em algum lugar no chão. As mãos fortes de Joseph puxaram Demetria com mais força, pressionando contra seu corpo, e ela gemeu ao sentir a língua entrar em contato com sua pele quente e delicada... Fechou novamente os olhos, agarrando o cabelo dele e o forçando mais contra si.
Depois Joseph voltou a unir seus lábios e sentiu as mãos macias dela por dentro de sua camiseta, o acariciando.


Demetria sorriu...Joseph sorriu de volta, então ela o beijou. O beijo foi ganhando intensidade, desejo, e antes que percebesse Demetria estava tirando a blusa de Joseph, enquanto ele deslizava suas mãos pelas costas dela, puxando o zíper do vestido, o abrindo.
Demetria se afastou dele apenas pra poder se livrar do vestido, logo em seguida estava novamente com o corpo grudado no dele, sentindo suas mãos fortes acariciando seu corpo, apreciando-a. Joseph a segurou com força, a virando e ficando por cima, deixando que o corpo nu descançasse no chão, os olhos castanhos dela brilhavam enquanto olhavam pra ele, cheios de amor e carinho, de desejo.
Em meio aos beijos e caricias, logo o resto das roupas não os atrapalhava mais, era pele na pele... O corpo quente dele pressionado-a ao seu era enlouquecedor, ela queria mais... Queria senti-lo dentro de si, queria ser completamente dele.


Demetria:Eu quero você _ ela sussurrou com a voz afetada em meio ao beijo_ quero você agora.
Ela não precisou pedir duas vezes... Joseph a beijou de novo e logo a penetrou, afundando seu corpo no dela, os dois entorpecidos pelo prazer. Demetria nunca se sentira tão bem quanto se sentia agora, estando ali nos braços dele. Nunca se sentira tão viva ou tão feliz, agora toda aquela loucura estava valendo a pena..A cada minuto ela o amava mais. Não tinha nada melhor que seu toque, seu beijo, senti-lo movimentando bem lentamente dentro de si... Era como estar no paraíso....







Próximo Capítulo....

Aviso:

    O proximo é o epílogo já conferi, com 3 comentários posto e ser vocês querem que poste logo comentem logo!

Beijossss

quinta-feira, 14 de março de 2013

Capítulo 10 Doce Inimigo


Joseph: É o fim,Demi? _ele perguntou_
Demetria:Sim, _ela sussurrou_ Eu sinto muito.
Joseph:O mundo está cheio de mulheres,Demi. _Ele riu e deu um olhar zombeteiro para ela pouco antes de deixar o quarto_
Joseph já tinha saído quando ela desceu, na manhã seguinte. Selena a esperava na mesa.
Selena:Até que enfim, _ela provocou_ Pensei que você fosse dormir o dia todo.
Demetria:Pensei nisso. _Ela afastou o prato, ignorando o bacon, os ovos mexidos e as torradas na mesa e serviu-se de uma xícara de café preto_
Selena:Certo, você bem podia me dizer o que aconteceu, _resmungou_ Joseph fez a mesma coisa. Não comeu apesar de todas as tentativas de Emma e parecia uma nuvem negra quando saiu pela porta. Qual seria a razão?
Demetria baixou os olhos para a luz refletida em seu café.
Demetria:Você pode responder isso.
Selena: É como tentar convencer um molusco a se abrir. Demi…!
Demetria:Ele quer que eu seja sua amante, _ela respondeu com impaciência, encontrando o olhar surpreso de Selena com calma_  E eu disse não. Foi isso.
Selena:Foi isso?Você quer dizer que finalmente pararam de brigar tempo suficiente para se envolverem!
Demetria:Não estamos… envolvidos. Pelo menos, não desse jeito. _Demetria tomou um gole do café. Lágrimas formaram em seus olhos e mordeu o lábio tentando se controlar, mas sentiu as lágrimas desceram pelo seu rosto_ Oh, Selena o que vou fazer? _Ela suspirou arrasada_ Eu o amo tanto!
Selena levantou-se e envolveu seus braços delgados em torno da garota mais velha, abraçando-a em silêncio até que o dilúvio de lágrimas mostrou sinais de abrandamento.
Selena:Sinto muito, _murmurou_ Eu me sinto responsável, por ter te mandado para cá quando você não queria vir. Oh, Demi, por que você não me disse? Eu nunca teria insistido…!
Demetria:Está tudo bem, não é culpa sua, _ela respondeu suavemente_ Você não poderia ajudar, você tem um irmão uma cabeça dura, meio-besta selvagem. Só não entendo por que… Um dia ele me provoca, no outro ele me beija e no outro age como se me odiasse… Oh, Selena, estou tão confusa.
Selena:Ele gosta de você, _disse com um sorriso de orelha a orelha_
Demetria:Claro que ele gosta de mim, por tudo que ele passou na primeira semana, não teria como negar isso, _ela suspirou, secando os olhos vermelhos_ Mas isso é tudo. Ele me disse que não acredita no amor, Selena, e que nunca iria se casar. Ele me quer, mas não posso aceitar esse tipo de relacionamento. Pelo tanto que eu o amo, não posso.
Selena:Ele gostava da Ashley, você sabe! _ a garota mais nova lembrou-lhe suavemente_  Mas ele não teria ficado na cabeceira dela, ou perdido semanas tentando ajudá-la a andar de novo.
Demetria:Será que não? _Demetria perguntou melancolicamente_ Como você sabe disso? Não! _ela balançou a cabeça_ É apenas um tipo físico de carinho que ele sente por mim. E não é suficiente.
Selena assentiu tristemente.
Selena:O que você vai fazer?
Demetria:O que posso fazer? Vou pra casa. _Ela terminou o seu café_ Temporariamente pelo menos.Selena, não fique assim, _argumentou quando viu a expressão no rosto abatido de sua amiga_ Você sabe que eu não seria capaz de suportar. Ele ligaria para você, como sempre. Quando fosse à cidade, iria te ver. Você acha que eu poderia suportar isso?
Selena:Como vou suportar ficar sem você? _murmurou hesitante_ Todos esses anos, crescemos juntas, dividindo o apartamento… Oh, Demi, vou com você!
Demetria: Você não ouviu uma palavra que eu disse.
Selena suspirou.
Selena:Sim, ouvi. Oh, malditoJoseph! Por que ele foi inventar de mudar as coisas? Vocês poderiam continuar se odiando por anos!
Isso trouxe um sorriso aos pálidos olhos verdes.
Demetria:Oh, Selena, você é tão reconfortante! _ela riu fracamente_ Vamos lá em cima e você me ajuda a fazer as malas. Quero estar bem longe, quando Joseph voltar.
Selena:Eu vou com você!
Demetria:Você não vai. Você está em férias, e ele é seu irmão, _disse ela com firmeza_ Além disso, sua mãe não vai estar em casa logo?
Selena:Sim, _veio a resposta relutante_
Demetria:Então, está resolvido. Tudo vai dar certo, _disse ela suavemente_ Eu prometo a você, tudo vai dar certo. Agora, pare de fazer beicinho e vem me ajudar com as malas.

#Dias depois

Atlanta era excitante e desconhecida, e o emprego de Demetria em uma escritório de advocacia mantinha suas energias centradas em lidar com uma rotina diferente.
Dia-a-dia, foi ficando mais fácil esquecer o passado. Selena argumentou, quando voltou de férias, que se Demi desse um tempo tudo seria diferente. Mas Demi estava irredutível. Ela já tinha encontrado um emprego e um apartamento no centro da cidade, e foi nesse processo de mudança que Selena entrou pela porta.
Selena:Ele mudou, você sabe, _disse-lhe calmamente durante uma pausa na embalagem_ Quando ele não está trabalhando até a exaustão, ele apenas… fica sentado. Mamãe está em casa e nem mesmo ela consegue chegar até ele. É como se ele estivesse de luto…
Demetria:Por mim? _zombou_ Muito improvável. De todo jeito, ele estava contente de me ver pelas costas. Tudo o que eu fazia era irritá-lo.
Selena:Você realmente o esqueceu? _Selena perguntou calmamente_
Demetria virou-se e voltou para a montanha de roupas que tinha empilhada em sua cama.
Demetria:Sente-se e deixe-me contar tudo sobre o meu novo emprego! _ela disse alegremente_
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Um de seus novos patrões era jovem e solteiro, e lembrava vagamente Taylor. Eles pareciam atraídos e algumas vezes tinham saído juntos. Mas com o entendimento de que ia ser estritamente uma amizade da parte dela.
Zac:Isso combina comigo. _sorriu de sua altura superior_ Mesmo não podendo casar comigo, você é muito ciumenta!
Demetria: Você é doido? _provocou_
Ele balançou a cabeça loura arrogantemente.
Zac:Senhora, como ousa?, _perguntou ele_
Demetria:Bem, desculpe-me!
Zac:Sei _ele respondeu imperturbável_ Ele enfiou a mão no bolso e estendeu-a com a palma para cima. Não havia nada nela_ Quer uma? _ele perguntou_
Demetria:Uma o quê? _Ela piscou_
Zac:Engraçado, isso é o que meu psiquiatra responde sempre.
Demetria: Oh, céus, _ela riu_ Você está no fim da vida!
Zac:Mas é claro! E estou milionário também, _disse em um sussurro_ Que tal um bife amanhã à noite?
Demetria:Eu adoraria!
Zac:Ótimo. Conheço um pequeno restaurante…
Depois do pequeno restaurante, havia uma pequena discoteca e depois um bar que ficava aberto a noite toda. Era mais de duas horas da manhã quando ela voltou para seu apartamento.
Zac:Desculpe por mantê-la acordada até tão tarde, _desculpou-se Zac enquanto acompanhava-a do elevador até a porta de seu apartamento_ Da próxima vez, vou tentar lembrar que nós somos os escravos do escritório.
Demetria:Eu me diverti, disse ela sorrindo.
Zac:Assim como eu, _ele sorriu_ Bem, boa noite senhora, meu dragão aguarda lá fora.
Demetria:Não o canse, _advertiu_ Você sabe como os dragões podem ser desagradáveis quando estão sobrecarregados!
Zac:Vou me lembrar! _ele disse enquanto a porta do elevador se fechava_
Com um suspiro, colocou a chave na fechadura e entrou. Havia uma luz acesa na sala que ela não lembrava de ter deixado. O tapete abafou seus passos enquanto se movia com cautela para frente. A fechadura era forte, certamente nenhum ladrão tinha sido capaz de…
Ela entrou em silêncio até a porta e congelou.....




Próximo capítulo.....


Dois comentários posto o EPILOGO!

segunda-feira, 11 de março de 2013

Capítulo 9 - Parte II - Doce Inimigo



Joseph:Ah, inferno não, você não vai, _respondeu ele imperturbável, e reforçou seu domínio sobre ela_
Demetria:Valentão,você é horrível!
Joseph:Pequena megera.
Ela soltou um profundo e pesado suspiro e olhou para ele com seus olhos verdes em chamas.
Demetria:É como discutir com uma parede de pedra! _ela rosnou_
Ele riu baixinho.
Joseph:Você já percebeu como a vida fica simples quando você para de brigar, Irlandesa?
Seus lábios franzidos em um bico emburrado.
Demetria:Eu não vou nem mesmo me dignar a responder essa observação.
Joseph:Você odiaria se lutasse e me vencesse, Irlandesa, _disse ele gentilmente_
Ela baixou os olhos para o colarinho aberto, onde a pele bronzeada com sua cobertura de pelo escuros estava perturbadoramente visível. Ela podia sentir a dureza do peito largo, pressionada contra ela, e queria de repente, chegar e tocar a pele quente e áspera. Um tremor atravessou ligeiramente seu corpo.
Ele olhou para baixo quando o sentiu e capturou seus olhos, prendeu-os, e procurou-os com uma intensidade que fez seu coração disparar.
Ele respirou profundamente e continuou andando. Ele carregou-a até seu quarto e deitou-a na cama tão rapidamente como se ela fosse um punhado de palha em chamas.
Joseph:Desta vez fique aí, _ele rosnou, e seus olhos ardiam enquanto olhava nos dela_
Ela olhou para ele. Sua respiração veio em suspiros irregulares, pela proximidade dele e pela fome de amá-lo.
Demetria:Tem sempre que grunhir para mim?
Joseph:Você quer que eu diga o que prefiro fazer? _Ele perguntou sem rodeios, e seus olhos caíram sobre ela como uma carícia quente, seu lindo rosto corado, o revolto cabelo escuro ondulado e mais abaixo para o esbelto corpo_ Eu daria um braço para te ter, isso faz você se sentir melhor, Feiticeira? _questionou duramente_
A admissão atordoou-a. Ele já tinha dito algo parecido antes, mas ela sempre pensou que era parte da humilhação que ele jogava contra ela. Ela ficou ali em silêncio, olhando para ele como um curioso filhote de gato, com os olhos questionadores.
Demetria:Isso é tudo o que você sabe sobre querer, _ela disse calmamente, os olhos acusadores_
Joseph:Em que eu deveria acreditar? _ele perguntou_ Amor? É um mito, pequena. Uma ilusão que não perdura após os votos do casamento.
Demetria:Como você sabe?
Ele estudou a sua boca com um sorriso zombeteiro.
Joseph:E você como sabe? _Ele se inclinou para a frente, prendendo-a entre os braços_ Eu sempre fui capaz de lê-la como um livro, _ele murmurou, prendendo seu olhar_ Não, não sou culpado, e você não acredita que eu seja. Há mil razões pelas quais eu fui para Miami atrás de você, mas a culpa não era uma delas.
Ela olhou para ele, curiosa, mas com medo de verbalizar a pergunta.
Joseph:Você sabe uma delas, _disse ele suspirando profundamente_ estudando sua boca_  Mas eu não vou lhe oferecer casamento,Demi. Nem agora, nem nunca.
Ela engoliu nervosamente.
Demetria:Eu não vou ser sua amante, _ela disse vacilante_ Não vou,Joseph.
Joseph:Você pode sentir com outro homem o que sente comigo? _ele desafiou rudemente_
Ela recostou sobre o travesseiro.
Demetria:Há outras coisas.
Joseph:Um Nome.
Demetria:Filhos! _ela atirou nele, sentindo-se vulnerável sob os olhos verdes cortantes_
Algo passou pelo rosto dele. Estudou-a por um longo tempo antes de falar, pesando o que ela disse com uma luz suave nos olhos.
Joseph:Você quer filhos?
Demetria:Claro.
Joseph:Não há nada ‘claro’ sobre isso, pequena, _disse ele solenemente_ Ashley não podia suportar o pensamento de tê-las. Não consigo lembrar de nenhuma outra mulher que tenha considerado filhos como parte de um relacionamento.
Demetria:Isso não é nenhuma surpresa para mim, _disse ela terminantemente_
Ele ignorou o sarcasmo.
Joseph:Você sabe,Demi, _disse-lhe suavemente_ Eu nunca tinha pensado em filhos?
Ela brincou com a fronha.
Demetria:Por que pensaria? _ela murmurou_ Você não precisa de ninguém. Nunca precisou.
Seus dedos afastaram os dela da fronha para estreitá-los suavemente, com firmeza.
Joseph:Eu sou humano, _disse ele, o rosto solene_ Nós todos precisamos de alguém de vez em quando,Demetria.
Demetria:Não consigo imaginar você solitário, _ela murmurou_ Com a quantidade de mulheres que existe em torno de você como… _Ela ia dizer como cães de estimação, mas com a memória veio a dor e seu rosto ficou branco_
Joseph:Não, pelo amor de Deus! _ele disse com voz rouca.Ele deslizou as mãos por baixo dela e levantou-a contra o peito, duro quente, embalando-a suavemente com o rosto enterrado em seu cabelo escuro_
Demetria:Joseph, quero ir para casa, _ela suspirou trêmula, fechando os olhos enquanto cedia contra ele, se deliciando com a sensação de senti-lo, o cheiro penetrante de sua colônia misturada com o sabonete de especiarias que ele usava_
Joseph:Porquê? _ele perguntou em seu ouvido_
Demetria:Porque tenho que encontrar um emprego, _disse ela fracamente_ Não posso ficar aqui… _Era difícil pensar estando tão perto dele. Ela lembrava muito bem da sensação da boca firme contra a sua, e ela queria tanto… Suas unhas curtas involuntariamente apertaram os ombros dele enquanto ela lutava para manter aquela fome traidora em seu próprio corpo_
Joseph:Fique comigo, _ele sussurrou baixinho, e ela sentiu os lábios se movendo em seu cabelo, contra o seu rosto, no canto da boca. Suas mãos foram para seu rosto para mantê-lo próximo ao seu, os olhos brilhantes_ Seja a minha mulher,Demi.
Seus lábios tremiam enquanto formavam uma resposta, mas a boca dele murmurou entre eles, sua língua rastreando suavemente a curva suave do seu lábio superior.
Joseph:Eu gosto do seu sabor,Demetria Lovato.  _murmurou sensualmente_
Demetria:Você… você gosta de qualquer mulher, _ela sussurrou insegura, e tentou se soltar_
Joseph:Querida, eu não quero mais ninguém, _disse ele com naturalidade_  Eu não tenho muito tempo livre.
Ela não conseguia encontrar uma maneira de responder a ele, o que parecia diverti-lo. Olhava-a com olhos que eram tão resignados quanto interessados.
Joseph:Fui pego em minha própria rede, _ele pensou, a malicia dançando em seu escuro olhos verdes_  Condenado a uma vida de desejo frustrado por uma mulher que não posso ter. Meu Deus, me pergunto se estou velho demais para a Legião Estrangeira Francesa?
Seus olhos brilharam. Ela riu, os olhos brilhantes como esmeraldas líquidas, o rosto corado, suave e radiante com o sorriso, os cabelos como um halo escuro emoldurando seu rosto.
Joseph perdeu o fôlego com a aparência dela, a cor e animação transformando o rosto triste.
Joseph:Acha engraçado, não é? _rosnou com falsa raiva, puxando a contra ele sem delicadeza. Ele inclinou-se e beijou-a rudemente, sua boca exigindo e obtendo uma resposta dos lábios dela. Ele afastou-se apenas o suficiente para ver o desejo em seus olhos_  Agora, ria, Feiticeira, _murmurou profundamente_
Ela estendeu a mão e tocou-lhe a boca com os dedos leves e frios.
Demetria:Bárbaro, _ela sussurrou_
Ele sorriu.
Joseph:Você gostou? _ele provocou_
Ela desviou os olhos para o pescoço bronzeado.
Demetria:Uma senhora nunca admite essas coisas.
Joseph:Senhora, o diabo. _Ele trouxe sua boca até a dele e acariciou-a suavemente, lentamente, com tanta paixão que ela suspirou_ Você é uma mulher, _ele sussurrou com voz rouca_ Todas as mulheres. Minha mulher. Você me pertence, pequena.
Ela empurrou seu peito e afundou no travesseiro com um suspiro melancólico. Demetria:Não, _ela lhe disse calmamente, as lágrimas brilhando nos olhos tristes_ Não desse jeito.
Ele respirou profundamente e levantou-se, afastou-se da cama para acender um cigarro.
Joseph: É o fim,Demi? _ele perguntou_
Demetria:Sim, _ela sussurrou_ Eu sinto muito.
Joseph:O mundo está cheio de mulheres,Demi. _Ele riu e deu um olhar zombeteiro para ela pouco antes de deixar o quarto_








Próximo Capítulo....

sábado, 9 de março de 2013

Capítulo 9 Parte I(Doce Inimigo)


Dia seguinte...
Joseph:Isso é o melhor que você pode fazer, Irlandesa? _provocou-a enquanto ela puxava a si mesma ao longo das barras paralelas no ginásio improvisado que ele tinha equipado para ela_
Ela olhou para ele, penosamente arrastando as pernas fracas ao enquanto os braços suportavam seu peso.
Demetria:Experimente! _ela ofegou_ Você acha que poderia fazer melhor?
Joseph:Claro, _ele riu_
Ela parou para recuperar o fôlego.
Demetria:Você, é um feitor de escravo.
Joseph:Eu vou ver você em pé em duas semanas, _disse ele presunçosamente_ Se, acrescentou sombrio_  parar de trapacear. Use seus pés, Demi, não os braços. Fique em pé, maldição!
O lábio inferior tremia. Lágrimas formaram em seus olhos.
Demetria:Você acha que não estou tentando? _gritou ela_
Ele se aproximou, erguendo-a nos braços como uma criança chorosa. Levou-a para uma poltrona perto da janela e afundou-se nela, segurando-a no colo até a tempestade passar. Ele colocou um lenço na sua mão e sentou-se para trás, vendo-a secar as evidências.
Demetria:Sinto muito.
Joseph:Você é humana.Assim como eu, embora acho que você não gostaria de acreditar nisso. Não quero amedrontar você, mas nunca vai ficar sobre seus pés novamente a menos que você tente andar. Arrastando-se não vai adiantar, baby.
Ela bateu o punho pequeno contra o peito largo sob a camisa cinza escuro.
Demetria: Estou tentando!
Joseph:Tente com mais afinco.
Ela olhou para ele com todas os sentimentos contidos de raiva que sentia.
Demetria:Eu gostaria de bater em você!
Seus olhos se estreitaram.
Joseph:Toda essa doce e selvagem emoção, _ele sussurrou_ e nenhuma maneira de colocá-la para fora, é isso? Deixe-me ajudá-la…
Ele pegou o rosto com as duas mãos e levou-o até sua boca, beijando-a de repente, violentamente, com uma força que a fez se agarrar aos seus ombros para firmar-se. Sentia a ferocidade em seu próprio sangue partindo dele, queimando-o de volta, em uma resposta melhor do que lágrimas. Com um forte gemido, os braços a volta de seu pescoço, a boca aberta sob sua avidez, ela devolvia-lhe o beijo, com cada partícula de força em seu corpo e com todos os anseios que sentia por ele desde a adolescência. De repente, ele se afastou, os olhos ardendo, sua respiração entrecortada como se não conseguisse controlá-la.
Joseph:Meu Deus, _ele respirou irregularmente, suas mãos segurando seus braços, como grampos de aço_ O que você está tentando fazer comigo?.
Entorpecida, vagamente embaraçado com sua resposta apaixonada, ela desviou os olhos sua garganta bronzeada.
Demetria:Você começou… _ela acusou trêmula_
Joseph:É tudo que posso fazer é terminar, tolinha, _disse ele profundamente. Ele levantou-se abruptamente, encontrando seus olhos enquanto colocava as mãos dela nas barras, explorando o silêncio que tinha surgido entre eles_
Joseph:Quanto mais cedo eu te tirar daqui, melhor, _disse ele em tom firme_ Agora, levante-se, caramba!
Atingida pela raiva em sua voz e com a admissão de que ele queria se livrar dela, forçou seu corpo ficar ereto, forçando os músculos das pernas a se mover.
Demetria:Eu vou andar mesmo que isso me mate.
Joseph:Não me diga, _respondeu ele_ Mostre me.
Demetria:Afaste-se e veja então. _E ela moveu suas pernas, pela primeira vez_
A partir desse primeiro passo, veio um segundo, um terceiro e, finalmente muitos outros que a levaram por todo o comprimento das barras paralelas. Foi a maior sensação de realização que Demetria já tinha sentido e melhor do que qualquer remédio. Ela poderia andar de novo. Ela poderia andar sozinha. Ela poderia andar para bem longe de Joseph.
Não que isso parecesse incomodar Joseph. Uma vez que a viu se movimentar sozinha, ele pareceu desaparecer, deixando-a com Emma e Selena para lhe dar apoio moral enquanto ele viajava a negócios. Ele mantinha distância, exceto durante as refeições, quando a conversa era mantida nos assuntos gerais. Com Demetria era cortês e educado, nada mais. Era pior que antigamente, quando brigava com ela. Isso doía.
Selena estava sentada com ela uma noite, quando Joseph passou pela porta aberta com pouco mais de um olhar e um aceno de cabeça. Demetria murmurou algo baixinho e Selena levantou-se e fechou a porta.
Ela se virou, olhando curiosamente Demi.
Selena:Você o odeia tanto assim? _ela perguntou suavemente_
Demetria:_empurrou uma mecha de cabelo para longe de seus olhos_ Estou indiferente, _ela mentiu_ Insensível, talvez. Eu não acho que haja emoção suficiente em mim para sentir ódio.
Selena:È bem feito.Por todos os corações que ele quebrou ao longo dos anos, ele merece isso.
O coração de Demetria saltou e disparou, mas a emoção não mudou sua expressão tranquila.
Demetria:O que você quer dizer?
Selena:Se você tivesse visto a cara dele quando atendeu a ligação sobre seu acidente, você não teria que perguntar. _Selena suspirou enquanto afundava na cadeira ao lado da cama de Demi_ Ele ficou mais branco do que um lençol. Nunca vi Joseph assim, em toda a minha vida. Ele foi direto para a pista, sem bagagem. E quando chegou a Miami, só a deixava para dormir e não por muito tempo. _Selena estudava as unhas_  Os médicos lhe disseram que você não estava reagindo, que não estava tentando viver. Ele não aceitou isso. Sentou-se, segurou sua mão e falou com você… Eu fiquei lá por dois dias, então ele me fez voltar para casa, quando viu que ia dar tudo certo. _Ela sorriu_ Ele disse que alguém tinha que cuidar do rancho, enquanto ele estava fora.
Demetria olhou para ela por um longo tempo antes de falar.
Demetria:Eu não me lembro de nada… _Ela suspirou_ Oh, Selena, eu sinto muito por preocupar a todos. Foi tão estúpido…
Selena:Poderia ter acontecido com qualquer um de nós. Tudo o que eu queria era fazer você entender que Joseph se importa.
Demetria sorriu melancolicamente.
Demetria:É culpa, Selena, e não cuidado, _ela corrigiu gentilmente_ Ele… ele disse algumas coisas muito cruéis para mim na noite anterior em que sai da fazenda para Miami. Acho que nenhum de nós jamais esquecerá. Deus me ajude, _disse ela, fechando os olhos sobre as memórias_ Acho que não posso esquecer ou perdoá-lo, ainda, pelo o que ele me fez naquela noite.
Havia um silêncio tão mortal no quarto que Demetria rapidamente abriu os olhos e encontrou Joseph em pé na porta o rosto congelado, o seu olhar escuro, silencioso e levemente violento. Era evidente que ele tinha ouvido aquelas palavras.
Joseph:Eu queria lembrar que Jones trará amanhã de manhã aquele touro, _disse  a Selena, sem se preocupar em dispensar outro olhar a Demi_ Tenho uma reunião em Atlanta, por isso não vou estar de volta até bem tarde. Os peões devem colocá-lo no novo curral e examiná-lo.
Selena:Cuidarei disso...Você vai de manhã?
Ele balançou a cabeça positivamente.
Joseph:Boa noite.
Ele se foi, e Selena encontrou os olhos magoados de Demetria no silêncio que se seguiu.
Selena:Demi, o que aconteceu? _perguntou ela suavemente_
Mas Demetria balançou a cabeça com um sorriso triste. Ela não suportaria contar. Para ninguém.
Já era tarde e a casa estava a muito adormecida, mas Demetria não podia nem fechar os olhos. Com um suspiro silencioso, ela finalmente desistiu e saiu da cama, cuidadosamente vestiu seu longo robe verde, andou pelo corredor escuro e desceu as escadas.
Suas pernas ainda estavam lentas, mas no seu tempo, conseguiu chegar na cozinha sem tropeçar. Uma xícara de chocolate quente, pensou, era o que precisava para dormir. Falhando isso, ela estava pronta para tentar um martelo.
Enquanto o leite estava aquecendo, pegou uma pesada caneca e encheu-a com moderação, com uma colher de sopa de açúcar e uma de chocolate. E o tempo todo, ela maldizia sua própria língua pelas palavras que Joseph tinha ouvido. Depois de tudo que ele tinha feito por ela, tinha lançado tudo daquele jeito e ele tinha ouvido. Seus olhos fecharam-se com a dor. Ela realmente não queria ter feito aquilo.
Ela derramou o leite quente na caneca em cima do açúcar e do chocolate. A abertura repentina da porta a assustou, e ela quase deixou cair a panela. Virou-se para encontrar Joseph em pé na entrada.
Joseph:Que diabos você pensa que está fazendo?_ perguntou ele calmamente. Seu cabelo escuro estava revolto, sua camisa meia desabotoada, com o rosto bronzeado fortemente marcado como se tivesse tentado dormir e não conseguido_
Demetria:Eu… só queria tomar uma xícara de chocolate quente, _ela murmurou, enquanto colocava a panela na pia e enchia de água_
Joseph:Quem lhe disse para sair da cama e subir e descer escadas no escuro? _ele insistiu_
Ela deu uma olhada para ele.
Demetria:O Presidente, dois Congressistas e meu Senador, disse com uma pitada de seu velho espírito.
Joseph:Você deixou de fora seu deputado, _ele meditou, e apenas por um instante um sorriso tocou a boca dura_ Você deveria estar na cama, querida.
Impressionante o que o carinho suave fazia com seus nervos, ela pensou, sentando-se rapidamente à mesa na frente de seu chocolate quente antes de suas pernas cederam.
Demetria:Voltarei em um minuto.
Joseph:Pequena teimosa, _acusou ele_ Tudo bem, vou tomar um chá e esperar por você. Que tal um pão com queijo?Se eu descobrir onde Emma o esconde. Aha! _Ele puxou-o para fora da geladeira, cortando uma parte dele e colocando-o em um prato_  Você prefere biscoitos ou pão?
Demetria:Biscoitos!
Ele riu baixinho enquanto se servia de um copo de chá e acrescentava cubos de gelo nele.
Joseph:O mesmo para mim.
Segundos depois, ele colocou o queijo e os biscoitos sobre a mesa entre eles e relaxou na cadeira ao lado dela, bebendo seu chá sedento.
Demetria:Não consegue dormir? _perguntou ela, repentinamente tímida_
Joseph:Não, _ele respondeu calmamente_
Ela deu de ombros.
Demetria:Eu também não consegui. Ela comia um pedaço de queijo.
Ele acabou com sua parte do queijo e biscoitos e recostou-se na cadeira para estudá-la.
Joseph:Olhe para mim, _disse ele de repente_
Ela encontrou seu olhar atento assustada, e logo desviou o olhar.
Joseph:A roupa combina com seus olhos, _ele comentou_
Ela sorriu.
Demetria:Foi por isso que Selena o deu para mim.
Joseph:As pernas doem? _ele perguntou_
Ela balançou a cabeça.
Demetria:Eu desci as escadas devagar. Afinal, _ela o lembrou_ foi você que disse que eu precisava de mais exercício.
Ele esvaziou o copo.
Joseph:Eu disse um monte de bobagens também, _ele respondeu_ Termine logo, querida, não vou deixar você aqui sozinha.
Ela terminou o seu chocolate quente e se levantou para colocar a caneca na pia. Quando se afastou da pia, viu-se erguida em um par de braços fortes e quentes, carregada para fora da cozinha.
Demetria:Oh não!  _protestou ela suavemente empurrando o ombro dele_Joseph, estou muito pesada…!
Ele desligou o interruptor de luz na cozinha, enquanto a carregava para o corredor e subia a escada. Seus olhos, escuros e estranhos, olhando-a atentamente.
Joseph:Você não pesa nada, pequena. É como levar uma braçada de veludo, macio e quente.
Demetria:Se você vai tirar sarro de mim, apenas me coloque no chão e eu vou andando! _disse ela defensivamente, agitada pelas sensações que a proximidade dele estava causando_
Joseph:Ah, inferno não, você não vai, _respondeu ele imperturbável, e reforçou seu domínio sobre ela_



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Capítulo 8 - Parte III - Doce Inimigo

Enfim, ela pensou com um calafrio, Ashley deveria estar de volta no rancho esperando por ele neste momento. Ela só viu a mulher uma vez, mas tinha sido mais que suficiente. Isso faria sua vida na fazenda insuportável. Foi por isso que ela lutou tanto para voltar ao apartamento. Mas Joseph, como de costume, fazia tudo do seu jeito, apesar de todos os seus esforços para contrariá-lo. Como nos velhos tempos.
Ela olhou para as pernas inúteis na calça que tinha usado no ônibus de Columbus. Parecia que tinha passado muito tempo desde que Joseph a tinha colocado na garupa do seu garanhão.
Foi o choque, os médicos lhe haviam dito, que causou esta paralisia temporária,  o choque do seu corpo, do seu sistema, da sua mente, e uma boa dose de lesões também. Pelo menos ela tinha sensibilidade nas pernas. Mas andar ia ser outra coisa completamente diferente, e estremeceu mentalmente com o que estava por vir. Teria que ter uma determinação que ela não tinha certeza se possuía para fazer os músculos se moverem novamente. E se ela não tivesse? E se os médicos estivessem errados, e sua espinha dorsal estivesse danificada? E se…
Joseph:Estamos em casa! _disse acima do ruído do motor, e alinhou o pequeno avião em direção a pista de pouso_
Selena juntou-se a eles com lágrimas nos olhos, saltando do carro quando a hélice parou de girar.
Selena:Oh, Demi, estou tão contente de ver você, _ela chorou, abraçando a amiga como se ela voltasse do mundo dos mortos, em vez de Miami_
Demetria forçou-se a rir enquanto dava um tapinha no ombro de Selena.
Demetria:Eu estou bem. Vou ficar bem. Pergunte a Joseph se não acredita em mim. Ele confirma! _ela murmurou, fitando-o por cima do ombro de Selena_
Ele apenas sorriu.
Joseph:Mexa-se, Selena, e deixe-me carregar este saco de batatas para o carro.
Demetria:Eu não sou um saco de batatas, _protestou quando ele passou os braços sob ela e levou-a como uma pena para o banco do carro_
Selena:Mas está parecendo, _Disse Selena brincando, enquanto abria a porta do carro para Joseph_
Joseph:E parece estar frita, _completou ao colocá-la suavemente no banco_ Cuidado, Demi, vai se chamuscar.
Demetria:Seu demônio!
Seus olhos foram deliberadamente para a curva suave de sua boca.
Joseph:Está me provocando, querida? _ele perguntou em voz baixa enquanto Selena dava a volta no carro para entrar_
Demetria:Não! _ela sussurrou de volta_
Ele sorriu e fechou a porta. Deu a volta no carro, também, e abriu a porta a Selena.
Joseph: Fora!
Selena:Mas eu posso dirigir…! _protestou_
Joseph:Não o meu carro, não comigo nele. Fora.
Ela deu um suspiro aborrecido e deslizou para perto de Demi.
Selena:Eu odeio irmãos, _ela murmurou_
Demetria:Não era isso que você costumava me dizer...
Elena:Oh, cale a boca!
À noite, Demetria estava confortavelmente instalada no mesmo quarto de hóspedes que ela tinha ocupado, recostado em travesseiros, rodeada por livros e revistas, entupida de sopa,sanduíches e café quente.
Demetria:Mas, Emma, _ela protestou_ você vai me estragar.
Emma:Estou feliz por você ainda estar por aqui para ser mimada, veio a resposta de Emma ao passar pela porta.
Sel sentou-se na cadeira ao lado da cama, rindo.
Selena:Você pode muito bem desistir. Você sabe disso, não é?
Demetria sorriu em rendição.
Demetria:Eu devia, eu acho. Sel …
Selena:O que?
Ela olhou para suas mãos.
Demetria:Ashley ainda está aqui?
Selena olhou com espanto para ela.
Selena:O que você disse?
Demetria:Bem… Joseph disse que Ashley voltaria.
Selena:O tolo! _Se levantou e foi até a janela. Um forte e irritado suspiro passou por seus lábios_ Ele nunca vai aprender, nunca! Por que ele a quer de volta aqui, justamente agora? E quando ele lhe disse que ela voltaria?
Demetria:Na… segunda-feira depois que fui embora daqui, _disse ela_
Selena:Bem, ela não apareceu. Graças a Deus, _acrescentou com raiva_ Será que ele não aprendeu ainda? Meu Deus, ela foi embora e casou com um velho rico… já o deixou?
Demetria:Foi o que Joseph disse.
Selena:Ele estaria melhor sozinho para o resto de sua vida. Oh, Demi, porque os homens são tão estúpidos? _ela gemeu_
Demetria teve que sorrir pela sinceridade na voz suave de sua amiga.
Demetria:Acho que Deus os fez dessa maneira para que eles fossem vulneráveis as mulheres.
Selena:As únicas mulheres que foram capazes de deixar meu irmão vulnerável poderiam ser consideradas prostitutas, _resmungou,ela olhou para o rosto oval sobre o travesseiro emoldurado pelo cabelo ondulado_ Por que ele nunca te notou?
Demetria alcançou seu café para impedir que Selena visse o rubor em seu rosto. Demetria:Eu sou como sua irmã mais nova, você sabe disso, _ela esquivou-se_
Selena:Bem, não é por falta de esforço da minha parte, _admitiu. Ela suspirou_ Bem, precisa de alguma coisa?
Demetria balançou a cabeça.
Demetria:Estou bastante mimada, obrigada. Não fique acordada por minha causa. Já é tarde.
Selena inclinou-se para abraçá-la.
Selena:Estou muito feliz por você estar bem.
Demetria:Eu também. Só sinto por ter perdido o cruzeiro. Eu teria gostado muito… mesmo que seja só porque Robert queria que eu fosse.
Selena sorriu.
Selena:Eu gostava demais daquele grandalhão. Boa noite, minha amiga.
Demetria:Boa Noite. A porta se fechou atrás de  Selena e o quarto pareceu encolher. Ela pegou uma revista e começou a ler, mas as palavras pareciam borradas. Com o silêncio e a solidão, sua mente começou a trabalhar, pesando possibilidades, se preocupando com as pernas…
Joseph:Não posso deixar você sozinha, _disse da soleira da porta, os olhos apertados estudando seu rosto carrancudo_  Entregue a auto piedade de novo?
Ela fez uma careta para ele.
Demetria:Estou apenas lendo essa revista idiota, ok?
Ele cruzou os braços sobre o peito e recostou-se contra a porta, só olhando para ela.
Joseph:Você estava lendo? Ou você estava se preocupando?
Ela suspirou.
Demetria:Ambos.
Ele aproximou-se e jogou a revista longe.
Joseph:Deite-se, _disse ele, empurrando a sobre os travesseiros para que ela deitasse_
Demetria:Tirano horroroso…! _ela se irritou_
Joseph:Isso e muito mais. Aqui. _Ele puxou as cobertas e enfiou-as embaixo de seu queixo_ Agora vá dormir e pare de torturar a si mesmo. Tudo o que você tem que lembrar é que você vai voltar a andar.
Seus olhos, arregalados e um pouco assustados, olharam para os dele.
Demetria:Eu vou, não vou,Joseph? _ela perguntou suavemente, deixando cair as barreiras o suficiente para renovar sua segurança_
Joeph:Sim, _disse ele calmamente e com segurança_
Ela relaxou contra os travesseiros.
Demetria:E… Ashley  chegará em breve? _ela murmurou, evitando os olhos_
Joseph:Ashley?
Demetria:Sim. Você lembra, disse que…
Joseph:Deus, eu esqueci, _disse pesadamente_ Ela ligou logo depois que fui para Miami e deu algumas desculpas para Emma sobre a mudança de seus planos, dizendo que ia para MaiorCa dessa vez. Nem me dei conta quando Emma me contou. _Seus olhos de  a fitaram_ Você me fez passar por momentos infernais, Irlandesa.
Demetria:Sinto muito, _disse ela baixinho_
Joseph:Mostre-me, _ele murmurou profundamente inclinando-se sobre sua boca_
Ela olhou para ele abalada sem saber como tomar este gentil assalto, não sabendo se poderia se atrever a levá-lo a sério.
Seu dedo longo traçou a curva suave de sua boca trêmula.
Joseph:Você não confia em mim, não é? _perguntou ele calmamente_
Ela balançou a cabeça. Sem palavras, seus olhos mostraram a dor, a lembrança de por que ela tinha ido embora.
Ele inclinou o rosto um pouco e sua boca roçou a dela suavemente, lentamente, em um beijo tão carinhoso, tão admiravelmente carinhoso que trouxe lágrimas aos seus olhos.
Ele recuou e procurou seu rosto com olhos sombrios e intensos.
Joseph:Eu tenho uma cabeça dura, _ele murmurou distraidamente_  e às vezes é preciso de uma batida infernal para me atingir. Mas eu aprendo rápido pequena e não cometo os mesmos erros duas vezes.
Ela baixou os olhos enquanto as palavras chegavam até ela. Ele quis dizer que não estava mais brincando, que ele não iria incentivá-la a perder a cabeça. Isso deveria fazê-la feliz. Em vez disso, havia uma enorme nó na sua garganta.
Demetria:Eu estou… estou tão cansada, Joseph.
Joseph:Sem dúvida. _Acariciou seus cabelos com uma mão suave_ Você está segura,Demi. Não vou mais pular na sua garganta. Nós vamos manter as coisas a um nível amigável a partir de agora. É isso que você quer?
Demetria:Sim, _ela respirou, e não olhou para cima a tempo de ver o pequeno tremor de suas pálpebras_
Joseph:Durma bem, _disse ele em um tom estranho, e tocando alegremente em uma mecha de seu cabelo, ele virou-se e deixou-a. Ela aconchegou-se nos travesseiros. No mínimo, ela pensou miseravelmente, seriam amigos pela primeira vez em suas vidas. Talvez isso diminuísse um pouco a dor. E, de repente, talvez todos os lobos se tornassem vegetarianos_








Próximo capítulo....