quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Cap. 5(Doce Inimigo)Parte I

Capítulo 5

Ele estava esperando por ela na mesa do café da manhã, uma camisa vermelha de malha esticada em toda a vasta extensão de seu peito com a pele bronzeada e os pelos negros ondulados apenas visíveis no V da garganta. Seus olhos pálidos procuraram os dela por um instante antes de descer para a delicada blusa azul sobre o jeans. Estreitaram-se na fita fina que prendiam seus cabelos na nuca.
Joseph:Por que você puxa o cabelo para trás assim? _perguntou ele calmamente_
Demetria:Ele fica em meus olhos quando cavalgo, _respondeu ela, tomando o seu lugar à mesa_
Emma:Como você quer seus ovos, querida?
Demetria:Nada para mim, Emma! Só café esta manhã.
Joseph:Sem apetite? _repreendeu_
Ela olhou nos olhos dele.
Demetria:Sim! _disse com uma voz que soou sem fôlego até mesmo para seus próprios ouvidos_
Sorrindo, ele estudou a sobre a borda de sua xícara de café.
Joseph:Sem maquiagem? _ele perguntou suavemente. Ela viu a luz tocar os fios de prata em seus cabelos e fazê-los cintilar_
Demetria:Eu… eu não coloquei ainda. _Ele manteve os olhos sobre a mesa, o rosto solene_
Joseph:Não coloque. Não me agrada o gosto.
Seus lábios se separaram em um protesto, mas Emma entrou com uma xícara de café e Demi deu-lhe toda sua atenção.
Foi uma manhã perfeita para um preguiçoso passeio a cavalo. Mesmo o calor sufocante era imperceptível sob a sombra das imensas nogueiras espalhas pelo bosque. Demi nunca deixou de se impressionar com as linhas ordenadas como haviam sido plantadas há muitos anos antes.
Demetria:Eu me pergunto quão velhos eles são.  _ela murmurou distraidamente_
Josaph:As árvores? _sorriu_ Mais do que qualquer um de nós, isso é fato.
Demetria:Fale por si mesmo, vovô.   _ respondeu maliciosamente_
Ele lançou um olhar vingativo em sua direção e puxou o chapéu sobre a testa.
Joseph:Terreno perigoso,Demetria.
Demetria:Eu não tenho medo de você,   _ela provocou_  Seus pobres ossos velhos são tão frágeis que provavelmente iriam quebrar se você me perseguisse.
Ele freou seu cavalo e olhou para ela.
Joseph:Eu acho que Taylor tinha razão, _disse a ela_   Escolhemos as armas e contamos cinquenta passos amanhã de manhã?
Demetria: Tem certeza que sua mão é firme o bastante para segurar uma arma…?
Joseph:Dane-se!   _ele riu_
Ela riu de volta e os ânimos quase diminuíram.
Demetria:Vamos apostar uma corrida até o pasto! _ela desafiou e tocou os flancos Melody com seus calcanhares_
Ela pensou que poderia passá-lo à medida que atravessasse o pasto verde coberto de flores do campo e foi em direção ao bosque. Mas antes que ela pudesse chegar até ele, Joseph passou-lhe como se a égua pequena que ela montava estivesse empacada. Ninguém, pensou miseravelmente, poderia vencê-lo nisso. Ele era um excelente cavaleiro, parecia fazer parte do cavalo que montava, um exemplo da graça e do poder masculino.
Joseph:Onde você esteve? _ele perguntou quando ela freou ao lado dele.Ele fez uma pausa no ato de acender um cigarro sorrindo para o rosto dela corado de raiva_ Perdedora nervosa!
Ela fez uma careta para ele.
Demetria:Por que você sempre tem que ganhar?
Joseph:É a minha terra,    _ele respondeu calmamente_
Seus olhos percorreram a luxuriosa pastagem, as cercas ao longe na distância, e o rebanho de gado que parecia pontos vermelhos e brancos.
Demetria: É lindo,   _ela murmurou baixinho_
Joseph:Você nem sempre pensou assim, _ele lembrou-a_  E você estava certa. A vida em uma fazenda tem os seus inconvenientes,Demi. Não há muita vida noturna por aqui, nem diversão. Pode ficar muito solitário.
Demetria:É assim que você me vê? _perguntou ela com um sorriso melancólico_ Uma garota da cidade, com paixão por casas noturnas?
Ele estudou-a atentamente sobre seu cigarro.
Joseph: Definitivamente, uma garota da cidade. Você sempre foi.
Ela deixou os olhos seguirem o vôo de uma borboleta amarela e preta nas proximidades.
Demetria:Estou feliz por você me conhecer tão bem.
Houve um silêncio explosivo.
Joseph: Se você odeia tanto a cidade, por que mora lá?
Ela se encolheu sob a moderada fúria em sua voz.
Demetria: O que mais eu poderia fazer? Tudo que eu sei é ser secretária. _Ela olhou para ele_ Não existem muitos postos de trabalho disponíveis para vaqueiras mulheres, no caso de você ter esquecido. Ou, _disse ela com frieza_  você simplesmente nunca percebeu que eu não era um menino?
Seus olhos brilharam com humor.
Joseph:Para dizer a verdade, querida, nunca prestei muita atenção.
Ela tocou os flancos da égua delicadamente e incitou-a em uma caminhada.
Demetria:Obrigada.
O caminho através do bosque era grande o suficiente para ambos os cavalos andarem lado a lado, mais uma estrada de fogo do que uma trilha. A paz era hipnótica, só quebrada pelo farfalhar suave dos pinheiros na brisa da água, não muito longe o som do borbulhar, da água correndo suavemente.
Joseph:Por aqui!  _disse, colocando sua montaria num caminho menor e menos claro_
Ela seguiu-o até o que parecia ser uma parede de vegetação rasteira. Ele desceu da sela e amarrou o cavalo, guiando Demetria para amarrar a égua vários metros a frente.
Segurou os ramos para que ela passasse, e enquanto caminhavam para uma pequena clareira, foi de repente, como voltar através do tempo. O pequeno córrego, onde ela e Selena uma vez passaram as tardes preguiçosas de verão após brincar e compartilhar sonhos durante um piquenique estava lá. Tão clara, doce e arenosa do que nunca.
Joseph:Olhe por onde anda, _ele a advertiu enquanto acomodava seu corpo alto sob um carvalho baixo_  Eu tive gado atolado nessa areia macia.
Ela olhou para ele enquanto se sentava para tirar suas meias e botas.
Demetria: Se eu emergir, você me puxa para fora?
Ele sorriu sob a aba do chapéu, enquanto deitava-se com as mãos embaixo da cabeça.
Joseph: Claro. _Ela entrou na corrente clara, deleitada com a sensação da água fria sobre os pés descalços, o cheiro úmido de areia, flores silvestres ao longo das margens.
Joseph:Eu costumava vir aqui quando era um menino, _observou ele preguiçosamente_ Aprendi a nadar a poucos metros acima, onde o rio se alarga.
Demetria:E pegar girinos e lagartos também, aposto.
Joseph:Não.Só serpentes d’água,  _respondeu_
Ela congelou no caminho.
Demetria:A… aqui? _perguntou ela_
Joseph:Claro. Costuma ficar cheio delas.
Calafrios subiram pelos seus braços. Ela congelou no meio do rio, olhando cautelosamente ao seu redor. De repente, toda vara fina que ela via era um inimigo salvando.
Demetria:J…Joseph? O que eu faço se ver uma?  _perguntou ela_
Joseph:O que você costumava fazer quando você e Selena vinham aqui?
Demetria: Nós nunca vimos nenhuma.
Joseph:Pura sorte, _comentou.Ele levantou a ponta do seu chapéu e espiou-a antes de baixá-lo novamente_  Bem, Demi, se você ver uma, é melhor correr como o inferno. Não vai fazer muita diferença, é claro, elas são rápidos e as cobras são conhecidas por perseguir as pessoas…
Ela estava sentada ao lado dele com suas botas e meias na mão antes de ele terminar a frase. Ele soltou uma gargalhada.
Joseph:Meu Deus, eu estava brincando, _ele riu_
Demetria:Você sabe como tenho medo de cobras, _ela murmurou_
Joseph:Depois do verão passado, tenho uma boa idéia, _ele concordou_
Ela enxugou os pés com suas meias, ignorando-o.
Joseph:O que você faz para se divertir em Columbus? _ele perguntou_
Chateada com uma das meias na mão, olhava para as faíscas brilhantes na água. Ela deu de ombros.
Demetria:Passei a maior parte do meu tempo escavando o quintal e plantando coisas na primavera. No verão, gostava de pescar no Chattahoochee. No outono ia para as montanhas com algumas das outras meninas e observava a mudança das folhas das árvores. No inverno, dirigia até Atlanta para ouvir a sinfonia ou assistir ao balé. _Ela estudou a meia amarrotada_ Coisas aborrecidas assim. Aposto que você não suporta música clássica.
Joseph:Na verdade gosto, _disse ele calmamente_ Embora o meu gosto esteja mais para os velhos mestres Beethoven. Não gosto muito das composições contemporâneas.
Ela olhou para o chapéu sobre seu rosto.
Demetria:Miley ,disse que você gostava de música country.
Joseph:Gosto. E musica instrumental também. _Sua mão procurando cegamente no bolso da camisa o maço de cigarros_ Gosto de arte, também, pequena. Costumava dirigir até Tallahassee para assistir exposições também.
Demetria:Quando a exposição do rei Tut estava em… _exclamou ela_
Joseph:Eu vi, _ele interrompeu.Ele tirou o chapéu e jogou-o para um lado, enquanto acendia um cigarro e olhava para ela com olhos de um verde mais escuro do que as folhas das árvores acima_  Deixe seu cabelo solto. Não gosto deles amarrados assim.
Demetria:Você só quer que ele caia em meus olhos para que eu não posso ver, _ela amuou, mas soltou a fita de qualquer jeitos, e deixou que as ondas negras caíssem suavemente para emoldurar o rosto_
Ele esticou um braço longo e seus dedos pegaram um fio grosso, testando a suavidade.
Joseph:Longo,grosso e sedoso, _ele murmurou baixinho_ Cetim negro.
Ela não conseguia respirar. Os olhos dela foram impelidos para o tronco da árvore atrás dele.
Demetria:Você…você ainda gosta de caçar?, _ela perguntou ofegante_
Joseph:Não!   Seu cílios são tão longos que não parecem reais, você sabia?
Ela deu um suspiro.
Demetria:Joseph, nós não devíamos…
Joseph:Não devíamos o que, querida?, _perguntou baixinho_
Ela encontrou com seu calmo olhar penetrante e perdeu o resto de sua respiração enquanto seus olhos abriam-se com algo parecido com choque.
Sem tirar os olhos dela, atirou o cigarro no córrego e trouxe-a para mais perto dele.
Demetria:Joseph…! _sussurrou ela com medo, apertando suas mãos pequenas contra o peito largo enquanto ele se inclinava sobre ela, deitando-a facilmente sobre as folhas secas de pinheiro e palha que cobria o chão duro_
Seus dedos magros tocaram seu rosto, delicadamente explorando-o em um silêncio que vibrava com a emoção controlada.
Joseph: Do que você tem medo? _perguntou baixinho_
Demetria:De você, _ela sussurrou fracamente, com os dedos trêmulos ele traçava levemente o nariz, as maçãs altas do rosto e sua boca_


Próximo Capítulo..


           Comentem, amanhã umas 21:30 vocês estariam aqui para uma maratoan?

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Cap. 4 (Doce Inimigo) Parte II

Capítulo 4

O dia do leilão começou muito cedo na manhã seguinte, os compradores começaram a chegar de carro e avião. Em pouco tempo, os verdejantes campos foram cobertos por eles. Brent estava tentando estar em dez lugares ao mesmo tempo, ocupado com as enormes peças de carne para assar no churrasco, mexendo o feijão cozido, fazendo pães. Demetria se ofereceu para ajudar, mas ele não quis ouvi-la, gesticulando com raiva para seu vestido branco e exigindo saber como ela faria para não se manchar de gordura. Ela deixou-o com um sorriso e uma piscada. Segundos mais tarde, Emma tomava seu lugar com o avental já manchado, e começou a cuidar do feijão. Brent quase caiu sobre o ombro dela e beijou-a.
Demetria supervisionava os ajudantes temporários, servindo as mesas, preparando as cafeteiras, fazendo chá e trazendo baldes de gelo para os refrigerantes e cerveja. Lembrava-se dos dias de leilão em sua infância, quando a Sra. Jonas tinha feito isto parecer tão fácil. Não era nada fácil.
Inconscientemente, ela procurou nas barracas próximas por Joseph e encontrou-o com seus olhos. Uma alta, magra e bonita loira mantinha-se junto a ele enquanto falava do gado com um homem idoso a seu lado. Havia algo muito familiar naquela mulher, ela procurou na sua memória e veio um nome.Miley. A pequena Miley, que havia crescido e se transformado numa sereia, e estava perseguindo Joseph descaradamente como Demetria tinha feito na precoce idade de nove anos. Demetria suspirou cansada. Selena tinha dito algo sobre Miley e seu pai estarem em férias na Europa. Aparentemente eles estavam de volta, e ela não precisava perguntar quem era a namorada mais recente de Joseph. Aquela possessiva mãozinha adornada dizia tudo.
Ela voltou para seus afazeres, desejando com todo seu coração que Taylor tivesse voltado a tempo para dar-lhe algum apoio moral. Ela achou que não fosse precisar mais. Se ela nunca tivesse voltado!
Robert:Bem, Olá, veio uma agradável voz masculina atrás dela e virou-se para encontrar um quarentão, um homem bastante atraente em terno cor de ferrugem em pé atrás dela.
Ela sorriu automaticamente.
Demetria:Olá. Veio para o leilão?
Ele sorriu para ela.
Robert:Sim, foi por isso que eu vim, _ele demorou com um riso em sua voz_ Mas ouvi o primo de Joseph dar um lance no touro. Eu tinha certeza que iria ficar com esse velho touro Hereford.
Demetria:Sinto muito, disse ela com um sorriso. — Mas Taylor também tinha essa certeza.
Robert:Você é da família?
Ela balançou a cabeça.
Demetria:Sou secretária temporária de Joseph. Mas fui criada há apenas alguns minutos ao norte daqui. Conheço Joseph,Selena e Taylor a maior parte da minha vida.
Robert: Eu odeio ser intrometido, mas você acha que eu poderia pegar uma xícara de café enquanto esperamos pelo churrasco? Eu sai de Austin, sem o café da manhã ou uma palavra gentil de minha empregada, e estou quase seco.
Demetria:Tem cerveja, se você preferir.  _disse ela, achando que ele mais parecia um homem de cerveja do que de café_
Ele sorriu, enfatizando as linhas extras em seu rosto moreno.
Robert:Não com o estômago vazio, disse ele com calma sinceridade.Embora admita que gosto de um uísque envelhecido. Mas agora tudo que eu quero é café.
Demetria:Então, é isso que você vai ter, Senhor Robert...
Ela se sentia muito jovem sob aqueles olhos calmos, escuros e fora de seu alcance.
Demetria:Vamos atrás daquele café.
Ele era um pecuarista, como ela imaginava, com uma grande fazenda perto de Austin, bem como imóveis e explorações de petróleo. Era também um homem atraente, com um charme que a deixava imediatamente à vontade.
Robert:Eu estive no exterior por um mês ou mais,  _ele contou a ela sobre uma xícara de café preto fumegante_  Na Grécia.
A pergunta saiu antes que ela pensasse.
Demetria:Você visitou Pompéia?
Aquilo pareceu surpeendê-lo.
Robert:Sim, visitei. E Tróia e Acrópole. _Ele se inclinou para a frente_  Não me diga que você gosta de Arqueologia.
Demetria:Passei minha infância subindo os montes indígenas, e leio tudo que encontro sobre novas escavações, ela admitiu.
Robert:Por Deus, _ele sussurrou_ Como eu. Costumava acompanhar meu pai, enquanto ele arava a terra eu pegava as setas e peças de cerâmica. Eu passo tanto tempo quanto posso…
Joseph:Cansado,Robert?   _veio uma voz calma profunda bem atrás de Demetria_
Robert riu.
Robert: Acabado Joseph, _admitiu_  Eu tive duas horas de sono na noite passada e parti sem o café da manhã ou pelo menos uma xícara de café instantâneo. Demetria teve pena de mim.
Joseph moveu-se com Miley ainda pendurada no seu braço. Ele olhou para Demetria com um olhar estranho, sondando.
Joseph:Demetria? murmurou curioso.
Demetria:É meu nome.   _respondeu irritada_
Robert:Joseph, o que acha de me emprestá-la esta noite? Apenas o tempo suficiente para me acompanhar no jantar, pelo menos.
A pergunta pareceu surpreender tanto Joseph quanto Demetria.
Demetria:Adoraria! _disse sem pensar_ Podemos falar um pouco mais sobre arqueologia!
Joseph: Arqueologia? _explodiu, os olhos estreitos e escuros_ Que diabos você sabe sobre isso?
Ela olhou para ele.
Demetia: Muita coisa, na verdade. Fiz dois cursos na Universidade, e passei dois meses em uma escavação no ano passado!
Miley:Não vejo motivo para você ficar tão chateado, Joseph, querido, _murmurou baixinho, e sorriu para Demetria_  Não é sempre que duas pessoas encontram algo em comum. E tão rapidamente. Assim, como eu e você com a música country Joseph.
Robert:Eu vou cuidar dela!  _algo em seus olhos pareceu convencer o homen mais jovem.
Joseph: Acho que você me conhece bem o suficiente, não é?
Robert:Conheço, _disse finalmente, sua voz profunda e tranqüila_ E você pode considerar isso como um elogio. Não existem muitos homens que possam dizer isso.
Demetria:O que é isso? _resmungou, olhando para Joseph_ Sou uma mulher adulta. Não preciso de um cão de guarda!
Joseph:Adulta? _Zombou_  Vinte anos e acha que tem todas as respostas, é isso?
Miley: Mas, Joseph  _murmurou melosamente_ Tenho apenas vinte e um, e você nunca fez esse estardalhaço por mim…
Joseph:Cale a boca, Miley!    _Disse nervoso_
Demetria:Você nunca diria isso para mim.Eu achataria você como uma…!
Joseph:Vá para o inferno, _disse com um sorriso infernal e virando-se, puxou Miley para junto dele_ Traga-a para a casa a meia noite, Robert.   _ele disse por cima do ombro_  Ela se transformará em uma abóbora se você não a trouxer.
Robert sorriu para ela.
Robert: Você? _perguntou, olhando as emoções em seu rosto pálido_
Demetria:Eu gostaria que ele se transformasse, _ela sussurrou enfurecida_  Eu não preciso de um irmão mais velho.
Robert:Eu acho que você precisa. _Ele cruzou os braços sobre a mesa e a estudou_ Estou com trinta e dois anos, menina. E garanto que se Joseph não me conhece pessoalmente, você nunca poria os pés fora desta fazenda comigo. Mas não tenho outras intenções com você, e ele sabe disso também. Só preciso de companhia, e é muito agradável ter uma conversa com alguém que entenda de datação por carbono e tenha atração por túmulos antigos.
Ela sorriu. Demetria:Obrigada.
As sobrancelhas dele se elevaram.
Robert:Eu que agradeço. Agora, o que você gostaria de ouvir sobre Pompéia?
Demetria:Ah, eu adoraria! _respondeu, e acomodando-se para escutá-lo, tentando não ouvir as últimas palavras de raiva de Joseph, tentando esquecer o ódio em seus olhos_
O leilão tinha acabado, os convidados se foram e do churrasco só tinha sobrado os ossos quando Demetria deixou o restaurante com Robert.
Joseph tinha ido embora com Miley, e foi um abençoado alívio. Ela tinha tido brigas suficientes por um dia.
Mais que um bife bem grelhado, Robert compartilhou algumas de suas viagens com ela, sorrindo da expressão extasiada de seu rosto jovem enquanto ele descrevia lugares que ela teria dado tudo para conhecer.
Demetria:Eu sempre quis conhecer Stonehenge, _disse a ele_
Robert:Então por que não vai? _ele perguntou_ O preço das passagens de avião não são tão altas, você sabe.
Ela sorriu. —
Demetria:E eu poderia ser voluntária em uma escavação. É só o tempo. Parece nunca ser o suficiente.
Algo escureceu seus olhos por um instante.
Robert: Eu sei. Não deixe que ele acabe antes que você tenha feito as coisas que gostaria, menina.
Ela deu de ombros.
Demetria:Eu ainda tenho bastante.
Robert:Não, _disse suavemente, seus olhos distantes_ Não, nenhum de nós o tem em abundância.
Era meia-noite em ponto quando Robert parou o carro alugado em frente a casa da fazenda.
Demetria:Eu gostei muito, _disse-lhe com um sorriso_ Se você for a Columbus…
Robert:Isso não está nos meus planos, pequena, _disse ele gentilmente. Seus olhos escuros sorrindo para ela_ Obrigado por dar atenção e companhia a um homem. Algum dia você vai entender o quanto isso significa.Boa Noite, Demetria!
Demetria:Sem beijo de boa noite?, _ela perguntou atrevidamente_ Acho que estou ofendida.
Robert:Você pequena descarada… _Ele puxou-a contra seu corpo grande e enxuto e beijou-a com uma perícia que foi arrasadora_ Obrigado, Demetria, ele sussurrou, deixando-a ir_
Demetria: Boa noite!    _deslizando relutantemente para fora do carro_
Robert:Adeus, querida!  _ respondeu ele suavemente_ E em seguida, ele se foi.
Ela ficou olhando as luzes traseiras do carro, uma vez que o caminho ia em direção a estrada, e por apenas um instante ela não estava na Flórida. Estava de pé sobre a chuva em uma civilização antiga com a brisa agitando seus cabelos e seu sangue bombeando forte. E ele estava lá também, mas o nome não era Robert. Ela estremeceu. Outra época, outro lugar, aqueles olhos escuros olhavam dentro dela e, hoje, em algumas horas sua alma tinha chegado a tocar a dela. Ela sentiu arrepios de emoção formigando em seu corpo tenso. Como era estranho encontrar e instintivamente saber tudo sobre ele, como se numa outra vida…
Joseph:Venha para dentro, pequena.
Ela virou-se para Joseph. Ele ainda usava as calças de seu terno e camisa branca, mas a gravata e o paletó tinham desaparecido. Ele parecia perigosamente atraente.
Demetria:Eu… Eu só estava olhando o carro, _murmurou enquanto subia as escadas. O arrepio passou por ela de novo e sem pensar ela deslizou a mão fria na de Joseph, como uma criança em busca de conforto. Por apenas um instante sua mão ficou tensa. Então envolveu-a com a sua mão forte e delgada e apertou-a_
Joseph:O que está errado, querida? _perguntou_
Ela balançou a cabeça.
Demetria:Senti-me… como se o tivesse conhecido em algum lugar antes. E alguma coisa estava errada, senti isso!
Joseph:Dejavu? _perguntou ele com um sorriso, levando-a para dentro de casa, e depois para seu escritório_
Ela encolheu os ombros, afundando cansada no sofá.
Demetria: Talvez. Não sei. Ele me assustou. Ela o viu servir um uísque puro, colocar gelo e mexer.
Joseph: Conte-me sobre ele.
Joseph moveu-se através da sala e apoiou-se sobre um joelho ao lado dela, seus olhos escuros quase no mesmo nível dos dela. Suas mãos pegando as dela que descansavam em seu colo.
Joseph:Ele tem câncer, querida, _disse ele muito delicadamente_ Não há nada que possamos fazer por ele, e pelo que ele mesmo me disse, tem menos de dois meses.
Ela rompeu em um soluço com lágrimas escorrendo pelo rosto.
Demetria: Eu gosto dele, _murmurou através de um sorriso pálido_
Joseph:Eu também. Um inferno de homem,Robert. Conheço-o a maior parte da minha vida. _Ele tomou o seu lenço e enxugou-lhe os olhos_  Você sabe, ele fez mais em seus trinta e dois anos que a maioria dos homens no mesmo tempo de vida. Ele não perdeu um segundo. É difícil não sofrer tanto por um homem como esse.
Ela olhou-o nos olhos em silêncio por um longo tempo.
Demetria: Eu… eu não posso imaginá-lo de luto por ninguém, _disse ela baixinho_
Joseph:Não pode, querida? _Ele sorriu para ela, delicadamente, a mão afastando seu cabelo do rosto úmido_  Você ainda pensa que sou invulnerável?
Demetria:Eu não sei. _Ela estudou o rosto moreno, em silêncio por um longo tempo_ Eu não sei muito sobre você. Eu… eu nem sabia que você gostava de musica country.
Joseph:Eu gosto de qualquer tipo de música. E tempestades, quanto mais selvagens melhor. E mulheres jovens e sensíveis com olhos de jade líquido, _ele sussurrou profundamente_ E se você não ainda não acalentasse aquele beijo que Robert lhe deu lá fora no carro, eu tomaria a sua boca e te faria implorar por mim, garota.
Ela corou até a raiz de seus cabelos, e tentou regular a respiração, para que ele não notasse o efeito daquelas palavras suaves tinham causado em suas frágeis emoções.
Demetria:Eu… eu não poderia mesmo… mesmo assim, _ela respondeu, esforçando-se para usar uma pequena onda de indignação contra ele_
Joseph:Você passou os últimos quatro anos, imaginando como seria sentir minha boca sobre a sua, _disse ele calmamente, seus olhos fitando os dela_ Nós dois sabemos disso.
Trêmula, ela levantou-se e moveu-se em torno dele para a porta.
Joseph:Quando você vai parar de correr de mim? _Perguntou ele, enquanto a mão dela alcançava a maçaneta_
Demetria:Boa noite, Joseph!  _Disse ignorando a pergunta_
Joseph:Não tropece no caminho para o berçário, _ele rosnou_
Ela poderia provar a amargura naquelas palavras duras, e isso lhe dizia o quanto ele estava contrariado. Por pura vaidade, ele era invencível.
Josaeph:Demetria!
O som ofegante do seu nome nos lábios, tão estranho, tão incomum, a fez congelar. Ela virou-se para captar uma expressão no rosto dele que ela não conseguia entender.
Joseph:Vai cavalgar comigo amanhã, _disse ele gentilmente_ Vou levá-la naquele pequeno trecho do riacho onde você e Selena costumavam brincar.
Ela hesitou.
Demetria:Porquê?
Joseph: Talvez eu queira conhecê-la novamente, _disse ele descuidadamente_
Demetria:Alguma vez você me conheceu?
Ele balançou a cabeça.
Joseph:Estou começando a pensar que não. Você vem?
Ela mordeu seu lábio inferior.
Demetria:Se… se Taylor não estiver em casa, eu vou.
Seus olhos estreitaram-se, um músculo pulsando em sua mandíbula.
Joseph:Taylor não voltará, _disse ele tenso_ Ele ligou enquanto você estava fora e pediu-me para mandar seu touro por navio para Mississipi. Ele está a caminho de Hong Kong.
Demetria:Oh.  _Ela virou-se_
Joseph:Não pareça tão desgraçadamente perdida! Meu Deus, Irlandesa, quantos homens são necessários para você ultimamente? _resmungou ardentemente_
Demetria:O que importa para você? _ela devolveu_
Ele ainda não tinha respondido quando ela subiu.



Próximo Capítulo...
   
                Comentem anjos!


terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Cap. 4 (Doce inimigo) Dedicado a Giulianna e A Evelin Pinheiro :)


  Demetria foi cavalgar com Taylor no dia seguinte, assim que terminou com a correspondência que Joseph tinha deixado para ela no gravador.
Taylor:Eu amo este lugar, _com um sorriso, contemplando a floresta verdejante à sua volta_  Eu passei muito da minha infância aqui.
Demetria:Eu e Selena costumávamos brincar de caubóis e índios aqui, lembra? Uma vez preparamos uma emboscada para você no topo de um desses pinheiros. _Disse sorrindo_
Taylor:E pegamos carrapatos, todos nós, ele lembrou alegremente.
Ela estremeceu.
Demetria:Foi horrível!
Taylor:Sem dúvida. _Ele parou e olhou para ela, franzindo a testa_  O que aconteceu com Joseph na noite passada? _perguntou de repente_
Ela sentiu o rubor subir, e desviou o rosto.
Demetria:Mau humor.  _disse ela sem rodeios, ao lembrar como ele deixou a piscina sem olhar para trás logo após o retorno de Taylor. Ele havia deixado a casa não muito tempo depois, e já era de manhã cedo quando Demetria ouviu o carro voltando. No momento em que ela e Taylor chegaram à mesa do café, ele já estava no trabalho. Ela fechou os olhos sobre a lembrança do que ele esteve prestes a fazer, e o que ela tinha quase deixado o fazer. Ela ainda podia ver a boca dura pronta logo acima dela, sentir a sua quente respiração misturando-se com a sua própria. Ela queria tanto aquele beijo que se sentiu dilacerada quando Taylor interrompeu-os.Mas foi melhor assim, ela lembrou a si mesma. Joseph tinha todas as mulheres que precisava, era óbvio. Ele gostava de humilhá-la de qualquer maneira, por isso ela deveria se proteger melhor. Talvez agora que Taylor estava ali…
Taylor:Onde você está?  _perguntou, acenando com uma mão na frente dos seus olhos_
Ela olhou para ele com olhos arregalados.
Demetria:Marte. _ela sussurrou teatralmente_  Lá fora! Explorando lugares estranhos e exóticos com a minha mente!
Ele sorriu.
Taylor:Por que não tentar me explorar com a sua boca?   _olhando de soslaio, levantando e abaixando as sobrancelhas para impressionar_
Ela começou a rir e deixou a Melody cavalgar ao lado de seu cavalo.
Demetria: Você é exatamente o que eu precisava. Oh, estou tão feliz por você ter vindo!
Taylor:Estou contente por você.
Demetria:O que você quer dizer?
Ele a olhou com ar especulativo.
Taylor:Estou falando do primo Joseph. Olhe, sua experiência em persuadir as garotas. Joseph em ação é uma coisa para se contemplar.
Demetria:Não entendi.
Taylor:Ele quer você!
O coração dela parou, e então começou a bater novamente.
Demetria:Ele está apenas brincando,Taylor. Ashley mexeu com seu orgulho e…
Taylor:Ele quer você.  _repetiu calmamente_ Nunca o vi olhar para uma mulher desse jeito antes, com tanta intimidade. Eu não gostaria de vê-lo magoado.
Sua preocupação era reconfortante. Ela estendeu a mão e tocou seu delgado braço.
Demetria:Eu também não quero me magoar.   _ela disse com um sorriso_  Estou com meus dois olhos bem abertos. Não estou enterrando a cabeça na areia.
Ele balançou a cabeça, sorrindo de volta.
Taylor: Minha querida, você sempre foi apaixonada por ele, apesar dos pseudo-noivos. Ele pode não notar, mas eu sim.
Ela mordeu o lábio inferior, olhando para baixo para sua sela.
Demetria: Eu pensei que Sterling poderia…
Taylor: … Compensar?   _ele terminou por ela_  Você deveria saber que não.Demi, você não devia ter vindo para cá.
Demetria:É um pouco tarde agora.   _riu baixinho_
Taylor:Venha para casa comigo quando eu partir, _disse ele calmamente_
Ela olhou para ele, tentando ler o seu rosto fino.
Taylor:Não, não é assim, _ele riu_ Demi, _acrescentou ele, solene, agora_  Eu sei como você se sente. Há uma mulher…que eu daria tudo o que tenho, e um pouco mais; mas ela não se sente assim a meu respeito. E, como você, sei que ninguém mais poderia tomar o lugar dela. Não se deixe ser arrastada e esquartejada desse jeito. Nós consolaremos um ao outro.
Demetria:Um ombro para chorar,Taylor?,  _ela perguntou baixinho_
Taylor:Isso é tudo que posso oferecer! _Ele sorriu de repente_  Você acha que eu estava lhe oferecendo uma grande paixão?
Ela riu com vontade.
Demetria:Deixe-me pensar sobre isso. Agora, estou fazendo um trabalho, e dei a minha palavra.
Taylor:Você é quem deve decidir.Não posso te obrigar a nada. Mas estou lhe oferecendo um refúgio sempre que precisar. E ele nunca te encontrará.
Ela concordou.
Demetria:Obrigada pela opção.
Ele piscou para ela.
Taylor:Você é mais minha prima do que ele. Nós sempre formamos uma dupla terrível.
Demetria:Nós ainda somos. _Ela se inclinou em direção a ele em tom conspiratório_ Vamos arrancar fora o rotor do seu jipe.
— Vamos!
Joseph olhou atentamente para ambos os hospedes na mesa do jantar.
Joseph:Uma coisa estranha me aconteceu hoje. _comentou casualmente_ Tentei ligar meu jipe e estava faltando o rotor.
Emma:O rotor? _pausando ao levar uma garfada de purê de batatas para a boca_ O rotor sumiu?
Demetria levantou as sobrancelhas e encontrou Joseph observando.
Demetria:Que estranho!
        Taylor engasgou com seu café e teve que levantar-se da mesa.
Demetria:Não tenha medo! _disse levantando-se depois dele_  O socorro está a caminho!
Nos próximos dias ela e Taylor, felizmente, foram capazes de se manterem fora do caminho de Joseph. Mas seu humor estava pior do que nunca, e preparar as coisas para o grande leilão não estava ajudando muito.
Billy:Ei, Demetria  _Billy Jones o capataz chamou_  Joseph quer vê-la!
Ela olhou de cima da varanda, onde estava fazendo uma lista para o churrasco do meio-dia no leilão.
Demetria:Bem, aqui estou eu! _chamou alegremente_  Diga a ele para procurar dentro do seu coração! Billy saiu balançando a cabeça e Demetria se arrependeu instantaneamente. Taylor foi chamado numa viagem de negócios pela manhã e ela estava com medo de passar do limite com Joseph sem a proteção de Taylor. Mas a tensão estava começando a afetá-la…
Joseph:Então você está aí, maldita bruxinha, _Joseph murmurou, aproximando-se, o chapéu sobre a testa e a fúria em cada linha de seu rosto duro.Ela sentiu-se encolher, mas manteve os olhos levantados_
Demetria: Sim?
Ele parou na frente dela e arrancou o chapéu, atirando-o para a mesa próxima. Ele se inclinou para baixo, um musculoso braço de cada lado dela na grande e alta cadeira de balanço onde ela estava sentada, prendendo-a.
Joseph:Se eu fosse você, _disse ele em um tom de voz perigosamente suave_ Não pressionaria tanto. Sei tudo o que preciso saber sobre você e o primo Taylor!
Ela sentiu a força bruta na proximidade do corpo enxuto, e isso era perturbador. Demetria:Só porque nós escondemos seu rotor…
Joseph: …E as fitas rosas amarradas no rabo de duas das minhas vacas de leite, e a espuma de banho na piscina, e… _resmungou ardentemente_
Ela corou. Tinha sido realmente engraçado na hora.
Demetria:O problema é que você não tem senso de humor.
Joseph:Você tem o suficiente por nós dois!   _Seus olhos estavam verde dourados como os de uma pantera, naquele rosto moreno, próximo e ameaçador_
Demetria:Mesmo quando Taylor e eu éramos crianças, você conseguia nos fazer sentir como se fossemos criminosos cada vez que fazíamos uma brincadeira, _disse ela à frente aberta de sua camisa xadrez azul, onde os pelos escuros escapavam úmidos de suor_
Joseph:Você chegou bem perto de deixar meus malditos cabelos brancos, algumas vezes, lembrou, e um pouco da raiva o abandonando. Ele sorriu.
Demetria:Então, _ela murmurou e involuntariamente seus dedos subiram até a tocar o prata nas suas têmporas_  Você tem certeza de que não é um sinal de velhice? _acrescentou maliciosamente_
Ele riu baixinho.Todos os anos pareciam sumir quando ele sorria desse jeito, e era o Joseph de sua infância, a maior criatura que seus sonhos podiam produzir, invulnerável e indestrutível.
Demetria:lamento sobre o banho de espuma, mas parecia tão bonito…
Ele torceu uma longa mecha de cabelo dela.
Joseph:A influência de Taylor é ruim para você. E de agora em diante mantenha as mãos longe do meu jipe.
Demetria:Sim,Joseph.
Joseph:Tão meiga! _ele murmurou. Seus olhos desceram para a boca e permaneceram lá por muito tempo. Abruptamente ele pegou-a pela cintura minúscula com ambas as mãos e puxou-a contra ele, segurando-a com tanta força que ela gritou involuntariamente_
Demetria:Sua besta, me solta! _Ela engasgou com raiva_
Sua respiração estava quente em sua têmpora.
Joseph:É perigoso parar de lutar comigo, Irlandesa, _murmurou numa voz estranhamente rouca_  Eu sou um homem, não um menino como Taylor, e não estou acostumado a limites de espécie alguma. É inocente demais para compreender ou quer que eu soletre?
Ela sentiu o corpo musculoso contra o dela e as mãos tensas dele afastando-a e se moveu para pegar as folhas de papel e a caneta que tinha caído no chão.
Demetria:Devo lembrá-lo que você me disse que eu não… atraio você daquela forma, _disse ela através dos lábios apertados, evitando o seu olhar atento_
Houve um silêncio longo e estático entre eles.
Joseph: Você tem a lista do Brent?  _ele perguntou depois de um tempo, e ela ouviu o clique de seu isqueiro pouco antes de uma nuvem de fumaça pairar em torno dela_  Ele vai precisar dessas informações hoje para que possa começar a cozinhar no início da manhã.
Demetria:Estou prestes a terminar, _ela respondeu, sentando-se_  Eu pensei em pedir algumas toalhas de papel, pratos, guardanapos e também utensílios de plástico.
Joseph:Pequena alma econômica, não é? _ele perguntou rudemente_ Eu deveria ficar impressionado?
Demetria:A única coisa que poderia impressionar você, _ela respondeu furiosamente_   é um rolo compressor!
Joseph:Mais comprimido do que impressionado, com certeza! _disse ele com um lampejo de um sorriso_
Ela suspirou profundamente.
Demetria: Você é sem dúvida, o ser humano mais enlouquecedor…!
Joseph:Com o seu cabelo solto assim, _ele murmurou_ e seus olhos verdes como os botões no início da primavera, você é enlouquecedoramente bonita, querida. Apenas certifique-se de não atirar nenhum dos seus doces encantos em Taylor. Eu odiaria como o inferno ter de jogá-lo para fora da fazenda.
Demetria:O que eu faço com Taylor…! ela começou.
Joseph: … É da minha conta, enquanto você estiver na minha fazenda, _disse sem rodeios, os olhos desafiando-a a discutir sobre isso_  Não cometa o erro de subestimar-lo, tampouco. Ele é um homem, e o tipo de provocações que você faz com ele pode parecer um convite.
Sua boca se abriu.
Demetria:Joseph, pelo amor de Deus, eu brinquei com ele toda a minha vida!
Joseph:E enquanto você tinha oito e ele dez anos era seguro. _Seus olhos verdes percorreram sua figura flexível em blusa e calças de um suave marrom_  Querida, já faz tempo que você passou do seu oitavo aniversário. Não tente o destino.
Demetria:Como é estranho você me advertir sobre Taylor, _ela lançou sobre ele_ quando no outro dia ele me advertiu sobre você!
Uma sobrancelha subiu e ela podia ver a malicia brilhando em seus olhos.
Joseph: O que ele disse?
Sua boca abriu para dizer as palavras exatas quando percebeu onde eles estavam e fechou-a novamente. Seu rosto ardia como fogo.
Ele riu baixinho.
Joseph:Então?  _ele cutucou_ Você sabe que eu não vou deixar isso para lá até que você me conte. O que ele disse,Demetria?
Ela se moveu inquieta.
Demetria:Ele disse que você em ação era digno de ser contemplado, _disse ela finalmente_
Joseph:E que mais?
Demetria: Isso foi… tudo, _ela vacilou.Estudou-a por um longo tempo, preguiçosamente alisando o cigarro_
Joseph:Eu acho que posso adivinhar, _refletiu_ E ele está certo, até certo ponto. Eu posso ter qualquer mulher que eu queira. Mas, Demetria, _acrescentou ele, sua voz suave agora_  eu não roubo berços. Ela manteve os olhos baixos, inclinada a argumentar, mas muita esperta para não abrir a caixa de Pandora.
Demetria: Para quando você precisa dessa lista?
Joseph: Em uma hora. Eu tenho que enviar Brent à cidade de qualquer maneira para pegar um material que pedi. E já que minha mãe não voltará antes de dois ou três meses, _acrescentou ele_  você vai ter que atuar como anfitriã.
Demetria:Emma não pode…?
Joseph:Querida, não há nada como uma mulher muito sexy para manter os compradores felizes, _ele zombou. Com um olhar furioso ela disparou contra ele tão dura quanto as palavras_
Demetria:Eu não vou ser usado como uma…! _Ele inclinou-se, sua respiração misturada a dela, interrompendo o discurso eficazmente apenas se aproximando. Seus olhos ardiam profundamente_
Joseph:Dez anos, _ele murmurou_  e você ainda não sabe quando estou provocando ou não. Eu não pretendo usar você como isca. E, se alguém encostar um dedo em você, eu quebrarei os dois braços dele. Satisfeita? Seus olhos se arregalaram, sua expressão confusa.
Demetria:Joseph, por que…?
Seu dedo tocou seu nariz levemente.
Joseph: Termine sua lista. Estou até o pescoço de trabalho. _Ele virou-se bruscamente e deixou-a olhando para ele_
 


 
Próximo Capítulo...

        Comente please, beijos tomare que tenham gostado :)


                    

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Cap. 3(Doce Inimigo)Parte II Doce Inimigo (BIG)Dedicado a Evelin Pinheiro e ananimo primeiras a comentar!

Capítulo 3

Ela corou furiosamente e afastou seus olhos...
Demetria:Eu… Eu realmente não preciso de lições, obrigada, _Disse  breve. Empurrou para longe sua mão magra. _ Gato escaldado, tem medo de água fria,Joseph. Você não vai me ter de joelhos novamente, nunca mais!
Ele não pareceu ser perturbado pela explosão passional. Apenas sorriu.
Joseph: Não? Não me subestime, querida.
Demetria:Aprendi cedo a não subestimar o inimigo, _respondeu ela_
Ele saiu rindo enquanto Emma voltava com o café e um prato de ovos com bacon e biscoitos frescos.
Emma:Agora, o que deu nele? _ela perguntou curiosa_
Demetria:O diabo.  _Disse firmemente_
Demetria estava terminando um anuncio sobre o leilão para o jornal semanal local quando ouviu um súbita e alta batida na porta da frente, e os passos rápidos de Emma para atender. Depois o barulho da porta sendo aberta e um grito exultante de Emma, então duas vozes se misturaram, a animada de Emma e um riso agradável masculino.
—Demi! Venha aqui! Emma chamou agitada, Demi enfiou a cabeça pela porta e seus olhos se encontram com um par de olhos verdes escuros em um rosto profundamente bronzeado e delineado por um espesso cabelo preto.
Taylor: Bem, calo minha boca, se não é a garota que eu jurava amor eterno no palco em nossa peça da sexta série! _Sorriu, com os olhos brilhando para ela do hall_
Demetria:Olá, Senhor “Eu-Sou-o-Tal”, onde estão suas amarras?!
Ele abriu a porta e apertou-a em seus braços delgados, estalando um beijo na sua bochecha.
Taylor:Por Deus, você cresceu,Demi! _Ele brincou, dando-lhe uma longa avaliação dos pés a cabeça. — Você ficou bonita assim em apenas quatro anos?
Demetria: Este não é o meu verdadeiro rosto, você sabe, _ela sussurrou em voz baixa. _ É a máscara que uso para não mostrar minhas verrugas verdes!
Taylor:Ainda as tem, hein?  _Disse ele com falsa resignação, balançando a cabeça._ Eu avisei sobre beijar os sapos e não a mim?
Emma:Vocês dois! _Emma riu, olhando para eles._ Sempre brincando um com o outro. Vocês deixavam Joseph de cabelos brancos quando eram crianças.
Taylor:Falando do velho dominador, onde ele está? _Sorriu_
Demetria:Lá fora, colocando fraldas nos seus novilhos. _Disse a ele. — E fitas em suas vacas e casacos à noite em seus bois. Haverá um leilão na próxima semana.
Taylor:Eu sei, _Disse a ela_ É por isso que eu vim. Estou de olho nesse touro Hereford premiado do primo Joseph.
Demetria:Falando de fazendas imensas, como é o Mississipi?
Taylor:Verde e bonito. Porque você não vai me visitar?
Ela deu de ombros.
Demetria:Estou trabalhando. Por acaso, sou secretária temporária de Joseph no próximo par de semanas. É por isso que estou aqui.
Ele balançou a cabeça.
Taylor:Eu ouvi que Ashley o deixou, _Disse com um suspiro profundo_  Eu não esperava nada menos que isso. Pensei que Joseph entre todas as pessoas tivesse mais bom senso…
Emma:E eu acho que todos fizeram uma idéia errada. _Disse calmamente_ Joseph não estava apaixonado por Ashley. Ele não estava pensando em casamento, tampouco. Ele é um homem normal, saudável, e ela era uma mulher sofisticada que conhecia os riscos. E isso é o suficiente sobre o assunto. Vamos, Taylor, Joseph ficará tão surpreso…
Taylor:Vejo você em poucos minutos, Demi.  _Disse animado_
Taylor estava se trocando para a ceia, quando Joseph entrou, empoeirado, cansado e de péssimo humor. Seus olhos se estreitaram fitando Demetria, que terminava uma última carta na sua mesa.
Joseph: Não estava com fome? _ Perguntou ele sem preâmbulo_
Demetria:Fome?         _Disse olhando firmemente pra ele_
Joseph:Durante o jantar...   _ afirmou categoricamente_
Ela lembrou o que ele disse a ela no café da manhã e começou a ruborizar.
Demetria:Você estava brincando…       _Disse fracamente_
Joseph:O inferno que estava.   _ele respondeu, os olhos apertados, ameaçadores_
Ela abriu a boca para falar quando Taylor chegou na porta e bateu nas costas de Joseph.
Taylor:Oi, primo! _ele disse alegremente enquanto Joseph girava, atordoado, para enfrentá-lo_  Surpresa, surpresa!
Joseph:Meu Deus, o que está fazendo aqui? _Perguntou irritado_
Taylor:Eu vim para o leilão!  _foi a resposta imperturbável_Você me convidou, lembrou ao homem mais velho.
Joseph:Para o leilão, não para o verão! _As sobrancelhas de Taylor ergueram-se, alegremente ignorando o mau humor de Joseph._ O touro te chifrou ou algo assim? _ele perguntou agradavelmente, estudando a roupa empoeirada e manchada de sangue do homem mais alto.
Demetria abafou um riso, mas não antes de Joseph lançar um olhar estreito em sua direção e olhar para seu rosto.
Emma: Ah, você está em casa! _Sorriu para Joseph da porta. — Olhe quem está aqui. Não é agradável ter Taylor de volta?
Joseph:Encantador _ Concordou_ Perdoem-me, vou lá em cima colocar uma arma na minha cabeça em honra da ocasião.
Três pares de olhos perplexos seguiram sua figura alta como ele subia as escadas.
Taylor: Ele não parece bêbado, _Comentou casualmente_
O humor de Joseph parecia ter melhorado quando voltou, seu cabelo escuro ainda úmido do banho, vestia um par de calças escuras e uma camisa de seda verde aberta no pescoço, num tom que combinava com seus olhos. Ele parecia ter decidido ser agradável com Taylor, alongando-se no assunto sobre o gado e o manejo da terra, de tal forma que Emma e Demetria esqueceram-se deles e conversaram sobre roupas durante toda a refeição.
Taylor:Eu não andei por aí ainda. _disse enquanto eles tomavam o café na sala de estar_ A piscina ainda está lá e cheia?
Joseph:Está,  _disse agradavelmente_ Quer nadar?Demetria? _acrescentou ele, olhando para ela_
Demetria:Se você me deixar usar um biquíni , em vez de empurrar-me completamente vestida. _disse docemente_
Joseph:Querida, será um prazer. _ disse numa voz que a fez sentir arrepios na espinha_
Taylor:Perdi alguma coisa? _Disse piscando_
Demetria:No verão passado, _explicou_ ele me jogou no rio vestida.
Joseph:Você me chutou primeiro, _respondeu imperturbável_
Demetria:O que eu devia fazer, ficar lá e deixar aquela cobra estúpida me morder primeiro?
Joseph:Você acha que mataria a maldita coisa com um punhado de pedrinhas?
Demetria:Eram pedras, e eu…!
Taylor levantou-se. — Se vocês querem fazer isso corretamente, por que não marcam um horário e se encontram na parte inferior da pastagem ao nascer do sol?
Joseph deu-lhe um olhar que o enviou para as escadas. — Estarei lá depois de colocar meus shorts. Você vem,Demetria?
Ela olhou para Joseph. — Por que não?
A piscina era olímpica e a água agradavelmente fresca. Demetria flutuava calmamente, seu corpo esguio escassamente coberto por um biquíni, os longos cabelos flutuando atrás dela. Ela e Taylor tinham feito duas voltas lado a lado quando Joseph se juntou a eles. Piscina era uma coisa que raramente usufruía acompanhado e nunca com estranhos. Uma longa cicatriz irregular branca corria do centro do seu amplo peito ao longo da pele bronzeada até seu plano estomago. Outra era visível em sua musculosa coxa. Ele as chamava de recordações, de um combate de anos atrás, quando ele não conseguiu mergulhar longe o suficiente para se livrar de uma chuva de estilhaços. Para Demetria, ele não tinha ficado nem um pouco desagradável, a única coisa sobre ele que sacudia sua visão era o corpo poderoso e bronzeado sem o verniz de roupas para torná-lo menos sensual. Mas Joseph era sensível quanto as suas cicatrizes, de modo que ela nunca as mencionava, nem Taylor.
Eles relaxavam na água tranquila, sem conversar por alguns preguiçosos minutos, até Emma destruir a paz, chamando Taylor para atender ao telefone.
Emma:Eles acham você onde quer que vá, _Taylor gemeu e puxou seu corpo esbelto para fora da água_
Taylor: Continue sem mim,Demi. Joseph te salvará se você se sumir na água pela terceira vez.
Demetria:Quer apostar? _ela murmurou, mas ele não a tinha ouvido_
Joseph submergiu ao seu lado, balançando a cabeça escura para tirar o cabelo dos olhos, as mãos magras tocando sua barriga nua, enviou um arrepio de prazer selvagem através de seu corpo esbelto enquanto ele se aproximava e puxava o corpo dela contra o dele.
Joseph:O que você quis dizer com aquilo?   _perguntou, seus olhos ardentes nos dela, as pernas musculosas entrelaçadas com as dela sob a água_
Demetria:Que você provavelmente gostaria de me afogar, _disse vacilante, calafrios começaram a correr por seu corpo_ Por favor, deixe-me ir. Estou com frio.
Joseph:Frio ou excitação? _perguntou, o rosto solene, seu olhar questionando_ Você sempre teve uma quedinha por Taylor, não é, Irlandesa?
Demetria:Nós nos damos muito bem.
Joseph:E você e eu não, afirmou categoricamente.
Demetria:Isso é o que você está dizendo,Joseph…  _Suas mãos o empurraram, tocando a grossa cicatriz em seu peito. Seus olhos foram impelidos para baixo permanecendo sobre o espesso emaranhado de pelos molhados que parecia estranho e novo ao seu toque. Seus dedos traçaram suavemente, em seguida, mudaram-se para o tórax, largo e rígido que estava gelado pela água. Um choque percorreu-a quando ela percebeu o que estava fazendo e tirou a mão como se a carne dele a tivesse queimado_
Ele pegou sua mão e colocou-a no seu ombro, segurando-a ali enquanto estudava seu rosto abatido. —Demi, não, disse ele gentilmente.
Demetria:Sinto muito, _ela murmurou em um tom cortante_  Eu não queria…
Ele pegou um punhado de seu cabelo molhado e puxou seu rosto contra ele até estar sufocada contra a carne gelada e bronzeada, os cabelos ondulados fazendo cócegas no seu nariz.
Joseph:Meu Deus, eu gosto quando você me toca, _ele sussurrou em seu ouvido, rouco, uma nota estranha em sua voz_  Não há nada para se envergonhar. É natural uma mulher ser curiosa, especialmente quando ela é inexperiente. Seus dedos apertados em sua nuca.
Contra ela, sob a água, podia sentir a batida pesada e firme do seu coração.
Joseph:Vem cá, querida, _ele sussurrou, e passou os dois braços em volta dela, engolindo-a, em um abraço que reuniu as estrelas para dentro da piscina com eles. Ele trouxe-a para perto lentamente, segurando-a, esmagando-a, machucando-a_
Joseph:Dê-me sua boca, _disse com voz rouca_
Queimando, faminta, ela levantou o rosto para seus olhos em chamas e viu eles descerem para seus lábios com algo parecido com reverência. Este era Joseph, o Joseph, que brincava com ela e a atormentava, que era como uma grande parte de sua infância na fazenda, os cavalos. Mas nunca tinha sido assim, nem em toda sua selvagem imaginação juvenil. Ele era um homem mais velho que ela, experiente, confiante. E sua inexperiência não era páreo para a fome que lia em seu rosto.
Joseph:E agora, _ele sussurrou aproximadamente, inclinando a cabeça escura_ Agora eu vou lhe mostrar sensações que você nunca soube que poderia sentir, pequena inocente. Vou mostrar a você como ser uma mulher…
Ela estava tremendo, impotente, enquanto ela esperava sem fôlego para sentir a sua dura boca na dela. Ela começou a falar, para dizer alguma coisa, qualquer coisa, quando a porta do pátio se abriu e quebrou o feitiço.
Ela sentiu um arrepio correr pelo corpo rígido de Joseph quando ele soltou-a e mergulhou na água. Taylor chegou correndo, os pés descalços batendo no concreto molhado, e mergulhou respingando água para todos os lados.




Próximo Cápítulo....






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