Eles
montaram em um silêncio de companheirismo por vários minutos, e
Demetria sabia que ela tinha um tesouro desta vez que guardaria como
ouro quando deixasse o rancho. Os olhos dela dispararam em sua direção
quando ele não estava olhando, traçando o perfil bem definido, os
poderosos ombros, as costas retas. A visão dele era como uma bebida
gelada no deserto. Ela desejava ter trazido sua câmera, para poder ter
uma foto dele para levar para casa e… suspirou. Iria levar uma foto dele
em seu coração até o dia em que morresse. Isso teria que ser
suficiente.
Joseph:O que você está pensando?
Demetria:Lembranças,
_ela suspirou, sorrindo para a vastidão do campo e como eles
controlavam as rédeas sentados calmamente em suas montarias, lado a
lado_ Muitas lembranças. O prado onde Selena e eu costumávamos pegar
flores do campo, as nogueiras, que davam um delicioso fruto no outono,
o…
Joseph:O riacho onde quase fiz amor com você?
Ela olhou para ele, corando, os olhos sobre a aba do chapéu, puxado para baixo sombreando seus olhos brilhantes.
Demetria:Você é sempre convencido assim ou tem que se esforçar para isso?
Joseph:Você
me deixa vaidoso, pequena, _ele respondeu rapidamente_ Meu Deus, se
você reagisse ao seu tolo e pobre noivo da mesma maneira que reage a mim
fisicamente, você ainda estaria noiva!
Ela apertou os dentes, ignorando-o.
Ele
jogou a perna por cima da sela, enquanto acendia um cigarro. Empurrou a
aba do seu chapéu para trás, os olhos em seu rosto ardendo, mesmo a
distância, verde, impetuoso e estranho.
Joseph:Como foi,Demi? _perguntou
ele com um chicote, profunda baixa em sua voz_ Como é a sensação de me
beijar? Você queria isso desde que tinha dezesseis anos. Valeu a pena
sonhar acordada?
Ela estudou as mãos trêmulas sobre as rédeas, quase não acreditando que o pesadelo retornava.
Ele jogou o cigarro longe.
Joseph:Sem
resposta? Talvez eu tenha te decepcionado, _ele continuou sem piedade,
estreitando olhos_ A paixão não resiste às exigências que um homem faz a
uma mulher, pequena? A realidade sempre supera os sonhos. Pena você não
ter percebido isso quatro verões atrás.
Demetria:Amém, _ela sussurrou por entre os dentes_ Isso foi…
Ele riu, e o som áspero doeu mais do que as palavras.
Joseph:
Eu não poderia pensar em uma melhor maneira de curar você, querida.
Tive todas as honras que um herói deveria ter. Fiz um favor a nós dois.
Demetria:Obrigado, _disse ela em um sussurro pálido_ Depois do fracasso do meu noivado, era tudo que eu precisava.
Joseph:Você está partindo meu coração.
Demetria:Você não tem um! _ela atirou de volta, com os olhos ardendo as lágrimas fluindo enquanto olhava para ele_ Você não saberia o que fazer com ele se tivesse um.
Ele deu de ombros, levando o cigarro aos lábios cinzelados.
Joseph:Talvez,
_ele respondeu calmamente_ Mas é melhor você agradecer sua estrela da
sorte que eu tenha uma consciência, senhorita, ele acrescentou:Eu
poderia ter tido você.
Era a verdade, e doeu como o inferno, e ela fechou os olhos pela dor e a vergonha.
Joseph:Paixão ou não, você me queria! _ele rosnou, denotando fúria em cada linha de seu rosto_
Demetria:Para
minha eterna vergonha, _ela suspirou devastada. Seus olhos brilhavam
pelas lágrimas e dor ao encontrar com os dele_
O rosto dele enrijeceu como pedra, como se ela tivesse dado um tapa nele.
Demetria:Irei embora pela manhã, com Selena ou sem Selena, _ela sussurrou com voz rouca_ Fui torturada o suficiente para o resto da vida!
Ela
girou a égua e incitou-a em um galope às cegas de volta para casa,
inclinando-se na sela, como se demônios a perseguissem. Mas Joseph não a
seguia. Ele estava sentado congelado na sela, com os olhos em branco e o
cigarro queimando esquecido na mão.
O jantar foi um calvário e Demetria não teria sentido a menor pontada na consciência por perdê-lo se não fosse por Emma.
Ela
não olhou ou falou com Joseph durante toda a refeição. Emma, tentou
manter uma conversação que se transformou em um monólogo sobre o tempo, o
governo, e as guerras napoleônicas. Mas era uma causa perdida. Nenhum
deles sequer levantou os olhos.
Demetria
ajudou a tirar a mesa, enquanto Joseph se enfiava na sua caverna e
fechava a porta atrás dele com uma força que sacudiu as janelas.
Emma:Isso é porque você vai embora amanhã? _perguntou enquanto lavava os pratos_
Demetria:Não sei. _Ela secou um prato e guardou_ Nós tivemos uma discussão, enquanto estávamos cavalgando.
Emma:Vocês
têm discussões desde que você tinha oito anos de idade, querida, mas
ele nunca bateu portas ou deixou um bom café na xícara, sem sequer
prová-lo. _Emma olhou suplicante_ Demi, não vá. Não assim.
Demetria: Você não entende, Emma, tenho que ir, _disse ela tristemente_
Emma:Por quê? Porque você está com medo que ele faça você desistir?
Seu rosto se ergueu, o espanto em seus olhos claros.
Emma:Oh,
sim, eu sei, Emma _disse suavemente_ Está escrito em você. Você não
sabe por que ele mantém Taylor longe daqui? Por que ele não consegue
tirar os olhos de você ultimamente?
Ela baixou os olhos para a água com sabão na pia.
Demetria:Não posso dar a ele o que ele quer.
Emma:Você sabe o que ele quer,Demi?Será que ele sabe?
Demetria:Oh, sim, _ela respondeu amargamente_ Ele quer alguém para idolatrá-lo.
Emma:Não é estranho, quando ele nunca pareceu se importar com isso antes?
Demetria atacou outro prato com o pano.
Emma:Fique mais um dia, _insistiu_ Selena vai estar aqui de manhã e tudo será melhor. Você vai ver.
Demetria:Emma…!
Emma:Leve o café para ele.
Demetria:E ter a minha cabeça arrancada?
A mulher mais velha tocou a mão dela delicadamente.
Emma:Demi,
você não pode deixar que isso se arraste por mais tempo. Vai te fazer
em pedaços. Leve o café, converse com ele.… Eu acho Demi, que ele está
mais magoado do que com raiva.
Demetria:Você não pode atingi-lo nem com uma bomba. Ele é invulnerável, _ela rosnou_
Emma:Vá em frente.
Ela
deu um último olhar ressentido para Emma e com um suspiro relutante,
pegou a xícara de café quente e levou para o escritório.
Era como se estivesse diante de um leão em seu território, pensou, enquanto entrava após um rude
Joseph:Entre!
_Ela empurrou a porta, fechou-a atrás dela e levou o café para a sua
grande mesa de carvalho. Ele estava em pé no pátio, o ombro contra o
batente, um cigarro na mão,ele virou-se para olhá-la servir a xícara, e
ela quase prendeu a respiração na pura masculinidade que parecia
irradiar de seu corpo, alto e poderoso. Sua camisa estava desabotoada
pelo calor, solta em seus ombros largos, revelando uma faixa de pelos
escuros que recobria suavemente os músculos bronzeados do seu peito e
estômago. Seu grosso cabelo estava desgrenhado, como se seus dedos
tivessem trabalhado sem descanso sobre ele. Seus olhos estavam
angustiados, solenes e mais escuros do que ela já tinha visto_
Demetria:Eu…
Emma disse para… para trazer um café para você, _ela hesitou, vacilante
com as palavras enquanto ele afastava os ombros da porta e vinha em sua
direção_
Joseph:Onde está a sua xícara? _perguntou ele calmamente_
Demetria:A minha?
Joseph:Você poderia tomá-la comigo.
Demetria:Oh. _Ela estudou o tapete_ Eu tomei a minha na cozinha.
Ele sentou na beirada da mesa e esmagou o cigarro.
Demetria:Eu não quero que seja assim, _ela sussurrou tristemente_ Eu não quero sair daqui com você me odiando…!
Joseph:Eu não odeio você, _respondeu ele profundamente_
Não, ela pensou, porque era necessário emoção e não havia isso nele. Ele estava simplesmente indiferente.
Ela estudou os sapatos.
Demetria:De qualquer maneira, _disse calmamente_Obrigado por me deixar vir. Lamento deixá-lo sem uma secretária…
Joseph:Você
não deixará, _disse ele friamente_ Eu encontrei com Ashley, enquanto
estive fora. O casamento dela durou uma noite. Ela estará aqui na
segunda-feira. _Ele sorriu despreocupado_ Então, pequena, você escolheu
um bom momento para ir. Sem problema.
Ela sorriu, apesar da dor pulsando no seu coração.
Demetria:Sem problema, _ela repetiu_ Bem, boa noite…
Joseph:Leve
isso contigo. _Esvaziou a xícara e entregou a ela. Mas quando seus
dedos se tocaram, ele sentiu um tremor frio nela e algo pareceu explodir
em seus olhos_ Fria como gelo, _ele murmurou por entre os lábios_ Mas
só por fora. Suas mãos a puxaram pelos ombros, aproximando-a dele. Na
posição em que ele estava meio sentado, ela ficava em um irritante nível
em seus olhos_ Você não reconhece o quanto eu a afeto, Irlandesa?
_rosnou com raiva_
Demetria:Não…
_ela suplicou, toda a luta abandonando-a diante da fúria implacável que
leu em seus olhos_ Joseph, por favor, deixe-me ir, não…
Joseph:Não
o quê? Envergonhada? _ele zombou_ Ele pegou a xícara de suas mãos e
atirou-a na mesa. Suas mãos magras segurando seus ombros violentamente,
estreitando-a contra ele.
Demetria:Joseph,
eu sinto muito! _ela sussurrou, percebendo finalmente o que estava
errado. Ela feriu seu orgulho, e agora ele queria vingança_
Joseph:Você não sabe o que é vergonha, _ele rosnou, inclinando a cabeça_ mas vou te ensinar.
Demetria:Joseph
…! _Sua voz interrompida no grito de súplica, enquanto a boca dele
descia dura contra a dela e lhe ensinava como um beijo podia se
transformar em uma punição.Ela tentou lutar contra os impiedosos e
rígidos braços que a seguravam, mas não conseguia se livrar, não
conseguia respirar… cedendo à força que era muito maior do que a
dela.Então, como mágica, o esmagamento de seus braços musculosos
relaxaram, embalando-a, agora tão delicadamente quanto a tinha machucado
antes. A pressão da sua boca diminuiu, tornando-se macia e cuidadosa,
persuadindo_
Joseph:Demi,
_ele sussurrou contra os lábios machucados, deslizando as mãos sob a
barra da blusa para queimar contra a carne nua das costas_Demi, você é
como a seda.
Os
dedos dela enrolados no algodão de sua camisa enquanto ela se
inclinava, ofegante, enquanto ele brincava com sua boca, provocando,
pequenos beijos que acendiam fogueiras em sua mente. Suas mãos quentes a
trouxeram para mais perto ainda, levemente áspero ao acariciar sua pele
suave.
Joseph:Toque-me, _ele murmurou roucamente_ Toque-me, querida.
Involuntariamente,
as mãos delgadas foram da camisa de algodão para os músculos quentes e
bronzeados de seu peito largo, enredando na macia massa de pelos pretos
enquanto ela acariciava-o cegamente, sentindo a sensual masculinidade
dele, afogando-se no aroma picante da sua colônia com sensação após
sensação caindo sobre ela.
Joseph:Assim, feiticeira, _murmurou ele_ é isso.Demi, abra a boca, só um pouco. Eu quero prová-la…
Queimando
com a fome que ele criou nela, rendeu-se impensadamente enquanto ele
abria seus lábios macios e puxava-a completamente contra seu corpo,
muito quente, pressionando até que ele ouviu o gemido sufocado em sua
boca.
Joseph:Aquele seu noivo frouxo nunca te beijou assim,Demi? _ele rosnou com a voz rouca_ Será que ele te excitava até que você gemesse contra a boca dele?
Demetria:Oh,
não, _ela confessou vertiginosamente, com as mãos delgadas fazendo um
protesto indiferente contra o prazer que ele estava lhe causando_
Joseph:Por
que não? Você quer isso, _ele sussurrou_ Sua boca acariciando
preguiçosamente ao longo da sua, aberta, úmida e deliberadamente
sensual_ Você quer as minhas mãos e meus olhos em cada centímetro deste
doce corpo jovem, não é,Demetria? Responda-me. Não quer?
Sua voz respondeu em um soluço.
Demetria: Sim! _ela chorou_ Maldito, sim!
Joseph:Peça-me de forma doce e agradável,Demetria, _ele zombou_ Diga, por favor,Joseph, diga, Irlandesa. _Murmurou_
Seus olhos se abriram lentamente, brilhando com ansiedade e amor.
Demetria:Por favor, _ela respirou contra sua dura e torturante boca_ Por favor,Joseph…
Suas mãos contraíram-se em sua cintura, e de repente ele afastou-a. Um frio, sorriso implacável em sua boca.
Joseph:E assim, Srta. Lovato, o placar se iguala. Você queria algo para se envergonhar. Conseguiu!
Levou
alguns segundos para ela perceber o que ele tinha dito e o que ele
tinha feito. Seu rosto ficou vermelho, depois branco. Mortalmente
branca. Envergonhada… igualar o placar… Ela se afastou dele entorpecida,
sentindo como se tivesse sido golpeada com toda a força por aquela mão
bronzeada e elegante.
Ele
acendeu um cigarro calmamente, os olhos apertados observando sua
expressão atordoada enquanto ele fechava o isqueiro e guardava-o no
bolso.
Joseph:Você
me seguia por aí como um maldito cachorro de estimação desde que tinha
cerca de oito anos, _observou ele_ Para referência futura, estou cansado
disso. Eu não vou ser um substituto de um noivo galinha, ou um bálsamo
para um coração partido. A partir de agora, se quiser fazer amor,
procure em outro lugar. Estou cansado de dar-lhe lições. Seu rosto
ficou, se isso era possível, ainda mais branco. Sua boca se recusou a
formar as palavras que diria a ele quão odioso ela pensava que ele era.
Por dentro, ela se sentia derrotada, ferida. As lágrimas indistintas em
seus cílios longos, as lágrimas que ela virou-se para impedi-lo de ver.
Ela foi às cegas em direção à porta.
Joseph:Sem réplicas,Demi? Ele repreendeu.
Sua mão tocou a maçaneta.
Joseph:Gostaria de um beijo de adeus? _ele insistiu_
Ela abriu a porta e saiu.
Joseph:Irlandesa!
Ela
fechou a porta atrás dela e foi cega e rapidamente subindo os degraus.
Atrás dela estava vagamente ciente da abertura da porta de novo, de
olhos a seguindo. Mas ela não parou ou olhou para trás. Nem uma só
vez....
Próximo Capítulo....
Com um coment posto o proximo!
Adorei o cap, Joe ele é chato em !
ResponderExcluirKkkk que nada
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