sábado, 9 de março de 2013

Capítulo 9 Parte I(Doce Inimigo)


Dia seguinte...
Joseph:Isso é o melhor que você pode fazer, Irlandesa? _provocou-a enquanto ela puxava a si mesma ao longo das barras paralelas no ginásio improvisado que ele tinha equipado para ela_
Ela olhou para ele, penosamente arrastando as pernas fracas ao enquanto os braços suportavam seu peso.
Demetria:Experimente! _ela ofegou_ Você acha que poderia fazer melhor?
Joseph:Claro, _ele riu_
Ela parou para recuperar o fôlego.
Demetria:Você, é um feitor de escravo.
Joseph:Eu vou ver você em pé em duas semanas, _disse ele presunçosamente_ Se, acrescentou sombrio_  parar de trapacear. Use seus pés, Demi, não os braços. Fique em pé, maldição!
O lábio inferior tremia. Lágrimas formaram em seus olhos.
Demetria:Você acha que não estou tentando? _gritou ela_
Ele se aproximou, erguendo-a nos braços como uma criança chorosa. Levou-a para uma poltrona perto da janela e afundou-se nela, segurando-a no colo até a tempestade passar. Ele colocou um lenço na sua mão e sentou-se para trás, vendo-a secar as evidências.
Demetria:Sinto muito.
Joseph:Você é humana.Assim como eu, embora acho que você não gostaria de acreditar nisso. Não quero amedrontar você, mas nunca vai ficar sobre seus pés novamente a menos que você tente andar. Arrastando-se não vai adiantar, baby.
Ela bateu o punho pequeno contra o peito largo sob a camisa cinza escuro.
Demetria: Estou tentando!
Joseph:Tente com mais afinco.
Ela olhou para ele com todas os sentimentos contidos de raiva que sentia.
Demetria:Eu gostaria de bater em você!
Seus olhos se estreitaram.
Joseph:Toda essa doce e selvagem emoção, _ele sussurrou_ e nenhuma maneira de colocá-la para fora, é isso? Deixe-me ajudá-la…
Ele pegou o rosto com as duas mãos e levou-o até sua boca, beijando-a de repente, violentamente, com uma força que a fez se agarrar aos seus ombros para firmar-se. Sentia a ferocidade em seu próprio sangue partindo dele, queimando-o de volta, em uma resposta melhor do que lágrimas. Com um forte gemido, os braços a volta de seu pescoço, a boca aberta sob sua avidez, ela devolvia-lhe o beijo, com cada partícula de força em seu corpo e com todos os anseios que sentia por ele desde a adolescência. De repente, ele se afastou, os olhos ardendo, sua respiração entrecortada como se não conseguisse controlá-la.
Joseph:Meu Deus, _ele respirou irregularmente, suas mãos segurando seus braços, como grampos de aço_ O que você está tentando fazer comigo?.
Entorpecida, vagamente embaraçado com sua resposta apaixonada, ela desviou os olhos sua garganta bronzeada.
Demetria:Você começou… _ela acusou trêmula_
Joseph:É tudo que posso fazer é terminar, tolinha, _disse ele profundamente. Ele levantou-se abruptamente, encontrando seus olhos enquanto colocava as mãos dela nas barras, explorando o silêncio que tinha surgido entre eles_
Joseph:Quanto mais cedo eu te tirar daqui, melhor, _disse ele em tom firme_ Agora, levante-se, caramba!
Atingida pela raiva em sua voz e com a admissão de que ele queria se livrar dela, forçou seu corpo ficar ereto, forçando os músculos das pernas a se mover.
Demetria:Eu vou andar mesmo que isso me mate.
Joseph:Não me diga, _respondeu ele_ Mostre me.
Demetria:Afaste-se e veja então. _E ela moveu suas pernas, pela primeira vez_
A partir desse primeiro passo, veio um segundo, um terceiro e, finalmente muitos outros que a levaram por todo o comprimento das barras paralelas. Foi a maior sensação de realização que Demetria já tinha sentido e melhor do que qualquer remédio. Ela poderia andar de novo. Ela poderia andar sozinha. Ela poderia andar para bem longe de Joseph.
Não que isso parecesse incomodar Joseph. Uma vez que a viu se movimentar sozinha, ele pareceu desaparecer, deixando-a com Emma e Selena para lhe dar apoio moral enquanto ele viajava a negócios. Ele mantinha distância, exceto durante as refeições, quando a conversa era mantida nos assuntos gerais. Com Demetria era cortês e educado, nada mais. Era pior que antigamente, quando brigava com ela. Isso doía.
Selena estava sentada com ela uma noite, quando Joseph passou pela porta aberta com pouco mais de um olhar e um aceno de cabeça. Demetria murmurou algo baixinho e Selena levantou-se e fechou a porta.
Ela se virou, olhando curiosamente Demi.
Selena:Você o odeia tanto assim? _ela perguntou suavemente_
Demetria:_empurrou uma mecha de cabelo para longe de seus olhos_ Estou indiferente, _ela mentiu_ Insensível, talvez. Eu não acho que haja emoção suficiente em mim para sentir ódio.
Selena:È bem feito.Por todos os corações que ele quebrou ao longo dos anos, ele merece isso.
O coração de Demetria saltou e disparou, mas a emoção não mudou sua expressão tranquila.
Demetria:O que você quer dizer?
Selena:Se você tivesse visto a cara dele quando atendeu a ligação sobre seu acidente, você não teria que perguntar. _Selena suspirou enquanto afundava na cadeira ao lado da cama de Demi_ Ele ficou mais branco do que um lençol. Nunca vi Joseph assim, em toda a minha vida. Ele foi direto para a pista, sem bagagem. E quando chegou a Miami, só a deixava para dormir e não por muito tempo. _Selena estudava as unhas_  Os médicos lhe disseram que você não estava reagindo, que não estava tentando viver. Ele não aceitou isso. Sentou-se, segurou sua mão e falou com você… Eu fiquei lá por dois dias, então ele me fez voltar para casa, quando viu que ia dar tudo certo. _Ela sorriu_ Ele disse que alguém tinha que cuidar do rancho, enquanto ele estava fora.
Demetria olhou para ela por um longo tempo antes de falar.
Demetria:Eu não me lembro de nada… _Ela suspirou_ Oh, Selena, eu sinto muito por preocupar a todos. Foi tão estúpido…
Selena:Poderia ter acontecido com qualquer um de nós. Tudo o que eu queria era fazer você entender que Joseph se importa.
Demetria sorriu melancolicamente.
Demetria:É culpa, Selena, e não cuidado, _ela corrigiu gentilmente_ Ele… ele disse algumas coisas muito cruéis para mim na noite anterior em que sai da fazenda para Miami. Acho que nenhum de nós jamais esquecerá. Deus me ajude, _disse ela, fechando os olhos sobre as memórias_ Acho que não posso esquecer ou perdoá-lo, ainda, pelo o que ele me fez naquela noite.
Havia um silêncio tão mortal no quarto que Demetria rapidamente abriu os olhos e encontrou Joseph em pé na porta o rosto congelado, o seu olhar escuro, silencioso e levemente violento. Era evidente que ele tinha ouvido aquelas palavras.
Joseph:Eu queria lembrar que Jones trará amanhã de manhã aquele touro, _disse  a Selena, sem se preocupar em dispensar outro olhar a Demi_ Tenho uma reunião em Atlanta, por isso não vou estar de volta até bem tarde. Os peões devem colocá-lo no novo curral e examiná-lo.
Selena:Cuidarei disso...Você vai de manhã?
Ele balançou a cabeça positivamente.
Joseph:Boa noite.
Ele se foi, e Selena encontrou os olhos magoados de Demetria no silêncio que se seguiu.
Selena:Demi, o que aconteceu? _perguntou ela suavemente_
Mas Demetria balançou a cabeça com um sorriso triste. Ela não suportaria contar. Para ninguém.
Já era tarde e a casa estava a muito adormecida, mas Demetria não podia nem fechar os olhos. Com um suspiro silencioso, ela finalmente desistiu e saiu da cama, cuidadosamente vestiu seu longo robe verde, andou pelo corredor escuro e desceu as escadas.
Suas pernas ainda estavam lentas, mas no seu tempo, conseguiu chegar na cozinha sem tropeçar. Uma xícara de chocolate quente, pensou, era o que precisava para dormir. Falhando isso, ela estava pronta para tentar um martelo.
Enquanto o leite estava aquecendo, pegou uma pesada caneca e encheu-a com moderação, com uma colher de sopa de açúcar e uma de chocolate. E o tempo todo, ela maldizia sua própria língua pelas palavras que Joseph tinha ouvido. Depois de tudo que ele tinha feito por ela, tinha lançado tudo daquele jeito e ele tinha ouvido. Seus olhos fecharam-se com a dor. Ela realmente não queria ter feito aquilo.
Ela derramou o leite quente na caneca em cima do açúcar e do chocolate. A abertura repentina da porta a assustou, e ela quase deixou cair a panela. Virou-se para encontrar Joseph em pé na entrada.
Joseph:Que diabos você pensa que está fazendo?_ perguntou ele calmamente. Seu cabelo escuro estava revolto, sua camisa meia desabotoada, com o rosto bronzeado fortemente marcado como se tivesse tentado dormir e não conseguido_
Demetria:Eu… só queria tomar uma xícara de chocolate quente, _ela murmurou, enquanto colocava a panela na pia e enchia de água_
Joseph:Quem lhe disse para sair da cama e subir e descer escadas no escuro? _ele insistiu_
Ela deu uma olhada para ele.
Demetria:O Presidente, dois Congressistas e meu Senador, disse com uma pitada de seu velho espírito.
Joseph:Você deixou de fora seu deputado, _ele meditou, e apenas por um instante um sorriso tocou a boca dura_ Você deveria estar na cama, querida.
Impressionante o que o carinho suave fazia com seus nervos, ela pensou, sentando-se rapidamente à mesa na frente de seu chocolate quente antes de suas pernas cederam.
Demetria:Voltarei em um minuto.
Joseph:Pequena teimosa, _acusou ele_ Tudo bem, vou tomar um chá e esperar por você. Que tal um pão com queijo?Se eu descobrir onde Emma o esconde. Aha! _Ele puxou-o para fora da geladeira, cortando uma parte dele e colocando-o em um prato_  Você prefere biscoitos ou pão?
Demetria:Biscoitos!
Ele riu baixinho enquanto se servia de um copo de chá e acrescentava cubos de gelo nele.
Joseph:O mesmo para mim.
Segundos depois, ele colocou o queijo e os biscoitos sobre a mesa entre eles e relaxou na cadeira ao lado dela, bebendo seu chá sedento.
Demetria:Não consegue dormir? _perguntou ela, repentinamente tímida_
Joseph:Não, _ele respondeu calmamente_
Ela deu de ombros.
Demetria:Eu também não consegui. Ela comia um pedaço de queijo.
Ele acabou com sua parte do queijo e biscoitos e recostou-se na cadeira para estudá-la.
Joseph:Olhe para mim, _disse ele de repente_
Ela encontrou seu olhar atento assustada, e logo desviou o olhar.
Joseph:A roupa combina com seus olhos, _ele comentou_
Ela sorriu.
Demetria:Foi por isso que Selena o deu para mim.
Joseph:As pernas doem? _ele perguntou_
Ela balançou a cabeça.
Demetria:Eu desci as escadas devagar. Afinal, _ela o lembrou_ foi você que disse que eu precisava de mais exercício.
Ele esvaziou o copo.
Joseph:Eu disse um monte de bobagens também, _ele respondeu_ Termine logo, querida, não vou deixar você aqui sozinha.
Ela terminou o seu chocolate quente e se levantou para colocar a caneca na pia. Quando se afastou da pia, viu-se erguida em um par de braços fortes e quentes, carregada para fora da cozinha.
Demetria:Oh não!  _protestou ela suavemente empurrando o ombro dele_Joseph, estou muito pesada…!
Ele desligou o interruptor de luz na cozinha, enquanto a carregava para o corredor e subia a escada. Seus olhos, escuros e estranhos, olhando-a atentamente.
Joseph:Você não pesa nada, pequena. É como levar uma braçada de veludo, macio e quente.
Demetria:Se você vai tirar sarro de mim, apenas me coloque no chão e eu vou andando! _disse ela defensivamente, agitada pelas sensações que a proximidade dele estava causando_
Joseph:Ah, inferno não, você não vai, _respondeu ele imperturbável, e reforçou seu domínio sobre ela_



Próximo Capítulo....

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