segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Cap. 3(Doce Inimigo)Parte I

Capítulo 3


Emma tinha colocado apenas dois lugares na mesa de jantar, observando o olhar perplexo de Demetria com um sorriso.
—Joseph tem um encontro, explicou ela, deixando Demi para colocar os talheres enquanto ela ia para a cozinha para buscar o jantar.
A dor atravessou seu corpo esguio como um tiro, e ela se perguntava o porque?Por tudo o que seu orgulho tinha foi esmagado por Sterling, seu coração nunca havia sido tocado por qualquer homem, exceto um. Ela odiava a impetuosidade daquele sentimento, a onda verde de inveja por pensar em Joseph e uma mulher, qualquer mulher, poderia causar. Tinha sido sempre assim, sempre. E ela conseguiu mantê-la escondida por causa do que ele já tinha feito ao seu espírito obstinado. Mas ainda estava lá dentro, brilhante e queimando docemente como uma vela que nenhum vento poderia apagar. E ela odiava Joseph por causá-la.
Ele chegou do pasto, justamente quando Emma e Demetria estavam terminando o jantar, e para evitá-lo, Maggie retirou-se para o alpendre e colou seu corpo delgado no balanço da varanda. Estava quente e docemente perfumada a escuridão do alpendre. Em sua infância, ela tinha sentado ali enquanto o trovão estremecia ao seu redor, sentindo o fustigar da chuva em seu rosto quando fechava os olhos e ouvia o barulho suave do balanço em movimento.
O clarão repentino da luz do alpendre trouxe um suspiro de surpresa aos seus lábios, ela sentou-se rígida quando avistou Joseph.
Foi um choque vê-lo em um terno de linho bege e gravata de seda coral, o branco da camisa ressaltava sua morena complexão, seu cabelo escuro. Ele poderia ter passado por um modelo muito masculino, a sofisticação aderindo seu corpo, alto musculoso com a colônia sexy favorecendo-o.
Seus olhos de um verde escuro varreu a sua figura no jeans azul, rígida no balanço do alpendre. Ele olhou-a através de uma pequena nuvem cinza de fumaça de cigarro, movendo-se como um gato grande e gracioso.
— Escondida, Irlandesa? perguntou ele calmamente.
Ela baixou os olhos para seu peito largo. — Vim tomar um pouco de ar.
Uma sobrancelha escura subiu. — Você caiu desse balanço de cabeça uma vez, lembrou. — Você e Selena estavam se balançando violentamente e você caiu de pernas pro ar.
Seus dedos tocaram suavemente o verde escuro da madeira e o metal frio da corrente. — Você gosta de me lembrar de coisas agradáveis, não é? ela perguntou cuidadosamente.
— Você prefere ser lembrada daquele dia no curral quando você fez tudo, até ajoelhar-se e pedir-me para fazer amor com você? ele perguntou ironicamente, uma nota dura em sua voz que cortava tanto quanto as palavras humilhantes.
Seus olhos fecharam-se com a memória, e a dor. Havia um traço de crueldade nele, pensou miseravelmente, tinha de haver ou não desfrutaria de provocá-la desse jeito. Ela saiu do balanço, ainda evitando seus olhos, e passou por ele.
Numa inclinação, sua magra e forte mão disparou como uma bala e pegou-a pelo braço puxando-a contra ele tão facilmente como se ela fosse uma criança.
— Nenhuma réplica, Irlandesa? ele rosnou. — Onde está seu temperamento explosivo agora?
Ela não conseguia encontrá-lo. Seu corpo tremia em suas mãos, e ela não poderia sequer lutar com ele.
Com um gesto ríspido, ele jogou fora o cigarro inacabado do alpendre e segurou-a pelos ombros, os dedos machucando, os olhos verdes em chamas fitando-a.
— Deixe-me ir! ela explodiu, em pânico por causa das novas sensações que ele estava causando ao sentir como ele pressionava seu corpo contra o dele.
— Porquê? perguntou ele breve. Seus lábios cheios tremiam enquanto ela procurava as palavras que iria libertá-la. — Você está me machucando… ela conseguiu.
— Onde? murmurou, e seus olhos percorreram seu pequeno e ruborizado rosto como um pincel de um artista.
— Meus… meus ombros, ela gaguejou.
Seu aperto afrouxou, tornando-se quentes e sensuais carícias, os dedos queimando-a através da blusa fina de algodão.
— Isso dói? ele perguntou suavemente.
Ela não conseguia pronunciar as palavras. Ele estava queimando-a viva com aquele lento, suave e carinhoso toque, fazendo seu coração dançar, fazendo com que seus pulmões se sentissem em colapso. Suas mãos pequenas foram para a camisa de seda, empurrando meio irresoluta contra o calor dos músculos rijos de seu peito largo.
Suave, um riso profundo roçou seus ouvidos. — Você não pode falar comigo, pequena Demetria? ele sussurrou profundamente. Sua mão esquerda deixou seus ombros em direção ao rosto dela e virou-a até seus olhos. A excitação entre eles drenava seu protesto, o cheiro penetrante da sua colônia estava permeando seus sentidos. Seus dedos, pressionados contra ele, estavam entorpecidos de tão frios. E ainda assim ela não conseguia se mover, não podia desviar daquele olhar zombeteiro que a tinha hipnotizado, capturado.
Seus olhos desceram para sua boca macia e jovem, e um polegar tocou sua boca como um sussurro. — Eu poderia abrir sua boca com a minha como se fosse um melão maduro, agora mesmo, ele murmurou sensualmente, — E você não levantaria um dedo para me impedir, não é Irlandesa? Você ainda é minha, para fazer o que eu quiser e quando quiser com você!
Com um soluço de profunda vergonha, soltou-se dele, pegando-o de surpresa, e correu por todo caminho de volta para a casa, ignorando uma surpresa Emma, subiu as escadas de dois em dois degraus.
Durante toda a noite ela ficou acordada, olhando para o teto escuro, planejando uma maneira, qualquer maneira, de sair desse pesadelo. Mesmo voltando para seu antigo emprego, vendo Sterling novamente, não seria tão terrível como ficar ali. Ela tinha que fugir. Tinha mesmo!
Ela pulou para fora da cama e vestiu suas roupas, entorpecida como o sol que começava a sair das nuvens de manhã cedo. Ela arrumou as malas antes de descer as escadas, decidida, com os olhos vermelhos e com escuras sombras pela falta de sono. Ela tomaria o café da manhã e explicaria a Emma, então pegaria um táxi até a rodoviária e Joseph nunca…
Ele ainda estava na mesa do café, onde normalmente não estaria a essa hora da manhã. Seus olhos aparentavam não ter dormido, e ela perguntava-se amargamente a que horas ele teria voltado para casa, certamente ela devia ter cochilado, porque não tinha ouvido ele chegar.
— Eu vou pegar um café para você, querida, Emma disse calmamente, batendo-lhe no ombro enquanto passava em direção à cozinha.
Ela fez uma grande produção ao desdobrar o guardanapo de linho e alisando-o no colo, analisando a toalha de mesa, tudo sob o olhar vigilante em frente a ela.
— Você dormiu bem? perguntou ele finalmente, a sua voz profunda, lenta e amarga.
— Oh, Sim… eu dormi bem, obrigado, respondeu calmamente
— O inferno que dormiu, ele zombou.
— Você não deveria estar lá fora com o gado? perguntou ela.
— Não até você me convencer de que não vai estar no primeiro ônibus para o norte, afirmou categoricamente. Seu olhar deu toda a resposta que ele precisava.
— Foi o que pensei, disse ele, inclinando-se na cadeira para estudá-la através dos olhos semicerrados. — Fugir nunca resolveu nada,Demetria.
Ela olhou para ele, sentindo quebrar algo dentro dela. — Eu preciso de seu conselho como um buraco na cabeça, ela retrucou, com expressão magoada. — O que você está tentando fazer comigo,Joseph? O que Ster fez comigo não foi o suficiente e você está tentando destruir os pedaços que ele deixou intacto? Por que você gosta de me machucar?
— Você não sabe, querida? ele perguntou, num tom perigosamente silencioso.
Era o rosto do estranho, novamente, não era Joseph, e ela olhou para ele com curiosidade. — Eu… Eu acho que algumas vezes não sei quem você é, disse ela involuntariamente.
— Você não sabe. Ele engoliu o restante do seu café e acendeu um cigarro. — Você está chafurdando na autocomiseração, Irlandesa, ou não percebeu isso? Pobre menina, traída pelo noivo, abandonada no altar… bem, não tem minha simpatia. Ele foi um maldito desonesto,enganador, e foi bom você ter se livrado dele. O que ele feriu foi seu orgulho, pequeno pedaço de gelo, disse ele sem piedade. — Você não reconheceria o amor nem mesmo se ele se aproximasse e sentasse no seu pé.
— Eu suponho que você o reconheceria, já que é um especialista! ela disse num lampejo.
Seus olhos brilharam sobre um sorriso zombeteiro. — Mais que isso, riu.
Ela franziu a testa. — O que?
Ele se levantou, parando em sua cadeira a caminho da saída, um longo braço deslizou na frente dela quando ele se inclinou para baixo. — Eu lhe disse antes, baby, ele murmurou em seu ouvido: — Eu gosto quando você luta contra mim. Essa é a maneira mais fácil de dizer que você não está tentando enterrar a cabeça no passado.
Ela corou, de repente entendendo, ou quase entendendo, seu comportamento na noite passada.
— Eu não quero passar duas semanas inteiras brigando contigo, ela resmungou.
Seus dedos pegaram seu queixo e ergueu-o até os olhos dela encontrarem os seus. Toda leviandade tinha sumido de seu duro rosto, agora. — Por que você não pede a Emma para nos preparar um piquenique? ele perguntou baixinho, — traga-o até o pasto perto do meio-dia. Nós vamos descer pelo rio e comer.
— Mas… mas o leilão, todos os convites, e… a publicidade…? ela balbuciou.
Um dedo longo traçou a curva suave de sua boca em um silêncio que fez a sua respiração audível. — Eu vou te deitar embaixo daquele velho carvalho retorcido, ele sussurrou profundamente, mantendo seu olhar, — e vou te ensinar todas as coisas que Sterling deveria ter tido a paciência para ensinar.




Próximo Capítulo...


                 Comentem, please!

Olá

Olá

   Gente se alguém ler comente, por favor se não to postando a história para ninguém assim fico triste. Beijoss





Lindo:

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Por Favor!

                                                Geente


Por favor se alguém ler, por favor comenta, por que se eu quiser posso postar uns 5 ou menos capítulos por dia, então por favor me ajudando vocês se ajudam, então please pensem nisso1

Cap 2.(Doce Inimigo)


Capítulo 2 


Ela girou sobre os calcanhares e saiu pelo portão em direção a varanda branca, com suas cadeiras de balanço e vasos com flores.
Emma estava esticando massa na espaçosa cozinha quando Demetria entrou e, esquecida da farinha que ia até os cotovelos, agarrou a mulher mais jovem em um abraço de urso.
Demetria riu, asfixiada no enorme abraço de Emma, sentindo-se realmente em casa pela primeira vez.
— É tão bom ter uma outra mulher aqui, eu poderia pular de alegria, Emma sorriu, correndo uma mão enfarinhada através de seu cabelo curto e prateado. —Joseph Jonas tem sido como um homem selvagem desde o mês passado. Juro, nunca pensei que uma mulher a toa como essa Ashley poderia afetá-lo dessa forma. Se você me perguntar, digo que é só orgulho ferido que está o corroendo, mas não faz qualquer diferença para o seu temperamento.
— Eu notei Demi suspirou e sentou-se na longa mesa da cozinha onde Emma estava fazendo o pão. — O que ela fez com ele?
— Abandonou-o sem dizer uma palavra. Nem um bilhete. Ela deu de ombros. — Encontrou um milionário da Flórida, disseram.
— Ele não poderia ser muito mais rico do que Joseph, Demetria observou.
— Ele não era, Emma sorriu. — E ele ainda era vinte anos mais velho. Ninguém entendeu o que deu nela. Um dia ela era uma rainha dando ordens a mim e a todo o rancho, e no seguinte tinha ido embora.
— Foi há muito tempo? perguntou ela calmamente.
— Vamos ver, é difícil lembrar de coisas na minha idade, você sabe. Mas… oh, sim, foi no dia que Selena nos ligou para dizer que fomos convidados para o seu casamento. Ela riu. — Nós nem sabíamos que você estava noiva, você e seus segredinhos.
Demetria baixou os olhos. — Eu acho que você sabe que cancelamos o casamento.
A mão enfarinhada de Emma tocou-a suavemente. — Foi melhor assim. Nós duas sabemos disso, não é?
Ela assentiu com um sorriso vago. — Eu não estava desesperadamente apaixonada por ele, mas eu gostava muito dele. Acho que o meu orgulho está ferido, também.
— Você vai superar isso. Quando uma porta se fecha, outra se abre, Demi, minha querida.
— Você está certa, é claro, ela contornou alegremente. —Selena manda lembranças. Disse que vai tentar conseguir suas férias logo e vir em poucas semanas.
— Isso seria bom, ter vocês duas em casa por um tempo. Bem, ela disse,amassando a massa ritmicamente, — conte-me as últimas novidades.
Já tinha escurecido, e Emma e Demetria estavam começando a colocar a mesa de jantar quando Joseph chegou na porta da frente. Seus jeans estavam vermelhos de lama, a camisa molhada de suor, sua mandíbula mostrando uma sombra de barba. Ele quase não as olhou antes de ir ao fundo do longo corredor que levava ao seu quarto.
— Whisky, comentou Emma com um aceno de cabeça, e derramou no copo dois dedos do líquido âmbar antes de adicionar um toque de água e dois cubos de gelo. — Eu posso dizer pelo seu modo de andar.
— Dizer o quê? Demetria perguntou.
— Que tipo de dia ele teve. O gado deve ter lhe dado trabalho.
— Não foi o gado, Demetria respondeu impaciente. — Fui eu. Quando estávamos a caminho de casa. Eu nunca deveria ter vindo, Emma. É como nos velhos tempos.
— É? a mulher mais velha perguntou curiosamente. — Talvez sim. Talvez não. Veremos.
Joseph voltou com olhar frio, seu cabelo escuro e úmido do banho, seu rosto barbeado, a roupa de trabalho trocada por um par de calças cor de areia e uma camisa bege xadrez que se agarrava a seus braços musculosos e ao peito como uma segunda pele.
Seus olhos verdes deslizaram pela figura de Demetria em uma calça amarelo pálido e um top curto, voltando-se para descansar no coque familiar do cabelo.
— Bem-vinda, moleca, disse com sarcasmo velado.
— Obrigada, respondeu ela docemente. — Emma serviu-lhe uma bebida.
Ele se virou, encontrando-a sobre a mesa e tomou um grande gole da bebida. — Bem, sente-se, ele rosnou para ela, — ou você planeja comer em pé?
Ela arrastou uma cadeira e se sentou, evitando o seu olhar incisivo enquanto Emma trazia o resto da comida e finalmente sentando-se em frente de Demetria.
— Vou receber um adicional por combate? Emma perguntou a Joseph quando ela reparou que seu olhar glacial estava mudando.
— Coloque a sua armadura e cale a boca, Joseph respondeu, mas havia um toque de humor em seu tom e em seus olhos claros.
Emma olhou com um sorriso para Demetria. — Bem-vinda a casa, querida.
O jantar foi bastante agradável depois disso, mas quando o último café foi servido, Joseph fez sinal para Demetria segui-lo, e levou-a para seu refúgio escuro e masculino com seu armário de armas, mesa de carvalho e uma cabeça de veado sobre a lareira.
— Pegue um lápis, disse a Demetria. —Você vai encontrar um em cima da mesa.
Ela pegou um no porta canetas e um bloco de folhas em branco, tão logo se sentou na cadeira ao lado de sua grande mesa.
Ele se virou, seus olhos estudando seu silêncio, com raiva, por um longo momento antes de falar. — Quantos anos você tem agora? perguntou ele de forma inesperada.
— Vinte, ela respondeu calmamente.
— Vinte. Acendeu um cigarro, sem desviar os olhos dela. — Vinte e ainda não despertou. Sentia o rubor aumentar em seu rosto, e odiava, odiava.
— Você está certo sobre isso? perguntou ela sexy.
Ele manteve o olhar por um longo tempo. — Estou muito certo, querida, disse ele suavemente. Incapaz de suportar o olhar penetrante por outro instante, ela baixou os olhos para a folha de em branco do papel amarelo e concentrou-se nas linhas azuis.
— Eu pensei que você queria ditar algumas cartas, disse ela em uma voz apertada.
— Você não sabe o que quero, pequena, ele respondeu.E se soubesse, provavelmente se assustaria como o inferno. Tem seu lápis pronto? Aqui vai…
Ele estava ditando antes que tivesse tempo de entender aquela a observação enigmática.
Os primeiros dias foram como uma maratona, e Demetria entrou fácil na rotina. Joseph deixava a correspondência sobre a mesa todas as manhãs, todas rascunhadas, para que ela pudesse trabalhar em seu próprio ritmo. À noite, ele assinava as cartas e verificava as anotações que ela tinha feito, e ambos trabalhavam para conter seus temperamentos. Terminou mais cedo no quinto dia e não pode resistir à tentação de dar um passeio. 
Joseph tinha lhe dado uma pequena égua baia delicada no seu aniversário de dezessete anos e ainda era sua favorita para montar. Melody foi o nome que ela deu, por causa do movimento rápido do cavalo balançando enquanto andava, como uma melodia de blues. Isso mexia com suas emoções trazendo a tona fantasmas de sua infância na fazenda.
Perto da linha dos altos pinheiros envelhecidos, estava a majestosa nogueira que ela e Selena subiam há muito tempo atrás, a árvore de sonhar delas. Então, um pouco mais ao longe estava o bosque onde floresciam num branco imaculado na primavera e as meninas podiam encher os braços delas e sonhar.
E lá estava o rio. Demetria freou a égua e inclinou-se sobre o arção da sela para vê-lo fluir preguiçosamente como uma faixa de seda prata e branca por entre as árvores. O rio, onde nadou e brincou, e onde Joseph tinha jogado-a completamente vestida no dia que ela o chutou.
Ela não podia resistir àquele frescor, a água estava convidando-a no calor desagradável e sufocante mesmo na sombra das árvores da margem. Ela amarrou Melody a um arbusto e tirou as botas e meias grossas.
A água estava gelada para os pés descalços, as pedras do rio lisas e escorregadias. Ela avançou cautelosamente perto da margem, agarrando um galho baixo de um de carvalho frondoso para manter seu equilíbrio.
 Com um suspiro, ela fechou os olhos e ficou escutando o sussurro da correnteza do rio, o som dos pássaros cantando, movendo as folhas sobre sua cabeça e pulando de galho em galho. A paz que sentia era indescritível. Era como se ela tivesse voltado para casa. Lembrou-se da mãe de Joseph assando biscoitos no forno, rindo e brincando com a trança de Demetria . E Joseph , irritado ainda que há muito tempo, balançando-a do chão em seus braços fortes para recebê-la quando ela descia do ônibus na estação. Dez anos atrás. Uma vida atrás.



Próximo Capitulo....



                                      Gente se  Alguém ler essa fic, por favor comenta!

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

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Beijos da Msms

Cap 1(Doce inimigo)

Capítulo 1 - Doce Inimigo


— Eu não vou! disse Demetria teimosamente e afastou-se argumentando amavelmente com sua amiga.
— É como me pedir para entrar na jaula de um tigre de Bengala, com um senhor lombo assado amarrado em volta do meu pescoço!
— Mas, Demi, protestou Selena, os olhos escuros implorando suavemente, — é tudo o que você precisa. Lembra como nós costumávamos escapar para a fazenda quando estávamos na escola, como nós ansiávamos cavalgar e fazer piquenique no rio?
— Minhas recordações são um pouco diferentes, disse a morena esbelta com uma careta. Sentou-se na beirada da cama, estudando as pernas de seu jeans marrom. — Lembro-me de ser colocada sobre os joelhos de Joseph Jonas,enquanto cavalgava aquele seu garanhão odioso e de ser trancada no meu quarto por ter ido a um piquenique à beira do rio com Zac Efron.
—Joseph avisou você sobre a maré alta, sua jovem amiga lembrou-a, defendendo o irmão que adorava. — E você sabe o que Zac tentou fazer. Joseph sabia que não podia confiar nele. Demetria corou com a lembrança de Joseph ao encontrá-la lutando para se livrar do furioso abraço de Zac e a visão do sangue quando o punho grande acertou o nariz do jovem. O sermão que veio depois também não tinha sido agradável. Ela suspirou. Tinha sido sempre assim. Ela e Joseph tinham sido inimigos desde seu primeiro encontro, quando ela tinha doze anos e ele dezenove anos e ela jogou um taco de beisebol nele.
— Foi há muito tempo, lembrou-a Selena. — Você está agora com vinte anos, e deu tudo certo quando fomos passar uma semana com Joseph e mamãe no verão passado, não foi?
— Claro que deu tudo certo, ele estava na Europa! Demetria explodiu. — Desta vez, sua mãe está na Europa, Joseph está em casa e Ashley o chutou, então ele deve estar um pé no saco!
— É por isso que acho que você deve ir, Selena disse.
Demetria inqueriu. —Selena, velha amiga, você andou bebericando a garrafa de aguardente de novo?
— Bem, aqui está você apenas se recuperando daquele rato, Sterling, Selena explicou, — E lá está ele apenas se recuperando daquela ratazana, Ashley…
— Você já notou que embora eu e seu irmão somos muito agradáveis quando estamos separados, nos tornamos raivosos quando ficamos cara a cara?
Demetria perguntou pacientemente. — A última vez, lembrou a garota de olhos arregalados, — ele atirou-me, completamente vestida no rio, e eu bati o meu… o meu orgulho em uma rocha, ela vacilou.
— Você o chutou, Selena respondeu. — Com força. Na canela.
— Ele me chamou de idiota!
— Bem, do que você chamaria alguém que tentou matar uma cascavel de mais de um metro a pedradas?Selena ergueu as mãos. — Honestamente Demi, quando você chega perto do meu irmão, você perde todo seu bom senso.
— Lá vem você de novo… Oh, não importa. Ela apoiou o queixo nos punhos. Não adianta falar sobre isso, de qualquer forma. Joseph não me quer no rancho sem você, e nós duas sabemos disso.
— Sim, ele quer. Perguntei-lhe.
— O que você disse a ele? Demetria perguntou desconfiada, seus olhos esmeraldas brilhando.
Selena encolheu os ombros. — Que você e Ster se separaram, só isso.
— Só isso… nada sobre como nós terminamos? — perguntou ela calmamente.
— Juro,Demi. Eu nunca faria isso com você. Ela forçou um sorriso amarelo.
— Eu não quis dizer isso… Acho que ele me afetou mais do que eu esperava.
—Joseph disse que você poderia preencher o cargo de sua secretária enquanto ela está em férias, continuou Selena brilhantemente, — e ter um feriado de trabalho remunerado. Ele disse que seria o melhor remédio que você poderia tomar.
— E, Joseph sabendo disso, vai adicionar uma colher de chá de arsênico para dar um sabor, Demetria resmungou. — Arrogante, cabeça dura, mandão…
— Você está sem emprego por enquanto, lembrou Selena.
Demetria suspirou. — Se eu estivesse me afogando, você me atiraria uma âncora, não é minha amiga do peito?
— Oh, Demi, é uma oportunidade de ouro que estou te dando. Três semanas com o solteiro mais cobiçado da Flórida, bonito, rico, desejável…
— Acho que vou ficar doente, disse Demetria, voltando seu olhar para as árvores do lado de fora da janela.
— Você nunca teve um pensamento romântico sobre Joseph, em todos esses anos? Selena persisitiu.
— Desculpe desapontá-la, mas, não.
— A melhor cura para um coração partido é fazer com que ele se quebre novamente.
— Olha que lindo Selena, que pássaro bonito naquele galho, disse Demetria entusiasmada. — Ele não é simplesmente maravilhoso?
— Ok, ok. Você poderia pelo menos ir para a fazenda?
— Próximo ao inferno, é o meu lugar favorito quando Joseph está lá.
— É bonito na fazenda agora, todas as flores selvagens estão florescendo. Selena suspirou. —Joseph está sempre fora em algum lugar, com o gado ou nos campos, e você sabe que ele quase nunca chega em casa antes de escurecer.
— E há sempre a esperança que ele seja capturado pelos ladrões e mantido como refém até que minhas férias acabem, né? Demetria sorriu.
— Certo! Selena riu.
Demetria nunca teve muita certeza do por que ter decidido tomar o ônibus. Talvez fosse porque tantas memórias agradáveis de sua infância estavam ligadas aquele lugar, quando ela tinha ido da casa dos seus pais, em Atlanta para a casa de seus avós no sul da Geórgia no ônibus, grande e confortável. E a partir daí, era apenas uma agradável viagem até o rancho da família deSelena e Joseph no rancho na Florida.
Os olhos de Demetria foram atraídos para aquela paisagem onde os pinheiros, pomares de pecan, e casas de fazenda espaçosa se abrigavam sob os carvalhos e árvores altas de cinamomo. Sua infância foi passada ali, montando ao longo destes campos a cavalo com Selena. Normalmente Joseph a perseguia, enquanto ela se inclinava sobre o pescoço do cavalo. O vento fustigava seu rosto enquanto incitava sua montaria, depois de lançar um desafio para Joseph. Os olhos do rapaz alto, sempre tinha um brilho verde claro, quando ela o desafiava, e ele sempre dava-lhe corda suficiente para se enforcar.
Ela sorriu involuntariamente pela memória. Ela e Joseph nunca havia realmente decidido sobre os limites de seu relacionamento. As brincadeiras entre eles eram geralmente amigáveis, embora pudessem ficar quentes. Mas nunca tinha sido realmente mal-intencionadas ou crueis. Eles sempre foram um casal estranho, sempre um provocando o outro, sempre cautelosos um com o outro, como se mantivessem uma incomoda trégua e tivessem com medo de perdê-la ou quebrá-la.
Joseph tinha uma aparência muito rude para ser chamado de bonito, mas atraia as mulheres. Ele sempre tinha uma pendurada em seu braço, e Demetria estava determinada desde o início a nunca ser uma daquelas pobres mariposas atraídas por seu brilho. Ela resistia a seu charme sem esforço, porque ele nunca desperdiçou-o com ela, e Demi ficava feliz por isso. Ela nunca teve realmente certeza de como reagiria a Joseph nesse tipo de relacionamento. Ela tinha medo disso e fazia pequenos milagres para evitar que isso acontecesse.
Um zumbido de conversa captou sua atenção, e obrigou-se a voltar ao presente a tempo de ver as pessoas através do corredor olhando fixamente para fora da janela. O ônibus foi parando lentamente enquanto um cavaleiro se aproximava em um garanhão negro que brilhava como a seda ao sol.
Demetria não precisava que lhe dissessem quem estava montando o cavalo. O homem era alto, sua tranqüila arrogância era óbvia, mesmo com o chapéu meio torto e as roupas cáqui de trabalho que pareciam ser uma parte dele.
Ele parou na porta enquanto o motorista do ônibus abria-a com um sorriso.
— Cara, você sabe montar, ele riu, movendo sua cabeça de cabelos escuros encaracolados de maneira apreciativa.
— Eu andei praticando, Joseph Jonas disse com um sorriso torto. Seus cintilantes olhos verdes encontraram Demetria se deslocando até a frente do ônibus em seu feminino terninho azul e levantou uma sobrancelha lentamente para ela.
— Graças a Deus você ainda tem o hábito de vestir calças, Irlandesa, disse ele, provocando-a facilmente como odioso apelido de sua infância. — Eu não tenho tempo para esperar o ônibus. Estamos marcando o novo rebanho. Vamos.
— Vamos…? ela ecoou fracamente. — Mas… a minha bagagem?
— O motorista pode deixá-la na cidade, não pode? perguntou ao homem. — Nós vamos buscá-la mais tarde.
— Farei isso, disse o motorista, — com a condição de você me ensinar a montar um cavalo como esse.
— Sou proprietário do CR, Joseph disse a ele.
— Você é bem-vindo a qualquer hora.Demetria, suba a bordo.
Houve uma risadinha abafada por trás dela, e ela não teve que virar para saber que era um casal de adolescentes que estava no banco de trás dela. Ela endireitou os ombros. Não havia maneira de sair dessa, com certeza, não sem se tornar o tema da conversa de todos pelo resto do caminho até a cidade.
— Eu não monto em um cavalo há um ano, disse a ele, estendendo a mão
— Pise na minha bota e jogue a outra perna por cima do cavalo, disse ele em seu melhor estilo Tarzan, e ela quase podia ver a cara dos adolescentes.
Ela conseguiu se colocar atrás dele sem muito esforço, mas foi um contato novo e perturbador, e ela teve que segurar firme na sua cintura para não cair do grande cavalo. Era como cravar os dedos em aço maciço, aqueles músculos eram tão poderosos.
— Pronta,Demetria? ele perguntou sobre o ombro.
— Pronta, ela murmurou em voz tão baixa que não chegaria aos ouvidos dele. — Pronta para galopar em uma nuvem de poeira e deixar seu público ofegante, na sequência da sua saída dramática! Ela sentiu seu peito tremer sob sua mão, ele conduziu o garanhão em um trote lento pelo campo.
— Se isto não é dramático o suficiente para você, Irlandesa, disse arrogantemente:— Vou galopar.Seus braços delgados se apertaram em torno dele. — Oh, por favor, não, Joseph, vou ficar quieta, disse ela rapidamente.
Ele riu profundamente. — Achei que ficaria. Vou deixar você em casa no caminho para o pasto.
— Você certamente escolheu um jeito incomum de encontrar-se comigo, comentou, observando a grama alta ao longo do caminho que o cavalo estava fazendo.
— Eu não tinha planejado isso, ele disse casualmente. — Aconteceu de eu ver o ônibus, e achei que você estaria nele.
Ela imaginou isso. Joseph sempre parecia saber quando ela estava chegando. Ele sempre sabia. Era como se ele tivesse um radar interno conectada a ela.
Ela fitou suas costas, cedendo. — Obrigado por me deixar vir, disse ela calmamente.
—Selena disse que você precisava de um emprego, ele respondeu com naturalidade. — E eu preciso de uma secretária, acrescentou com voz firme. Sem dizer que Ashley tinha sido a última.
Ela voltou sua atenção para o vasto horizonte, salpicado de pinheiros, pequenos arbustos e a pelagem vermelha dos Herefords com pequenas manchas brancas em suas caras na distância. Involuntariamente, um sorriso veio ao rosto.
—Selena e eu costumávamos brincar de caubói e índio nesses campos, ela murmurou.-Eu sempre tinha que ser o índio.
Ele olhou para suas pernas na calça larga. — Você ainda se veste como um, disse ele. — Eu quase nunca vi você em um vestido, Irlandesa.
Ela se moveu, inquieta. — Eles não combinam com uma fazenda, você não acha? ela resmungou. Era o velho argumento novamente, ele nunca se cansava de repreendê-la pela sua preferência por calças compridas.
— Eu não tinha planejado colocar você para marcar o gado e carregar fardos de feno, ele rosnou.
Ela suspirou irritada. — Como me visto é problema meu, respondeu ela. — Tudo o que você tem que se preocupar é se posso digitar e anotar o ditado.
Ele parou bruscamente e se virou na sela, torcendo seu corpo alto para que pudesse olhar para ela. Seus olhos se estreitaram e havia uma ameaça no verde pálido.
— Vou lembrá-la apenas uma vez, que há uma linha que você não deve cruzar comigo, pequena, disse ele em um tom suave que cortava mais do que um grito. — O pobre cachorrinho do seu namorado podia te responder com um sorriso, mas não espere o mesmo de mim. Eu ainda digo que uma mulher tem de pertencer a apenas um homem, acho que você sabe do que estou falando.
Ela sabia, e nada poderia evitar o rubor que coloriu suas altas maçãs do rosto. Ela desviou o olhar rapidamente.
Ele a estudou em silêncio, seus olhos traçando o perfil delicado virado para ele. — Por que você prendeu o cabelo assim? ele perguntou de repente.
Ela rangeu os dentes. — Mantém fora de meus olhos, respondeu ela com firmeza.
-E mantém os olhos de um homem em outro lugar, acrescentou.— Como aquele cara da cidade conseguiu romper a camada de gelo em torno de você, Irlandesa? Com um maçarico?
Aquilo fez os cintilantes olhos esmeraldas dela queimaram ele. — Você preferia que eu estivesse enfiada num vestido justo com a minha cara rebocada de maquiagem, batendo meus cílios para você? perguntou de maneira sexy.
Com atrevimento, os olhos percorrerem devagar seu rosto, até sua boca suave, descendo mais para as curvas do jovem corpo. — Você fez isso uma vez, lembrou suavemente, encontrando o olhar chocado e incerto dela. — Quando você tinha dezessete anos, e de repente me tornei a estrela do seu céu depois que Taylor Lautner te abandonou.
A lembrança era como uma ferida aberta. Ele nunca a deixaria esquecer. Ela também não conseguia esquecer, como tinha corrido atrás dele descaradamente, achando desculpa após desculpa para segui-lo por todo o rancho naquele inesquecível verão. Até que finalmente ele cansou dela e quebrou o seu orgulho em mil pedaços doloridos, confrontando-a com a paixão, um confronto que a tinha envergonhado. Ela nunca se recuperou totalmente da rejeição, mantinha-a enterrada em seu subconsciente. Essa era a razão por ela lutar com tanta força, mantendo a raiva como uma barreira segura e alta entre eles.
Ela baixou os olhos para o peito largo na frente dela. — ­­Isso foi há três anos, disse ela calmamente.
— E agora há Sterling! acrescentou.Havia uma nota de advertência em sua voz profunda e lenta, que desafiava. — Não há?
Ela apertou o maxilar. — Não, ela murmurou dolorosamente, — Não há. Selena não te contou que nos separamos?
Seus olhos se estreitaram. — Minha irmã não me disse droga nenhuma. Então você o abandonou, Irlandesa?
Ela encarou aquele olhar zombeteiro. — Eu o peguei com uma das minhas damas de honra, após o ensaio, disse a ele, — juntos em um quarto de motel.
Ele estudou-a, pensativo. — Você era tão fria, que ele precisou encontrar uma mulher para aquecê-lo?
Ela se retraiu. — Dane-se você! disse ela. — Eu deveria ter esperado que você tomasse partido de qualquer pessoa, exceto o meu. Sempre foi assim com a gente.
— E sempre vai ser assim, disse ele calmamente com algo profundo e estranho nos olhos que procuravam os dela, — porque você não me quer ao seu lado. Você quer uma parede entre nós por alguma maldita razão. De que diabos você tem medo?
— Você pode me fazer essa pergunta, com a sua reputação? Ela zombou.
Um lento sorriso zombeteiro tocou sua boca cruel. — Garota, não se anime. Mesmo esquecendo o fato de que eu poderia dar-lhe onze anos, você não me excita,Demetria. Você nunca me excitou. Seus olhos varreram ao longo de sua figura de menino. — Seria como fazer amor com uma escultura de neve.
Ela manteve a face calma. Nunca o deixaria saber o quanto poderia machucá-la. — Eu pensei que tivesse vindo para ser sua secretária, e não seu bode expiatório, disse ela friamente. — Ou você espera que eu pague pelos pecados deAshley, junto com os meus?
Ela viu seus olhos se apertarem, os músculos de sua mandíbula moverem-se ameaçadoramente. — Meu Deus, você está pedindo por isso, avisou baixinho.
Ela endireitou, movendo-se para tão longe quanto lhe foi possível mover no cavalo. — Foi você quem começou!
— Eu posso terminar também, disse ele secamente.
Ela desviou o olhar. — Eu disse a Selena que não iria funcionar, ela disse baixo. — Se você fizer a gentileza de me levar para a casa, vou pegar um táxi de volta para a rodoviária.
— Fugindo, Irlandesa? ele rosnou. — Você é boa nisso.
O lábio inferior tremia. — Eu não vou ser crucificada por você!, ela explodiu em um soluço. — Oh, Deus, eu odeio os homens, eu odeio os homens, ela sussurrou. — Trapaceiros e mentirosos, todos vocês!
A mão magra dele puxou-a pela nuca e apoiou sua testa contra o seu ombro largo, e ele se virou mais na sela. — Quantas mulheres houveram depois que você descobriu? ele perguntou em seu ouvido.
Um soluço sacudiu-a. — Quatro, cinco, eu perdi a conta, ela sussurrou. — Nós íamos nos casar em apenas dois dias… ele disse que eu não iria derreter nem… em um alto-forno, a voz dela quebrou novamente. Sua mão pequena pressionando os músculos quentes do braço. — E ele… ele estava certo. Eu não sentia dessa forma com ele, eu não poderia…! Ela deu um suspiro longo, soluçando.Seus dedos apertaram o pescoço delgado.
— Quantos anos ele tinha? — ele perguntou suavemente.
Ela engoliu um soluço. — Vinte e sete.
— Experiente?
— Muito.
— Ele era paciente,Demetria? — ele perguntou.
Ela deu um suspiro suave, fechando os olhos firmemente. —… Ele tomou como certo que eu sabia… bem, que eu…
Seu peito arfou profundamente contra ela, e ele disse com impaciência. — Foi melhor assim, Irlandesa, disse ele em seu ouvido. — Foi melhor descobrir agora do que depois do casamento.
—Joseph, me desculpe… eu… ela começou.
Seu rosto tocou o dela, áspero e morno. — Enxugue suas lágrimas, pequeno regador. Tenho gado para cuidar, e Emma deve estar se perguntando o que aconteceu conosco. Tudo bem agora?
— Sim. Ela conseguiu dar um sorriso amarelo para ele. —Joseph, Sinto muito sobre Ashley…
Seu rosto se fechou, mas não com raiva. Ele tocou levemente seu nariz. — Vamos para casa.
Ele voltou para a sela e instigou o garanhão em um trote. Ele não disse uma palavra até chegarem à casa branca da fazenda aninhada entre os carvalhos e nogueiras. Ele deixou-a na cerca branca ao lado do alpendre.
Montado no cavalo negro, ele era uma figura impressionante, alto e empertigado na sela. Ele acendeu um cigarro, seus os olhos estudando-a em silêncio por um longo momento.
— Porque você olha assim para mim?, ela perguntou, inquieta sob o rigor de seu exame. — Eu me sinto como uma novilha a venda.
Algo cruel brilhou em seus olhos claros. — Eu não estou dando nenhum lance, ele respondeu inocentemente. — Mandarei um dos homens buscar sua bagagem. Emma te dará algo para comer. Eu explicarei o que preciso quando chegar em casa a noite.
A frieza nele, tão repentina e não esperada, fez com que ela sentisse arrepios na espinha. Durante anos, eles tinham fingido ser inimigos. Mas isto parecia ser real. Ele olhava para ela como se… como se a odiasse!
— Eu ainda acho que seria melhor se eu fosse para casa, disse ela.
— Você é que acha isso, ele rebateu fortemente. — Eu não vou conseguir arrumar uma substituta em tão curto prazo, tenho correspondência até o teto com o dia do leilão chegando.
— Ordens, Sr.Jonas? ela desabafou.
Um pequeno sorriso tocou aquele rosto duro, enfatizando o nariz que foi quebrado pelo menos duas vezes. — Ordens, Irlandesa.
— Você vai parar de me chamar assim? Você sabe que odeio isso!
— Odeie, de qualquer jeito. Odeie— me, também, se isso ajuda. Não me importo e você sabe disso, também, não é pequena? perguntou ele com um sorriso infernal.
Ela girou sobre os calcanhares e saiu pelo portão em direção a varanda branca, com suas cadeiras de balanço e vasos com flores.



Próximo Capítulo....

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Fic!

Sinopse

Felizmente Demetria Lovato tinha sido sempre cautelosa com o cowboy autoritário Joseph Adam Jonas. Mas, se o ameaçador irmão mais velho da sua melhor amiga a irritava tanto, como ela foi escolher seu rancho para se recuperar de uma desilusão amorosa? Ela sabia dos perigos impostos pelo seu adversário… mas toda vez que ela cruzava com o obstinado criador de gado, seu pulso aumentava descontroladamente. Demi secretamente sonhava despertar para a feminilidade no poderoso abraço de Joe… mas estes doces inimigos teriam uma chance de se tornarem amantes ao longo da vida?                  
                            Doce Inimigo!
 
 
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